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terça-feira, 10 de outubro de 2017

Favourite shops: Retratos d'Aldeia


Em Lisboa, as lojas a granel já não são novidade, mas aqui pelo Sul - onde tudo leva cerca de dois anos a chegar (é bom que acreditem em mim, porque é verdade! sinceramente não compreendo este fenómeno...) - depois do fecho das mercearias mais tradicionais deixou de ser possível adquirir certas coisas a peso (sim, no Mercado Municipal e nos mercados semanais isso é possível, mas apenas há os tradicionais leguminosas e pouco mais), até que no Verão abriu a Retratos d'Aldeia.

Desde a abertura que lá queria ir, mas um dia por isto e outro por aquilo e ainda não tinha acontecido. Até à semana passada, em que arranjei um buraquinho no meu horário e fui lá, até porque não é muito longe de onde estou a maior parte do tempo e posso ir a pé.


Fiquei encantanda mesmo antes de entrar. Porquê? Porque na montra está uma ardósia que diz "tem avonde", o que em "algarviês", quer dizer "tem bastante" ou " é suficiente", e esta é uma expressão que normalmente só oiço em casa - o meu avô usava-a imenso e o meu pai também a diz. Acreditem que me aqueceu o coração ver aquilo ali. 💗


Entrei. Percorri as caixas acrílicas que contêm os produtos a granel: nozes, amendoas, tâmaras, sementes sem fim, farinhas com e sem glúten, beterraba em pó (este foi o produto que mais me surpreendeu!), açúcares, aveia, arroz, leguminosas, ... um sem fim de coisas boas, muitas delas de origem biológica devidamente certificadas e identificadas. Depois há os chás, também a peso. E ainda outras delícias como iogurtes vegan, pães caseiros variados, barritas energéticas, manteigas de amendoa e amendoim. Tudo com um ar tão fresco e delicioso que apetece trazer, só porque sim.

E entre uma bancada e outra fui conversando com a muito simpática Sara, a mentora deste projecto fantástico e a quem desejo todo o sucesso do mundo.


Durante a nossa conversa, fiquei também a saber que aqui podemos encomendar os cabazes de produtos hortícolas e frutas biológicas Pé de Salsa (as encomendas são feitas até segunda-feira e as entregas são à quarta-feira). Ainda não os experimentei, mas já soube de fonte segura - alguém que não tem nada a ver com a mercearia - que todo o recheio dos cabazes é de excelente qualidade.


No meio de tudo isto consegui comprar apenas aquilo que levava em mente - e não foi fácil!: amendoa para fazer em casa manteiga de amêndoa. Cheguei a casa, pus a Bimby a trabalhar e eis que em minutos tinha uma deliciosa manteiga de amêndoa feita pronta a consumir.


Para a manteiga de amêndoa:

250g de amendoa com pele
1 c. de chá de óleo de côco.

Colocar a amêndoa no copo da Bimby e pulverizar. Com a espátula, fazer descer o miolo colado às paredes do copo e continuar a moer até ficar uma pasta. Adicionar o óleo de côco e moer durante uns segundos. (Não sei velocidades nem tempos porque fui fazendo a olho, apenas parando a Bimby para verificar o estado e a consistência da pasta)

Pano p'ra Mangas

segunda-feira, 5 de junho de 2017

A fingir que sou um blog de culinária: snacks saudáveis

Por recomendação da minha irmã, há algum tempo que sigo o blog da Vânia, aka Made by Choices. Tem sempre receitas maravilhosas e uma das minhas preferidas do inverno veio de lá - lembram-se do leite dourado? (é delicioso, especialmente nos dias frios). Ela lançou um livro recentemente e, apesar de eu ainda não o ter comprado, já o folheei, já o ofereci e há dias a "minha" Vânia - que já o tem! - recomendou-me que fizesse uma espécie de brigadeiros saudáveis chamados  "bolinhas energéticas de cacau e spirulina".

Ontem fui na meca dos ingredientes e lá fiz as ditas bolinhas, até porque são perfeitas para satisfazer a minha "necessidade" de doce sem ter de ingerir açúcar propriamente dito. Para mim são ideais para comer depois do ginásio ou do ballet, ou até a meio da tarde com um café.

O livro diz que os ingredientes são suficientes para 15 bolas. Eu consegui fazer mais. Não, não dobrei as quantidades, apenas moldei bolinhas mais pequenas - se me apetecer como duas? Não! Como apenas uma.

A receita diz para usar spirulina ou matcha. Ora...eu não gosto de spirulina (alga que é alga sabe a alga, certo? e eu não aprecio aquele sabor que é demasiado intenso) e não havia matcha. Quase saí de mãos a abanar até que me deparei com esta mistura da Shine Mixes, de super-alimentos que tem na sua composição matcha, clorela e erva de trigo, entre outros e, como diz o ditado, "quem não tem cão, caça com gato!", certo? Pode não ter o mesmo efeito da spirulina, mas é verde - mal não fará, não acham?


Depois de feitas, guardei-as no frigorífico e só hoje, depois de vir da piscina as provei. São deliciosas. A próxima vez que as fizer vou experimentar a adicionar menos cacau cru e colocar um pouco mais de "pó verde" 

A receita... ah, a receita, está no livro mas deixo-a aqui para vos abrir o apetite às restantes páginas.

Bolinhas saudáveis de cacau e spirulina

200g de tâmaras sen caroço
100g de amendoas com pele
2 colheres de sopa de cacau cru
1 colher de sopa de spirulina.

