domingo, 20 de maio de 2018

Peónias: as minhas flores preferidas

Raramente tenho a oportunidade de ter em mãos flores realmente bonitas. Não é que não as possa, de vez em quando, ir comprar, mas aqui na terrina elas não estão disponíveis e à vontade do freguês. Dou-vos um simples exemplo: no Dia da Mãe quis comprar peonias...fui a quatro floristas que tinham as portas abertas e com filas até à entrada. Em nenhuma delas havia peonias ou nada que fosse diferente. Apenas gere eras, cravos e rosas... Até podem achar que estou armada em mete nojo, mas dessas flores há sempre a rodos. São demasiado normais. São bonitas, mas bolas... NÃO!

Para comprar peonias ou hidrangeas, por exemplo, tenho de as encomendar com uns dias de antecedência no fornecedor e, no mínimo, elas vêm aos molhos de 5 ou 10 pés. 

Ontem tive uma oportunidade, dessas raras, de ficar com algumas das minhas flores preferidas e que tinham como destino o lixo. Oh que desperdício! Levei-as para casa, com a devida autorização, e estive quase duas horas a separar o que seria para deitar fora daquilo que queria aproveitar. No final, fiquei com as mais lindas peonias, crisântemos (a flor do amor, sabiam?), algumas rosas e meia dúzia de cravos, entre outras.

A minha afilhada ganhou uma peonia. A minha vizinha, ainda contra a sua vontade, lá ficou com uma jarra de flores e as restantes encheram-me a casa. Até o meu atelier do chão às bolas foi premiado com um pequeno arranjo.

Quase de certeza que não cumpre as regras do que deve ser um arranjo floral. Se calhar nem devia ter esse nome, mas eu fi-lo para mim é gosto dele. Aproveitei as flores tal e qual como elas estavam, sem cortar pés ou ajustar tamanhos. Amanhã mudo-lhes a água para durarem mais tempo (esta é a regra que não quebro).

Eu gosto de flores. Não tenho muito jeito para a coisa, mas gosto.  Haverá alguém que não goste?

Pano p'ra Mangas

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Um ano de loucura no Olimpo!

Doze carimbos preenchem o meu cartão do ginásio. Quase nem acredito nisto! É uma espécie de estranheza com felicidade e incredulidade, tudo em simultâneo. Como é que isto aconteceu? Às vezes acho que nem eu sei bem..
Levei anos a fio a dizer que a última coisa que faria na vida era frequentar um ginásio. Dizia para mim mesma coisas como "Que horror!, "Que seca!", "É só gente a exibir corpos!", "Uhhgghhh!"

Olhem...como diz o ditado, "pela boca, morre o peixe!"

Apesar do ballet, com o peso que perdi, aliado ao factor idade, eu tinha o corpo muito mole, especialmente na zona interior das coxas. E não gostava de me ver ao espelho sem roupa... Ainda não amo, mas já gosto...quer dizer, tolero. Eu nasci com as pernas gordas e uma anca de alguidar - o que é que hei-de fazer? Nunca, em tempo algum terei espaço entre as coxas! Nunca chegarei à perfeição, exigida pela Virginiana que existe em mim, mas irei fazer o melhor que puder.

Antes de me inscrever num ginásio, andei a sondar as hipóteses, até que fui ver um que fica a menos de um minuto - a pé - da minha casa. Aqui não teria a desculpa do estacionamento, nem da distância, nem da chuva, nem do calor, nem de nada!!!! Assim, depois de o ter visitado, inscrevi-me - Sábado, dia 13 de Maio (...afinal, milagres acontecem eheheh). Comecei na segunda feira seguinte, dia 15.

Ao início custou-me. Ainda tinha aquele ódio de estimação a pairar na cabeça. Com o tempo e com a minha persistência as coisas foram mudando. Fui, muitas vezes, em sacrifício, só porque sentia a obrigação de ir. Já o disse aqui que levei seis meses até começar a gostar de praticar exercício físico. Sim, seis meses - há a teoria de que levamos 21 dias a adquirir um hábito, não é? Tretas! Qual 21 dias, qual carapuça...foram 6 meses, certinhos. Vou, por norma, 3 vezes por semana - e quando me inscrevi achava que só iria uma a duas vezes, nunca mais que isso - , às quais acrescento duas aulas de ballet.


