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domingo, 6 de maio de 2018

Poupadinhos e com vales - a revista!

Há pouco lancei no blog um repto sobre que assunto gostariam que escrevesse hoje. Apesar das poucas visualizações e das fracas participações, ganhou a terceira opção, em que eu sugeria falar sobre a novíssima revista Poupadinhos e com Vales da muito querida e aplaudida Janine Medeira.

Não tinha nenhumas fotos, a não ser a que publiquei há dias no Instagram, por isso - e perdoem-me já estar em trajes menores - lá fui tirar mais umas  para ilustrar este post. 

Em primeiro lugar quero dar os PARABÉNS e desejar MUITO SUCESSO,  quer à Janine quer à Mediacamp por mais esta “filha” que não deixou ninguém indiferente. 

Em segundo lugar, quero passar um ralhete à Janine por, há dias, numa conversa, me ter dito que esta sua revista era popularucha comparada com a Tribo. Não há comparação possível, e popularucha - ou qualquer outro diminutivo com tom depreciativo está riscado do dicionário. Bolas! Mais ou menos tenho acompanhado este projecto e sei que tem dado muito trabalho, tirou muitas horas de sono à Janine e outras tantas à familia.

Pessoalmente gostei da revista. Está muito bem conseguida a nível gráfico - fontes, imagem, paginação, ... e outras coisas que pessoas mais entendidas na matéria saberão dizer.  Ahhh, o papel - adorei! (é mate - eu detesto revistas de papel glossy)

         
A entrevista com o António Raminhos está giríssima e despretensiosa. Tem algumas dicas de como construir mealheiros, por exemplo, mas também fala de outras coisas, como o seu estilo de vida e de como gere as suas finanças.

Tem uma página repleta de apps que para mim foram uma surpresa, tem dicas de moda - nem todas muito low cost, mas ser poupado não quer dizer que tudo o que se compre tenha de ser barato. Até porque o conceito de barato ou caro é muito relativo. Como eu costumo dizer: uma coisa é ser caro, outra coisa é eu não poder comprar. Entendidos?

Também gostei das páginas com algumas receitas. Aquelas coisas que parecem ser mais práticas comprar do que cozinhar e, contas feitas, sai muito mais caro comprar. Posso por, exemplo, dizer-vos que na minha casa nunca entrou um pacote de molho bechamel e, pelo menos desde que me foi diagnosticada urticária, molho de tomate embalado também não entra cá em casa. Um conselho? Vejam os rótulos: a quantidade de corantes e conservantes chega a ser assustadora!

Mais coisas... 
- como conseguir vales de desconto: eu não ligo nenhuma a isso, mas a partir de agora vou estar mais atenta
- vales de desconto para usar em algumas lojas/marcas
- tem poucas páginas de publicidade descarada - yeeesss!!!!
- é mensal e está à venda por dois euros

Estou curiosa para saber como será o próximo número!

Janine, como já te disse, em jeito de brincadeira, a data para o lançamento não podia ter sido melhor escolhida: May the 4th - be with you!
Pronto, agora que já vos fiz a vontade, já posso ir dormir. Até amanhã!

Pano p'ra Mangas

domingo, 8 de abril de 2018

Descomplica: um livro que traz vida dentro e fora das suas páginas

Aquando do lançamento do seu primeiro livro, tive o prazer de estar na plateia para a ouvir e aplaudir e ontem, na apresentação de Descomplica tive a a honra de estar ao seu lado. Escusadas são as formalidades, pois estou a falar da muito querida Sofia Castro Fernandes.

Obrigada, Sofia por me quereres ao teu lado neste dia, na minha cidade. 
E obrigada, Carolina, por me fazeres companhia no outro lado da mesa.
No final acho que poderíamos ter ficado ali, infinitamente, à conversa, pois há tanto assunto e tanto por dizer e para partilhar...

Foi uma tarde de partilha, essencialmente. E foi tão bom. A sala etava cheia de muitos rostos familiares, amigos, queridos - daqueles que levo comigo todos os dias.

Logo que saiu o livro e o comprei, perguntaram-me se valia a pena e se o conseguia comparar com o anterior. Na altura não soube responder, mas agora já tenho a resposta.