Colocar as amendoas de molho durante 6 horas. No final deste período, escorrer a água e lavar os frutos. Colocar  na Bimby e programar 1min/vel 9 (ir subindo a velocidade progressivamente durante os primeiros segundos). Com a ajuda de uma espátula fazer descer a pasta que se colou às paredes do copo. Juntar os restantes ingredientes e programar 1min/vel 6. Retirar a massa do copo da Bimby e com as mãos formar bolas do tamanho desejado. Passar por cacau em pó ou spirulina. Guardar no frigorífico para que não fiquem muito moles.


Pano p'ra Mangas
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quinta-feira, 27 de abril de 2017

Workshop de folares na Casa Modesta


Os doces da Páscoa são a minha desgraça, especialmente as amêndoas caseiras e o folar. E por folar, entenda-se o folar que é feito aqui na minha zona: ou enrolado ou de folhas. Este último ultrapassa a fronteira do aceitável no que diz respeito a açúcar e gordura, sendo por isso uma verdadeira bomba calórica, mas... é tão, tão, tão bom!  Além disso temos aquela desculpa esfarrapada do "ah, só se come uma vez por ano!" E como só se come uma vez por ano, também só se faz uma vez por ano. Perfeito!!! 

Aqui em casa faz-se folar enrolado, tal como as minhas avós faziam e nunca tínhamos feito folar de folha. O facto de a Casa Modesta ter organizado um workshop foi assim como "matar dois coelhos de uma cajadada só": ir visitar a tão almejada casa e aprender a fazer os ditos folares.

Mas o que é afinal o folar de folha além de uma bomba? É um bolo típico de Olhão que é feito na Páscoa e é "construído" por camadas: gordura, açúcar e canela e folhas de massa que vão sendo colocadas num tacho em camadas alternadas. Uma atutêntica obra de arquitectura, pois quer-se bonito, aliada à engenharia, pois a montagem, apesar de feita a "olhómetro" requer uma boa dose de bom senso.

Parece simples, não parece? E é! Mas até ficarem prontos...dão muito trabalho! A temperatura dos ingredientes tem de estar no ponto, o amassar à mão - é o exercício perfeito para quando se está arreliado e apetece bater em alguma coisa! - é demorado e cansativo - além de pegajoso! - e a espera é longa. Depois de muitas horas a levedar a massa está pronta a ser esticada e os folares montados. Dito isto percebe-se porque só se faz uma vez por ano!

Quando cheguei já estava tudo preparado. Apesar de a massa usada já estar à nossa espera, pois tinha sido feita de madrugada, foi-nos ensinado e dado a experimentar o processo inicial de misturar os ingredientes e amassar durante um bocado.


Não levou muito até que dessemos início à montagem dos folares. No final, e antes de serem cozidos, cada um teve de levar uma marca para que soubessemos qual era de quem. No meu coloquei um coração - oh que surpresa!😆


O forno a lenha também já estava morno. Foi "só" necessário aquecê-lo mais um pouco para que no final os folares fossem lá para dentro cozer durante aproximadamente uma hora.


Enquanto esperávamos houve tempo para chá frio feito com ervas da horta, estrelas de figo e figos cheios, pão com chouriço e até...aguardente de figo! Parecia que estava em casa...


Já o sol tinha começado a baixar quando demos por terminada esta tarde tão agradável. No ar ficou a ideia de um outro workshop que não vou querer perder: folhados de Olhão - outro doce levezinho e pouco doce, tal como os folares.

Obrigada à equipa da Casa Modesta por toda a paciência, trabalho e carinho que tiveram ao preparar este workshop.

A Casa Modesta tem sempre actividades interessantes e para participarem basta que estejam atentos à página no facebook onde os eventos são divulgados. Quem sabe um dia destes não encontro um de vós por lá?




Pano p'ra Mangas
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

As melhores panquecas do mundo


Sim, são as minhas, por mais receitas que experimente. Contudo hoje aventurei-me numas que não ficam nada, mas mesmo nada atrás. Na realidade as únicas diferenças estão na ausência de açúcar e na troca do azeite pela manteiga. Depois de as ter provado acho que posso dizer que estão (quase, quase) em pé de igualdade 😊- é que não me consigo descolar da parte afectiva e de todas as boas memórias que me vêm à cabeça e ao coração quando faço e como as minhas panquecas.

Aqui por casa não há dias específicos para preparar um prato de panquecas para o lanche, mas por se dizer que hoje é Pancake Day resolvi fazê-las também.

Se quiserem saber um pouco da origem deste dia, sigam este link e lá podem ler toda a história que é bem interessante - e como diz o ditado, o saber não ocupa lugar. Não, não é uma "coisa nossa", e se por cá se está a tornar um hábito é apenas mais um com a desculpa de comer umas gordices, pois as panquecas nunca vêm sós.

Quais os meus acompanhamentos preferidos? Deixem-me pensar... queijo, fiambre, compota de alperce, marmelada, mel, fruta, iogurte ou, simplesmente, canela. Obviamente não os ponho todos ao mesmo tempo 😀


A receita...ah, a receita! A receita está na página 49 do  livro Brunch da Cláudia Villax mas eu vou deixá-la aqui:

300ml de leite
225g de farinha
2 colheres de sopa de manteiga derretida
2 ovos
1 colher de chá de fermento
1 pitada de sal

Método tradicional: Coloque todos os ingredientes numa tijela e bata até obter uma massa ligeiramente espessa.
Na Bimby: Coloque todos os ingredientes no copo, tendo o cuidado de por os líquidos por baixo e os sólidos por cima. Programe 10 segundos/velocidade 6 (sim, é só isto!)

Numa frigideira untada com um pouco de manteiga coloque porções de massa com a ajuda de uma concha de sopa. Assim que a panqueca começar a criar bolhinhas à superfície, vire-a e deixe-a cozinhar mais um pouco.
Sirva com os acompanhamentos que mais gostar 😉


Pano p'ra Mangas
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