Já tive vários planos de treino. Os dois últimos foram desenhados pelo mais recente PT que, por mera coincidência, eu conheço desde miúdo, pois é irmão de uma grande amiga. Não é para lhe dar qualquer tipo de graxa, mas a verdade é que são os planos que mais gosto, com excepção do remo, e que têm sortido mais resultados. Obviamente isso ainda me motiva mais. Não tenho um PT particular, pois não ganho para tal, mas o acompanhamento quer do António, quer do João sempre presentes e a dar-me indicações do que estou a fazer bem ou mal têm sido importantes e muito motivadores.

Não ando por lá a levantar quilos e quilos de halteres e pesos. Os exercícios são variados, persistentes e são um mix de cardio com musculação - sem grandes pesos, já o disse (acho que entre barras e halteres, o máximo que carrego são uns 10kg...). Estou também a aprender a correr...mas ao fim de 5 minutos já estou de língua de fora eheheh

Quem diria...41 anos sem levantar o rabo da cadeira e, de repente, resolvo fazer ballet e um ano e meio depois dá-me na cabeça em ir para um ginásio. Os deuses só podem estar loucos!!!

Feitas as contas, o que já dispendi neste tempo dava para ir fazer uma pequena viagem, comprar uma mala de marca ou até um computador novo, mas prefiro ver isto como um investimento no meu bem estar físico e mental a longo prazo. É, também uma questão de saúde e não só de vaidade.


O ballet continua a ser o meu AMOR MAIOR, mas os treinos também já têm um papel importante na minha vida. Se, neste momento, tivesse de abdicar de um deles, acreditem que já teria dificuldade em escolher e por razões muito diferentes. Contudo, o ballet ainda sairia vencedor nesta luta sem ringue.

A mensagem que vos quero deixar é que nunca é tarde para começar e que quer que seja. Deixem os complexos para os outros - para aqueles que ficam a olhar de lado e a desejar estarem no vosso lugar. Eu não sou mais do que os outros, mas acreditem que se eu fui capaz, qualquer um de vós também é.

Pano p'ra Mangas

terça-feira, 8 de maio de 2018

Há coisas mesmo especiais!


Durante as arrumações profundas do meu “atelier do chão às bolas” encontrei coisas das quais já nem me lembrava - e acreditem que ainda foram algumas, pois são muitos anos a acumular tralha... Deitei muitas destas tralhas fora, dei outras e ainda tive algumas boas surpresas, como este retalho de linho.


Tem história, este pequeno pedaço de tecido, história essa que nem eu sei bem o que dizer dela. Haverá por aí alguém com poderes mágicos que ma possa explicar?

Como sabem, vivi em Londres durante um ano e meio, mais precisamente entre 2012 e 2013 e um dos meus passatempos preferidos era visitar as maravilhosas feiras dedicadas ao artesanato que por lá há. Umas vezes comprava coisas, outras ía só mesmo ver, dependendo do estado da minha carteira. E foi numa destas feiras - já não sei qual - que me apaixonei por este pequeníssimo retalho.Afinal não foi numa feira...leiam e vejam a nota no final do post.

Comprei-o sem pensar no que faria com ele. Era tão pequeno... uns meros 23cm por cerca de 40cm. Custou-me £1,50. Era bonito. Tão bonito. Mas tão bonito que fiquei presa a ele. O padrão, clássico, com uma bailarina, as sapatilhas de pontas, as pequenas frases ligadas ao ballet... Guardei-o. Trouxe-o na bagagem e voltei a guardá-lo numa das muitas caixas com tecidos que tenho. Perdi-lhe o rasto e acabei por me esquecer dele.

No meio das arrumações e do destralhar reapareceu. Eu nem queria acreditar no que os meus olhos estavam a ver: um pequeno rectângulo de tecido que, mal dava para o que quer que fosse, com motivos de ballet clássico. Apeteceu-me chorar de felicidade. Não consigo explicar.

Tinha de fazer algo. Sim, porque passados estes anos, ele faz todo o sentido na minha vida, pois eu já faço parte do mundo encantado do ballet, ou quiçá o contrário...o ballet faz parte da minha vida. 

No sábado, depois do workshop DESCOMPLICA - que vai ficar para outro post - peguei no tecido e pus-me a magicar sobre o que conseguiria fazer dali. Bem...com um tecido a combinar, conseguiria fazer um saco para as minhas pontas. Rebusquei as minhas caixas e até as da minha mãe, mas nada! Confesso que senti a frustração apoderar-se de mim, até à chegada do meu pai que me disse: “ A Eunitecidos está aberta até às 18h!”. Eram 17:35. Peguei nas chaves do carro e voei até Faro.