O Às 9 no meu livro, é leve. Toca cá dentro, mas é leve. É uma compilação de textos do blog, aqueles que mais sentido fizeram à Sofia reunir em livro.

Descomplica é complicado. Complicado no sentido em que mexe com o que está cá dentro. Complicado porque te faz - se quiseres - entrar em acção. Complicado porque te obriga a olhar para a vida com olhos de ver. E faz-te abrir as janelas da vida para deixar entrar a luz . É complicado porque te proíbe de desistires de ti mesma.

Gosto, particularmente da forma como está escrito. O tom é aconchegante e tanto te dá colo, como te faz querer saltar o muro - a rede vai lá estar para te amparar. Há como que uma dança entre o "eu", o "tu" e o "nós", numa envolvência (des)propositada que faz com que nos identifiquemos uns com os outros, sem complexos e sem medo de ter dedos apontados às nossas fraquezas, simplesmente porque todos as temos. Há algumas palavras, expressões e frases que se repetem em momentos chave do livro, pois apesar de não haver uma sequencia obrigatória na leitura, há uma coerência no discurso que não passa despercebida aos mais atentos, como eu (modéstia à parte, mas não se esqueçam que a minha formação académica é em Línguas e Literaturas e além disso, nos últimos anos, tenho lido e aprendido algumas coisas sobre coaching e PNL... e em cima disto tudo sou uma virginiana do caneco!).

Gosto também das metáforas usadas para explicar processos que às vezes são complexos e que com este pequeno recurso expressivo os torna muito mais simples. E nos deixa sem resistência. Gosto dos verbos escolhidos, que de tão banais e comuns se tornam importantes quando olhamos para dentro de nós. Gosto da simplicidade ao alcance de qualquer mortal que saiba ler. Gosto dos exercícios que aparecem ao fim de cada etapa - são exercícios para a vida, de reflexão, de GRATIDÃO (mas gratidão verdadeira, não daquela oca que tantas vezes oiço aclamar por aí), de FÉ (em Deus, ou noutro qualquer ser que sirva de guia).

Relembra-nos que nos devemos desligar de pessoas tóxicas, que nos sugam o que temos de melhor. Relembra-nos que para sermos felizes é imprescindível que gostemos SÓ dos que gostam de nós. Relembra-nos que a vida muda todos os dias. Relembra-nos que descomplicar é, também, fazer reset.

Li-o todo. De fio a pavio. Tocou-me a(s) parte(s) em que fala do AMOR, de UM AMOR - que é, realmente, o único item da lista da minha vida que não tem um check. Acho que vou ler e reler essas partes, em todos os momentos que sentir que tenho o lado esquerdo do peito a fraquejar e a querer fechar-se e a querer dizer-me que não vale a pena (sim, porque estes dias existem, são reais e doem). Vou ler e dizer-lhe, ao coração, que espere. Afinal de contas, tudo acontece no tempo certo e quando menos se espera 💓


Caso ainda não tenham o/os livro/s, podem adquiri-lo/s aqui:
Às 9 no meu livro
Descomplica
Na Wook, os portes são gratuitos e têm 10% de desconto imediato!
Pano p'ra Mangas

domingo, 12 de novembro de 2017

Quem nunca morreu de amor?

De quando em vez tenho entre mãos a leitura de Frei Luís de Sousa, de Amor de Perdição ou até das Viagens na Minha Terra. Clássicos. E como todos os clássicos, intemporais. Em comum? O morrer de amor! Mais ou menos trágico - como se morrer de amor não fosse o trágico suficiente...

E talvez tenha sido este amor (que não me mata!) pelos autores do Romantismo que me tenha chamado a atenção para o título do mais recente livro de Eduardo Sá, Quem Nunca Morreu de Amor, editado pela Lua de Papel. Não me lembro bem onde - algures no FB, com certeza, apanhei também duas ou três frases que me deixaram alerta e fizeram com que o acrescentasse à minha wish list na Wook

Ontem, como estava completamente virada do avesso, isto é, em DIA NÃO!, achei que não podia esperar pela entrega de uma encomenda online e fui à Bertrand para comprar o livro. Primeiro folheei-o para ter a certeza, contudo não foi necessário muito tempo para decidir adquiri-lo.