A Eunitecidos é uma loja que abriu em Faro na quinta-feira e é, simplesmente, o paraíso! Tem centenas de tecidos diferentes, muitos coordenados, básicos, plastificados, lycras, ...eu sei lá! É um mundo!!! Ali, teria de haver algo que combinasse com as minhas bailarinas. Percorri as prateleiras quase todas. Não me apetecia só bolinhas ou quadradinhos. Queria algo mais, e o linho não tinha umas cores fáceis: um fundo azul acinzentado ou cinzento azulado - como quiserem -, e um estampado a castanho escuro, quase preto. Não desisti enquanto não saí de lá com o que queria. Encontrei!!!! Difícil seria se não encontrasse... 

Regressei a casa feliz e não parei até ter o meu novo saco das pontas terminado e com as ditas cujas lá dentro. Quase me esquecia de jantar - ahhh, como eu gostava de me esquecer de comer mais vezes...

Ontem já o levei para a aula. É especial. É mesmo especial! Olho para ele e questiono-me sobre o que me terá levado a comprar um tecido clássico com bailarinas...

Sobre isto do ballet tenho dois mistérios por explicar: o deste tecido e o deste poema que escrevi há mais de 10 anos, quando tinha a mania que sabia escrever. Há por aí alguém com algum palpite ou solução?

Nota: Andei a vasculhar o histórico do blog e encontrei o post em que mostro o tecido que só agora usei. Foi comprado em Fevereiro de 2012, numa das minhas lojas favoritas - a Ray-Stitch 💗 E pelo meio deparei-me com memórias deliciosas... ai Londres...


Pano p'ra Mangas

domingo, 6 de maio de 2018

Poupadinhos e com vales - a revista!

Há pouco lancei no blog um repto sobre que assunto gostariam que escrevesse hoje. Apesar das poucas visualizações e das fracas participações, ganhou a terceira opção, em que eu sugeria falar sobre a novíssima revista Poupadinhos e com Vales da muito querida e aplaudida Janine Medeira.

Não tinha nenhumas fotos, a não ser a que publiquei há dias no Instagram, por isso - e perdoem-me já estar em trajes menores - lá fui tirar mais umas  para ilustrar este post. 

Em primeiro lugar quero dar os PARABÉNS e desejar MUITO SUCESSO,  quer à Janine quer à Mediacamp por mais esta “filha” que não deixou ninguém indiferente. 

Em segundo lugar, quero passar um ralhete à Janine por, há dias, numa conversa, me ter dito que esta sua revista era popularucha comparada com a Tribo. Não há comparação possível, e popularucha - ou qualquer outro diminutivo com tom depreciativo está riscado do dicionário. Bolas! Mais ou menos tenho acompanhado este projecto e sei que tem dado muito trabalho, tirou muitas horas de sono à Janine e outras tantas à familia.

Pessoalmente gostei da revista. Está muito bem conseguida a nível gráfico - fontes, imagem, paginação, ... e outras coisas que pessoas mais entendidas na matéria saberão dizer.  Ahhh, o papel - adorei! (é mate - eu detesto revistas de papel glossy)

         
A entrevista com o António Raminhos está giríssima e despretensiosa. Tem algumas dicas de como construir mealheiros, por exemplo, mas também fala de outras coisas, como o seu estilo de vida e de como gere as suas finanças.

Tem uma página repleta de apps que para mim foram uma surpresa, tem dicas de moda - nem todas muito low cost, mas ser poupado não quer dizer que tudo o que se compre tenha de ser barato. Até porque o conceito de barato ou caro é muito relativo. Como eu costumo dizer: uma coisa é ser caro, outra coisa é eu não poder comprar. Entendidos?

Também gostei das páginas com algumas receitas. Aquelas coisas que parecem ser mais práticas comprar do que cozinhar e, contas feitas, sai muito mais caro comprar. Posso por, exemplo, dizer-vos que na minha casa nunca entrou um pacote de molho bechamel e, pelo menos desde que me foi diagnosticada urticária, molho de tomate embalado também não entra cá em casa. Um conselho? Vejam os rótulos: a quantidade de corantes e conservantes chega a ser assustadora!

Mais coisas... 
- como conseguir vales de desconto: eu não ligo nenhuma a isso, mas a partir de agora vou estar mais atenta
- vales de desconto para usar em algumas lojas/marcas
- tem poucas páginas de publicidade descarada - yeeesss!!!!
- é mensal e está à venda por dois euros

Estou curiosa para saber como será o próximo número!

Janine, como já te disse, em jeito de brincadeira, a data para o lançamento não podia ter sido melhor escolhida: May the 4th - be with you!
Pronto, agora que já vos fiz a vontade, já posso ir dormir. Até amanhã!

Pano p'ra Mangas

domingo, 22 de abril de 2018

COLOR DAYS no Aqua Portimão

Já o disse aqui, por diversas vezes, que sou uma forreta para comprar roupa para mim e que não sou um blog de moda, mas como é óbvio, não saio nua à rua (nem de fato-de-treino!) e gosto de andar minimamente apresentável. Tenho um estilo muito casual, confortável e não sou de ir em modas que ache que dali a uma temporada já não se vão usar (por exemplo, o fato cor-de-rosa que este ano invadiu o Instagram - hummm, começo até a desconfiar que é só um fato e que as it-girls o passam de umas para as outras só para tirar 350 fotos, das quais nós só vemos uma 😁). Tenho uma predilecção por vestidos, especialmente no Verão, e desde o ano passado que me rendi aos macacões (que são giros, mas uma chatice quando aperta a vontade de ir à casa de banho...). De Inverno faço dos jeans uma espécie de farda.

Quanto ao andar nas lojas sem rumo, tenho dias... Há alturas que fujo delas a sete pés, tenho outros que entro em todas, vejo e experimento uma ou duas peças. Raramente compro, a não ser que me faça falta ou seja um amor à primeira vista. Também gosto de experimentar para me convencer do tamanho que visto...
Assim, foi com uma alegria enorme que recebi o convite do AQUA PORTIMÃO para os COLOR DAYS que decorrem até ao dia 29 de Abril (já sabem, se vierem ao Sul para umas mini-férias tirando partido dos feriados, guardem as compras para fazer cá!). Estive para não ir, pois o temporal ontem de manhã foi tal, que a última coisa que me apetecia era fazer-me à estrada com tanta chuva, contudo o São Pedro ouviu as minhas preces e a tarde ficou óptima.

Nem todas as lojas aderiram a este evento, mas as que fazem parte são excelentes e estão devidamente assinaladas, para que não nos escapem à vista. Nestas mesmas lojas podem usufruir de descontos que podem ir até aos 50%!!! Bestial, não? (algumas delas nem em saldos chegam a estes valores). A cereja no topo do bolo destes COLOR DAYS é o facto de poderem vir a ganhar um gift card do AQUA PORTIMÃO no valor de €500,00 (aiiii...o que eu faria com este dinheiro 👗👙👟💄)

Assim, lá fui eu para uma tarde de window shopping e algumas compras. Não fiz o périplo pelas 25 marcas participantes, e foquei-me naquelas em que eu sabia que ía encontrar algo a meu gosto. Ora deixa ver se me lembro onde fui... Flormar, Parfois, Salsa, Quebramar, Triumph e Springfield. Podia ainda ter ido à Pizza Hut ou à Pans & Companhia, mas achei melhor não passar nem perto para não caír em tentação.

Estava com grandes expectativas em relação à Parfois, pois é nova, é enorme e além da bonita bijutaria e malas, tem também roupa - algo muito recente na marca. Confesso que fiquei um bocado confusa. Estava muita gente e por ter tanta variedade de peças, acabei por não a ver decentemente. A loja está muito bonita, mas preciso de lá ir novamente para a ver com calma. Lá terei de ir ao AQUA PORTIMÃO um dia destes...

Quanto às minhas compras...

Na Flormar, que está com 20% de desconto) comprei umas pequenas coisas que me vão dar imenso jeito para o próximo espectáculo de ballet: pallete de sombras, baton, pestanas postiças,... Aqui fiquei deslumbrada com a variedade de cores de verniz (cada uma mais bonita que a outra) e com os "milhares" de tipos de batons - não gozem comigo, lembrem-se que eu sou muito básica nesta coisa da maquilhagem (base, corrector, pó, blush, eyeliner, rimel e baton - that's it!)

Já na Quebramar tive mais dificuldade, pois gosto de quase tudo. Aqui deu-me um gozo imenso estar, pois há uns anos - na loja de Faro - uma empregada que estava lá, perante um pedido que lhe fiz, disse-me sem dó nem piedade que o tamanho maior não me serviria. Saí de lágrimas nos olhos e nunca mais lá comprei nada...até ontem. Experimentei calções M e 38, experimentei blusas M...uma festa! Acabei por comprar um hoodie salmão - lá está, o meu estilo casual - perfeito para os dias que se avizinham, que não são quentes nem frios.


No final, e porque as minhas compras ultrapassaram os €25,00 mínimos para participar no sorteio, fui preencher o cupão. Agora é esperar, e quem sabe daqui a uns dias não estarei a rechear o roupeiro para os próximos dois ou três anos.