Comecei a lê-lo enquanto saboreava um café e quando dei por isso já estava de lápis na mão a sublinhar, rabiscar, escrever notas - é por isto que não empresto livros. Os livros são só meus. Além do que é escrito pelo autor, ponho muito de mim em cada um deles e, confesso, que tenho algum pudor em partilhar o que me vai na alma e que sentimentos me desperta cada linha ou cada página. no momento da leitura. Gosto sim, de tempos mais tarde voltar àquelas anotações e tentar perceber o que esteve por trás delas. Manias, sei lá. É como cheirar os livros antes de os começar a ler...


Quem Nunca Morreu de Amor lê-se num acto quase compulsivo. Termina-se. E depois volta-se atrás para saborear cada bocadinho que ficou antes da última página. Sim, fica-se com vontade de mais. E não, não é necessário lê-lo de seguida. É daqueles livros que nos permite saltitar, abrir ao acaso e ler, como que em busca de alguma mensagem. E sim, foi escrito para mim! - tenho a certeza de que todos os leitores dirão o mesmo, provavelmente não pelas mesmas razões, mas sim, o livro foi escrito para cada um deles (ou cada um de nós, como quiserem).

Se acham que só fala de coisas boas, bonitas, românticas, apaixonadas... desenganem-se. Também toca em feridas que podem ser mais ou menos profundas, que nos deixam a pensar, que nos fazem questionar a forma como vivemos (passado ou presente) ou queremos viver o amor.


E porque não quero que achem que digo estas coisas em vão, partilho convosco algumas das minhas citações favoritas: 

..."sempre que não se abre uma história de amor alguma coisa em nós, de forma misteriosa, se desencoraja e desencanta!" (p.13)

"As minhas histórias felizes não têm final. Talvez por serem felizes..." (p.13)

"o contrário de tristeza não é felicidade, e é bom que se lembre. Mas a vivacidade. Essa ideia de que estamos felizes quando não estamos tristes não é verdade. O paraíso não é um sítio sem dor. É um lugar onde a dor nunca nos leva senão à sabedoria." (p. 90)

..."os amores de perdição são uma paixão em nada diferente das outras. Aquilo que as distingue é que a eternidade não tem prazo de validade." (p. 116)

"Só quando dois corações trocam de peito, e um bate pelo outro, estamos prontos a amar." (p. 174)

"O amor para ser amor, precisa de gestos. Necessita de surpresas. Mas precisa, sobretudo, de palavras." (p. 15)

"Andas à procura de alguém perfeito? Não! - devia ser a resposta. Ando à procura de ter a certeza de quem mereça o meu amor!" (p. 16)

Pano p'ra Mangas

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Book review: RE-USE


Há cerca de dois meses recebi em casa o segundo livro da autoria da Zélia Évora, RE-USE. Na altura fiz um video a falar do mesmo, mas a review não ficaria completa se não o pusesse à prova - só fazendo um dos projectos poderia falar bem - ou menos bem - do mesmo, certo?

O Verão foi passando e uns dias por falta de tempo, outros pelo excesso de calor e outros nem sei bem por que razões e não havia maneira de decidir o que fazer. O livro traz projectos diversos e que se encaixam em diversas áreas da nossa vida, mas eu tinha efectivamente de fazer algo a que desse uso - de que me serviria fazer umas calças de criança (Calças da Alice, pp.144-177) se não tenho a quem as vestir? ou uma saia de umas calças (De calças a saia, pp.38-40) se as poucas calças que tenho em bom estado me servem e as que estão estragadas estão gigantes? Também estava fora de questão ir comprar uma pela de roupa para a transformar, pois isso iria contra a filosofia praticada neste livro, que passa pelo "do velho se faz novo".

Assim, e por questões afectivas resolvi fazer um saco (Saco da Vânia, pp.79-83), pois foi a peça que a Zélia fez para a minha irmã a partir de um vestido e de umas calças que ela lhe enviou, mas como não tinha um vestido para cortar, acabei por misturar este saco com o Saco do Romeu (pp.118-120). Foi uma espécie de mix & match.

O primeiro quebra cabeças foi fazer o patchwork de retalhos de ganga (para o exterior) e de tecidos que sozinhos já não davam para fazer grande coisa (para o interior). A ganga já usada é um verdadeiro desafio, pois está gasta, esticada e é difícil cortar coisas direitinhas. De seguida tive de montar os dois paineis exteriores: li e reli as instruções, tentei entrar na cabeça da Zélia para imaginar como é que ela faria, pus e dispus retalhos e quando, finalmente, "alfinetei" tudo...máquina com eles!