Na minha opinião as iniciativas do AQUA PORTIMÃO - esta foi a terceira para a qual fui convidada - marcam a diferença relativamente aos outros shoppings aqui no meu Sul. E estou a falar a sério. Ninguém me pagou para escrever isto. É aquilo que sinto. São variadas, sempre com temas ou actividades giras e cativantes o que faz toda a diferença. Só por isso estão de PARABÉNS! E, mais uma vez, OBRIGADA pelo convite.

Notas:
Sem querer fazer publicidade, as fotos foram tiradas com o meu Huawei Y6 Pro 2017, que para um telefone de gama média/baixa até ficam bem boas, não acham?

Pano p'ra Mangas

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Esta não é uma Tribo qualquer

Nos últimos dias não se tem falado de outra coisa no Instagram. Tem sido um reboliço. Um verdadeiro frenesim. Porquê? Porque a Tribo estava a chegar. Não, não se trata de nenhuma tribo índia -semi-nua e com penas a sair das orelhas - nem de nenhuma tribo urbana - tatuada até aos dentes e com incontáveis piercings.

Tribo é a revista mais deliciosa que apareceu nos últimos anos no mercado editorial português...não quero parecer saudosista, mas desde as Blue (quem se lembra delas?) que não via nada assim. 

Tribo é uma revista de familias, sobre familias, para familias. Embora eu seja uma outsider, uma vez que não tenho uma tribo que se enquadre nos padrões aqui retratados, não pude deixar de a comprar. Por que razão? Por curiosidade. Porque adoro revistas. Porque gostei da capa desde o momento em que a mesma foi revelada. À primeira vista, e sem lhe ter tocado sequer, tinha algo de mágico e deslumbrante que eu só via nas revistas inglesas que se vendiam, em especial, na zona do Soho ou Bricklane, em Londres, onde abundavam pequenas lojas independentes, criadas para nichos muito específicos - eram o paraíso!

Comprei-a hoje de manhã e fez-me companhia à hora do almoço, enquanto me deliciava com uma smoothie bowl, que é como quem diz, fruta batida numa taça com sementes e uma colher de aveia, que adicionei para engrossar. 

Primeiro senti-a: folheei-a, cheirei-a, e só depois passei à fase da leitura. Já a li quase toda. Sim, comecei e não consegui parar. Dei comigo com os olhos rasos de lágrimas - mexeu comigo. Estas coisas de familia e maternidade mexem comigo, admito-o. Lá por agora não querer ter filhos, nem sempre foi assim. Não quero, por diversas razões. Mas já quis. Eu sonhava ter uma familia grande - cinco filhos, uma casa grande, uma familia feliz...

Voltando à revista, para não me perder. É muito bonita: graficamente é perfeita - as fotos e o tratamento das mesmas, o tipo de letra, a mancha no papel, os títulos dos artigos. Os artigos e entrevistas também estão muito bem conseguidos. Os protagonistas não me causaram grande surpresa, mas tratando-se de um primeiro número, não seria de esperar que as páginas fossem recheadas por ilustres desconhecidos - quer dizer, as pessoas que povoam estas páginas também não são conhecidas das massas (sim, têm milhares de seguidores, mas na minha opinião, estes milhares ainda são uma minoria). Outro ponto -muito, muito a favor - é o facto de a publicidade explicita e descarada caber nos dedos de uma mão...e isto sabe tão bem...

Parabenizo a mentora do projecto, Rita Ferro Alvim, a equipa que tornou isto possível e a Mediacamp que soube fugir ao cliché do que se vê nas prateleiras dos quiosques. Passando o anglicanismo, “long live the queen”, que é como quem diz, que chegue para durar.

Se vou comprar os próximos números? Não sei. Já não vai ser uma prova cega. Vai depender dos conteúdos - se os temas forem os mesmos, e não pertencendo eu a uma tribo, não vejo por que a comprar, pois dificilmente irei encontrar pontos de contacto comigo.

E depois desta? Depois desta vem a revista da querida Janine, e essa mal posso esperar para a ver.

Pano p'ra Mangas



domingo, 15 de abril de 2018

A importância de ter um hobby

Encontra um hobby que te faça feliz e nunca mais sofrerás de tédio.

Desde miúdas - e incluo aqui a minha irmã - sempre fomos habituadas e incentivadas a fazer trabalhos de mãos: tricot, crochet e até costura (se bem que esta só ganhou expressão enquanto adultas); desenho (mais a minha irmã, pois eu nnão tinha o mínimo jeito para a coisa), expressão plástica, ... sei lá, acho que não consigo enumerar tudo aqui. 

A minha mãe tinha, e tem, um talento muito especial em nos por a fazer estas coisas. Ela nunca nos obrigou -nunca!- e o certo é que bastava vê-la pegar em materiais para concretizar algo e lá estávamos nós coladas a ela também a fazer.

Eu costumo dizer que o meu atelier é o meu HAPPY PLACE porque ali não entra tristeza e as horas passam de uma forma que nem dou por elas. É ali que desenho, que pinto, que costuro, ... É por isto que não era capaz de fazer destes meus hobbies uma profissão.

E porque é tão importante ter um hobby?

- É relaxante e alivia-nos o pensamento das coisas menos boas do dia a dia
- É motivador, pois queremos fazer sempre mais e melhor
- Estimula a criatividade - alguém duvida disso?
- Mantém a mente activa, o que, segundo alguns estudos, ajuda a prevenir doenças como o alzheimer
- Contribui para a recuperação de outras doenças, como a depressão
- É introspectivo e ajuda a pensar com clareza, leveza e a por os pensamentos no devido lugar

Tantos outros...

Sim, é bom passar uma tarde no sofá a descansar, mas não será muito mais agradável dedicarmo-nos a algo que gostamos? Acreditem que no final, a sensação de bem estar é única?

Hoje passei a tarde a terminar uma boneca que comecei na semana passada. Entrei no atelier às 14:30 e saí de lá às 20:30. Foram horas, de seguida, em que nem me lembrei de comer ou ir à casa de banho.

Esta deve ter sido a última tarde de domingo livre dos próximos dois meses, por isso seviu também para me preparar pricologicamente para os tempos que se avizinham.

E os vossos hobbies, quais são? Posso saber?

Pano p'ra Mangas

domingo, 8 de abril de 2018

Descomplica: um livro que traz vida dentro e fora das suas páginas

Aquando do lançamento do seu primeiro livro, tive o prazer de estar na plateia para a ouvir e aplaudir e ontem, na apresentação de Descomplica tive a a honra de estar ao seu lado. Escusadas são as formalidades, pois estou a falar da muito querida Sofia Castro Fernandes.

Obrigada, Sofia por me quereres ao teu lado neste dia, na minha cidade. 
E obrigada, Carolina, por me fazeres companhia no outro lado da mesa.
No final acho que poderíamos ter ficado ali, infinitamente, à conversa, pois há tanto assunto e tanto por dizer e para partilhar...

Foi uma tarde de partilha, essencialmente. E foi tão bom. A sala etava cheia de muitos rostos familiares, amigos, queridos - daqueles que levo comigo todos os dias.

Logo que saiu o livro e o comprei, perguntaram-me se valia a pena e se o conseguia comparar com o anterior. Na altura não soube responder, mas agora já tenho a resposta.

O Às 9 no meu livro, é leve. Toca cá dentro, mas é leve. É uma compilação de textos do blog, aqueles que mais sentido fizeram à Sofia reunir em livro.

Descomplica é complicado. Complicado no sentido em que mexe com o que está cá dentro. Complicado porque te faz - se quiseres - entrar em acção. Complicado porque te obriga a olhar para a vida com olhos de ver. E faz-te abrir as janelas da vida para deixar entrar a luz . É complicado porque te proíbe de desistires de ti mesma.

Gosto, particularmente da forma como está escrito. O tom é aconchegante e tanto te dá colo, como te faz querer saltar o muro - a rede vai lá estar para te amparar. Há como que uma dança entre o "eu", o "tu" e o "nós", numa envolvência (des)propositada que faz com que nos identifiquemos uns com os outros, sem complexos e sem medo de ter dedos apontados às nossas fraquezas, simplesmente porque todos as temos. Há algumas palavras, expressões e frases que se repetem em momentos chave do livro, pois apesar de não haver uma sequencia obrigatória na leitura, há uma coerência no discurso que não passa despercebida aos mais atentos, como eu (modéstia à parte, mas não se esqueçam que a minha formação académica é em Línguas e Literaturas e além disso, nos últimos anos, tenho lido e aprendido algumas coisas sobre coaching e PNL... e em cima disto tudo sou uma virginiana do caneco!).