Pensei em cada detalhe: bolsos, etiquetas, conjugação de cores e de tecidos - alguns não tinham nada a ver uns com os outros, mas no final o resultado foi WOW - modéstia à parte o saco ficou mesmo giro! Está maior do que o previsto, o que representa um perigo para a minha coluna, pois eu enfio tudo lá dentro!


Quanto ao livro, além dos 50 projectos de costura, traz ainda alguns moldes (à escala) e dicas úteis para cuidar da nossa roupa, tal como mencionei no vídeo. Além disto o que é giro neste tipo de projectos é que cada um é único e irrepetível, pois ninguém guarda em casa duas peças de roupa iguais para as reutilizar.

Para quem tem amigos ou familiares que gostem deste tipo de trabalhos, este livro faz um presente perfeito em qualquer ocasião (eu não vou falar no Natal, ok? que é só daqui a uns quantos meses...)

Pano p'ra Mangas

domingo, 23 de abril de 2017

Review do livro Ser Blogger


Desde que comecei a falar no livro Ser Blogger, apenas há uns dias, têm-me chegado algumas perguntas pertinentes e que passo a enumerar:


"Se já és blogger há tanto tempo porque compraste um livro aparentemente básico?" - ao que eu respondo: Básico para quem? Bem, há passos descritos no livro que já passei há algum tempo, contudo eu sou daquelas pessoas que acha que há sempre algo a aprender e a blogosfera tem evoluido tanto... e sim, há assuntos abordados no Ser Blogger com os quais eu não estou familiarizada e quero estar. Doze anos de blog são muitos anos e a verdade é que criamos vícios sem que demos por isso e que podem minar e destruir o que foi construído - não acho que seja o meu caso, mas está a saber-me bem fazer um refresh de alguns assuntos e perceber outras abordagens. Além disso, e se já ando aqui há tanto tempo e "não ganho nada com o blog", talvez esteja na hora de take it to another level e de começar a ter o retorno de tanto investimento. Não parece justo? Não, não vou perder a voz nem a liberdade de escrever com as emoções - esta é uma decisão há muito tomada.

"Mas tens essas informações todas na internet, para que queres um livro?" - por um lado eu sou da velha guarda, daquela geração que passava horas na biblioteca a fazer pesquisas para trabalhos - uma verdadeira bookworm portanto gosto de livros; por outro lado não há nenhum link encontrado no Google e lido no iPad que supere o prazer de um livro: a textura, o cheiro, o sublinhar e anotar nas margens com um lápis, ...

At last but not the least:

"Achas que vale a pena?" - a verdade é que efectuei a compra completamente às cegas e sem grandes referências (apenas conhecia a Carolina Afonso, uma das autoras, da SHARE), mas sim! vale a pena. (quem não quiser fazer uma compra cega pode ler parte do primeiro capítulo aqui )

E agora vamos ao que interessa: o livro!

Em primeiro lugar tem o melhor cartão de visita, que é como quem diz, o prefácio que poderia ter, ou não tivesse ele sido escrito pela minha querida Sofia (aka às nove no meu blogue) por quem nutro um enorme carinho a admiração e quem leio há tantos anos que já lhes perdi a conta. E depois...


... está organizado de uma forma muito simples e tem uma dinâmica muito interessante, pois ao longo das páginas vão surgindo perguntas para o leitor responder, as quais o ajudarão no processo criativo do seu blog, bem como a definir algumas estratégias e caminhos a percorrer. Quem me dera ter tido algumas destas cábulas há 12 anos...