Gosto também das metáforas usadas para explicar processos que às vezes são complexos e que com este pequeno recurso expressivo os torna muito mais simples. E nos deixa sem resistência. Gosto dos verbos escolhidos, que de tão banais e comuns se tornam importantes quando olhamos para dentro de nós. Gosto da simplicidade ao alcance de qualquer mortal que saiba ler. Gosto dos exercícios que aparecem ao fim de cada etapa - são exercícios para a vida, de reflexão, de GRATIDÃO (mas gratidão verdadeira, não daquela oca que tantas vezes oiço aclamar por aí), de FÉ (em Deus, ou noutro qualquer ser que sirva de guia).

Relembra-nos que nos devemos desligar de pessoas tóxicas, que nos sugam o que temos de melhor. Relembra-nos que para sermos felizes é imprescindível que gostemos SÓ dos que gostam de nós. Relembra-nos que a vida muda todos os dias. Relembra-nos que descomplicar é, também, fazer reset.

Li-o todo. De fio a pavio. Tocou-me a(s) parte(s) em que fala do AMOR, de UM AMOR - que é, realmente, o único item da lista da minha vida que não tem um check. Acho que vou ler e reler essas partes, em todos os momentos que sentir que tenho o lado esquerdo do peito a fraquejar e a querer fechar-se e a querer dizer-me que não vale a pena (sim, porque estes dias existem, são reais e doem). Vou ler e dizer-lhe, ao coração, que espere. Afinal de contas, tudo acontece no tempo certo e quando menos se espera 💓


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Pano p'ra Mangas

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Declaração de guerra ao calcário

Ao navegarmos na na blogosfera e nas redes sociais, em particular no Instagram, ficamos com a ideia de que as bloggers, vloggers, Instagrammers,  e afins só recebem perfumes, cremes, calçado, roupa... por aí; contudo de vez em quando também recebem umas coisas úteis. Eu não tenho a graça nem a idade das primeiras, mas com certeza estou naquele grupo que tem pinta para receber as tais coisas úteis. E são úteis mesmo! Não estou a ser irónica.

São menos bonitas de se mostrar, é verdade, e isso nota-se nas fotografias. São, também, menos apetecíveis porque nos “obrigam” a calçar um par de luvas de borracha... Mas também a vida tem um lado menos glamoroso, certo?

Na semana passada recebi de presente o novo removedor de calcário da UHU, que chegou mesmo a tempo das "apetecíveis" limpezas de Primavera. Não fiz o famigerado unboxing no IG, porque é algo que - simplesmente - abomino e acho ridículo. Não falei bem nem mal sem o ter experimentado, pois não faria sentido nenhum. Assim, calcei as luvas, amarrei o trapo na cabeça, pintei os lábios de encarnado bem vivo e abri guerra ao calcário. Por onde começo?

A água, aqui pelo Sul é tramada. Por muito que se limpe e se esfregue é difícil manter torneiras, azulejos e lava-loicas a brilhar, assim andei à procura do que estivesse num estado mais miserável para fazer o teste.

Comecei por ler as instruções, não fosse o Removedor de Calcário Power ser totalmente diferente do habitual. A única recomendação que me saltou à vista foi o facto de não o poder deixar actuar mais do que 5 minutos, o que me faz pensar que aquela coisa do "espirra-o-produto-e-deixa-actuar-por-horas-sem-fim-que-uma-chuveirada-resolve-o-assunto" não funciona. No kit veio também um esfregão, o que mais uma vez confirma a suspeita anterior: é necessário esfregar! o dito calcário não desaparece por obra e graça do divino.

Depois escolhi as minhas vítimas: o lava-loiça, os azulejos do duche (que pelo facto de a casa de banho não ter muita luz, nas fotos não se vê bem a diferença) e aquela peça da torneira por onde sai a água (desculpem-me mas não sei o nome daquilo - será "ralo da torneira"? um pouco de ignorância não me vai matar e não me apetece ir pesquisar ao Google).

Cumpri as instruções à risca: apliquei o Removedor de Calcário Power, deixei actuar um pouco e depois limpei com o esfregão. As diferenças são notórias. Sem dúvida que o que promete, cumpre. Como bónus, fica no ar um cheirinho bem agradável.

Perguntas:
É melhor do que os outros disponíveis nas prateleiras do supermercado? Não sei. Não ando por aí a experimentar tudo quanto é produto de limpeza.
É bom? Bom parece-me redutor. Na minha opinião, este é um excelente produto e cumpre em pleno a sua missão.
E o preço? Ainda não sei mas vou investigar.