Os capítulos sucedem-se de modo a que quem esteja a ler, possa ir criando o seu blog de uma forma ordenada e com objectivos bem definidos, mantendo o foco naquilo que deseja alcançar. É óbvio que nem todos os blogs são criados com o intuito de tornar milionários os seus autores, mas e se isso se proporcionar? Why not? Da mesma forma que há 15 anos mal se conhecia a blogosfera, dentro de outros 15 se calhar já nem existe, por isso quem quiser e souber tirar partido deste meio, que o faça (de uma forma honesta, já agora!) - pode e deve ser encarado como um qualquer outro emprego. Na página 171 está escrito o seguinte: "Para começar a ganhar dinheiro com um blog, não é imprescindivel ter muito tráfego, mas ter visitantes de qualidade, ou seja, pessoas interessadas no que o seu blog está a oferecer. Afinal, para que serve ter milhares de visitas diárias, se nenhuma dessas pessoas tem interesse no que o seu blog está a dizer?" - nem imaginam o bem que esta frase me fez ao ego 😀, afinal ainda estou a tempo.

Ao longo das páginas fala-se sobre a escolha do nome para o blog, a definição de um público alvo, o assunto a ser tratado, a frequência dos posts, a interacção com os leitores (muito, muito importante!), a utilização das redes sociais como verdadeiras aliadas do blog e do blogger, quais as redes a utilizar (não é por termos conta em todas e mais alguma que isso nos traz benefícios), o tom da escrita, ...

Estou, neste momento a terminar o capítulo 4 e mal posso esperar pelo 5: Rentabilizar o Blog e 6: Analisar o Blog, pois são aqueles dois assuntos em que não estou à vontade nem estou satisfeita no que diz respeito ao PpM. Não quero ser escrava dos números nem me tornar obcecada com o número de visitas, visualizações, entre outros.


Apraz-me, também, a forma como o texto está escrito, de uma forma simples, directa, clara, sem vocabulário rebuscado e recorre com frequência a testemunhos de bloggers bem conhecidos entre todos nós - mais que não seja por já termos ouvido falar neles aqui ou ali. Curiosamente, nenhuma das autoras é blogger - quer dizer...não eram, pois um dos pontos fortes deste livro é a sua extensão online através do blog Influenciadores 

Parabéns Carolina e Sandra e obrigada por partilharem a vossa visão sobre este mundo que é a blogosfera e como estar lá.



Pano p'ra Mangas
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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Às 9 no meu livro - ou num qualquer outro ponto de encontro


Ler o blog da Sofia sempre foi como ter um encontro marcado à moda antiga, daqueles que eram selados com um "Então até amanhã, no sitio do costume!" - foi assim que me habituei a ele, desde o início, ainda a Sofia "não existia" e quem o assinava era uma tal de "Miss Glittering". Já nessa altura ela brilhava... Ainda me recordo de, com outra amiga comentarmos: "Já leste o post de hoje?" (ou de ontem, ou anteontem, ...). Fazia-me rir nos dias mais cinzentos, sorrir de uma saudade nem sei de quê e lia-a com o mesmo entusiasmo que aos nove anos devorava a colecção d'O Colégio das Quatro Torres - e digo devorava porque a li vezes sem conta e vivi cada uma daquelas aventuras como se fosse minha.

Passaram dois ou três anos, talvez - isto de anos na blogosfera parece algo eterno... -,  pelo caminho encontrei novas rotinas e o encontro matinal com a Miss Glittering deu lugar a outros encontros, até que um dia a procurei e lá estava o blog e da Miss G tinha nascido a Sofia. Nunca mais lhe perdi o rasto - leio-a, releio-a, partilho-a com quem me é importante, por isso não podia ter ficado mais feliz quando soube que não precisaria mais de wifi, passwords ou qualquer outro gadget, uma vez que iria estar sempre acessível, até no lugar mais remoto - desculpem-me os mais techies, mas não há nada que substitua um livro de papel que se pode folhear e, até, desfolhar (não é que eu o faça, mas...), cheirar, sentir, anotar, rabiscar...sei lá.

O às 9 no me livro anda, desde a semana passada, na minha mala, graças à generosidade da Sofia que teve a amabilidade de mo oferecer - com direito a uma dedicatória e a uma página "só" minha. Não o quero ler de uma só vez. Quero saborear cada bocadinho, pois sei que cada vez que o abro tem uma mensagem especial para o dia ou para o momento em que o estou a ler. É isto que o torna tão especial, além do especial que já é: é um livro para todos os dias, uma vez que aberto "ao acaso" (como se houvesse acasos...) o texto certo aparece. E o que é que sinto quando o estou a ler? Sinto as palavras de Alexandre O' Neill num dos meus poemas preferidos de sempre:

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança, 
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Latra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)

Palavras qque nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.