Pano p'ra Mangas

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Favourite shops: Pinta Roxa


No Sábado de manhã fui a Olhão para dar uma volta pelo mercado e me encontrar com uns amigos, mas quando dei por mim estava numa pequena deliciosa galeria, que em muito se assemelha a algumas galerias independentes por onde tinha a mania de passear aos fins de semana, quando estava em Londres. Não fosse a luminusidade e o burburinho típico de um sábado de manhã em Olhão, e diria que tinha viajado no espaço e no tempo.

A Pinta Roxa fica em Olhão, na marginal, em frente ao Jardim dos Pescadores e quase se perde entre múltiplas portas de restaurantes e lojas com artigos de pesca. Foi uma surpresa tão boa! Especialmente porque estava com a minha irmã que já várias vezes me pergunta se eu havia encontrado a galeria.

As paredes são dominadas pelas maravilhosas ilustrações de Joana Rosa Bragança. São todas tão bonitas que é difícil escolher. Eu e a minha irmã comprámos um pack de postais - metade vai para Lisboa e a outra metade fica no atelier (assim que as obras terminarem vou colocá-las no "quarto com o chão cor de rosa às bolas" e acho que numa próxima oportunidade vou comprar uma que ficou debaixo de olho: duas senhoras sentadas na praia a comer melancia 🍉

E depois da surpresa que foi encontrar a Pinta Roxa, outras surgiram, já dentro do espaço: os maravilhosos chapéus da Zélia, as queridas pegas da Diane ou as fantásticas cerâmicas da Casa Cubista.

Estivemos de conversa com a Joana e foram momentos muito bem passados. Verdade seja dita, do mercado pouco vi apesar de ainda ter trazido de lá umas deliciosas framboesas (- comida, portanto! às vezes parece que a minha energia gira à volta da comida...)

É difícil sair de lá sem nada na mão. Muito difícil mesmo! Mas para quem gosta deste tipo de lugares e arte, numa próxima vinda a Olhão, não pode deixar de fazer uma visita a esta pequena galeria que é tão grande de talento.E é mágica: tão mágica que o arco-iris a visita todas as manhãs 🌈


Pano p'ra Mangas

domingo, 11 de março de 2018

Competir ou não competir? - a questão!


MY GOAL is not to be better than anyone else, but to be better than I used to be
 (Dr. Wayne W. Dyer) 

No ginásio que frequento há um quadro onde, de vez em quando, são afixado uns desafios que levam à competição. Neste momento, estão em vigor dois que  têm  como objectivo subir o máximo número de degraus no step no menor tempo e outro que consiste em remar a maior distância também no mínimo tempo. Desafiaram-me a participar e a superar as participações já afixadas. Recusei. Porquê?

A única pessoa com quem faço competição é comigo própria. Não é medo de perder. Apenas não gosto de viver ou fazer o que quer que seja em função do que os outros conseguem. Nunca fui assim. Não é agora que vou começar a ser. 

Na escola sempre fui uma aluna com notas médias e não era porque a minha “colega do lado” tinha uma melhor nota que eu que ficava aborrecida. Os meus pais também nunca me perguntavam que notas tinham a A, a B ou a C. Apenas as minhas lhes interessavam. Se eram baixas, diziam-me que tinha de melhorar. Apenas isso.

Trabalho para me superar todos os dias apenas para ser melhor. Melhor do que era ontem. Não quero ser super. Apenas melhor. Superar-me. Todos os dias.

Competir é comparar. E ao comparar matamos o que de melhor temos em nós.

E talvez por ser assim, fico irritada, incomodada e até frustrada com a forma como a competitividade é vivida e incentivada. Vejo isso, sobretudo, nos adolescentes. Estudam para ter notas mais altas que o colega e não para adquirirem conhecimento. Estudam porque os pais lhes prometem “recompensas” se ultrapassarem o colega. E assim se habituam a, muitas vezes, ultrapassar obstáculos sem olhar a meios. Mas eu não tenho filhos, por isso não tenho autoridade no que diz respeito a esta matéria,...

Agora, não me venham dizer que não sou capaz de fazer algo que comecei. Aí a minha teimosia fala mais alto e levo a tarefa até ao fim, não só para me provar que fui capaz, mas também pelo prazer de dar uma bofetada de luva branca.

Até hoje só me deixei derrotar por uma destas vozes do contra e que me levou a desistir de algo. Foi a primeira vez. E ainda sinto um travo amargo na boca de cada vez que penso nisso, contudo - como diz o ditado - “Deus escreve direito por linhas tortas” e...o karma é tramado. Sabiam? Aquele efeito boomerang que retorna aquilo que se envia? É isso mesmo!

E por aí? Como lidam com a competição? Têm histórias para partilhar?


Pano p'ra Mangas
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