Pano p'ra Mangas
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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

O melhor presente: livros!


Imagem via Pinterest

Há quem odeie receber livros. Há quem nunca se lembre de os oferecer. Há quem nunca acerte. E por isso  eu prefiro que me ofereçam vales, pois como em muitas outras coisas sou esquisitinha à brava e são muito poucas as pessoas que acertam nos meus gostos de leitura - na realidade só há duas pessoas que quando me oferecem livros eu não tenho de ir a correr trocá-los!!! Com tudo isto acabo por ser sempre eu a comprar o que me apraz, sejam eles técnicos ou de lazer. 

E embora possa parecer contraditório, gosto de ter sempre um ou outro título na ponta da língua que recomendo e que, nalguns casos ofereço. O último que comprei para oferecer - e comprarei as vezes que me apetecer e achar conveniente - foi um que também tenho e adoro: O Ponto : as ilustrações e a história são maravilhosos!

Outras recomendações? Tudo o que venha dentro de sacos de organza, traga echarpes de oferta ou cujas iniciais dos autores sejam: MRP, PCF, NR, JG ou NS estão fora da minha lista - perdoem-me os mais sensíveis, mas há coisas que não dá! Mesmo! Vamos ao que interessa:

O Labirinto dos Espíritos, de Carlos Ruiz Zafón (apesar de já estar traduzido gostava de o ler em castelhano...numa próxima ida a Ayamonte, Huelva ou Sevilha talvez o traga comigo)

O Amante Japonês, de Isabel Allende (um romance de época que, como outros desta autora, deve ser maravilhoso)

A Terapia do Tricot, de Zélia Évora (deixem os comprimidos e comprem umas agulhas de tricot! Sim, o tricot é terapeutico, pois enquanto se está concentrado nas duas agulhas não há tempo para pensar noutras coisas)

Às 9 no Meu Livro, de Sofia C. Fernandes (um verdadeiro ponto de encontro de momentos felizes ao alcance de qualquer um de nós)

Cruz Credo, Bate na Madeira, de Andreia Vale (tenho o primeiro livro da Andreia e adoro!)
Só para terminar... Brunch, de Cláudia S. Villax (é que não podia faltar uma recomendação de coisas boas...ou isso não seria eu!)


Pano p'ra Mangas
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domingo, 4 de setembro de 2016

A culpa é da Rita!


Quase por acaso fiquei a saber que a Rita viria a Portimão para dois workshops de "gordices". A mãe que é super-fã dela ficou entusiasmadíssima e depois de muitas indecisões decidiu que iria fazer o de Sobremesas Rápidas e Fáceis, pela hora e porque ainda não explorámos convenientemente o livro Sobremesas 5-5-5

Perguntarão: tendo o livro, valerá a pena o workshop? Vale sempre a pena! Aprende-se sempre qualquer coisa - há dicas, ideias, truques que são partilhados entre quem participa, que deixa cada um mais rico à saída do que no momento em que entrou na sala de formação. Acreditem que me arrependi de não me ter inscrito no de Gelados, que decorreu de tarde, apesar de no ano passado ter feito imensos gelados do primeiro livro da Rita : A Vida Secreta dos Gelados Caseiros. O próximo não me escapa!

Obviamente quem hoje meteu a mão na massa fui eu e fiz umas bolachas recheadas, que têm como base uma massa de bolachas de manteiga à qual se acrescenta um pouco de compota. O resultado é: delicioso! Ao contrário do que aconteceu com os gelados no ano passado, que os fazia e nem sequer lambia a colher, hoje concedi-me o abuso de provar as bolachas - agora vou ter de esquecer onde estão guardadas, caso contrário vai ser difícil resistir à tentação. Documentei o processo com fotos (algumas desfocadas, ou focadas no sitio errado - é que cozinhar com uma mão e fotografar com a outra não é pêra doce!!!)


Podem seguir a Rita Nascimento no blog, no youtube - onde às quintas-feiras há videos novos com receitas diferentes e super divertidos, no instagram e no facebook. E para quem não sabe, a Rita tem uma aliada de peso, a Cristina. E o que acontece quando duas pessoas que explodem talento e criatividade se juntam?

Pano p'ra Mangas
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