quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Crumble de figos frescos


Quando chega a época dos figos, o seu percurso mais normal - aqui em casa - é: árvore-cesto-mesa-yuummmm! Com casca e tudo. Sem serem lavados. Ooopppss! Pois... é que estas figueiras não têm qualquer tratamento a não ser a água da chuva, por isso...


Há dias disseram-me que os figos, no mercado, estavam caríssimos. Confesso que não faço ideia, pois é daquelas frutas que nunca me lembro de alguém ter comprado aqui para casa, uma vez que em Junho chegam os figos lampos e - salvo raras excepções -, as figueiras carregam até não poderem mais, e por esta altura chegam os figos pingo de mel e os pretos.

Às vezes também os como com queijo ou com presunto, mas que eu me lembre nunca os tinha cozinhado. Há sempre uma primeira vez! Procurei uma receita de Crumble de Figos que me agradasse e como não encontrei nenhuma, fiz a minha. Provavelmente não é original, mas para que não se perca fui tomando nota - no primeiro papel que apanhei à mão! - da mesma à medida que me ía adicinando os ingredientes. Já a provei e tenho de lhe fazer uns ajustes, nomeadamente no açúcar, que terá de ser reduzido ao mínimo, pois os figos já têm doce mais que suficiente.


Ainda assim, e porque mesmo doce está muito bom, deixo-vos a receita.

Para o crumble:

100gr de farinha de aveia
40gr de flocos de aveia
110gr de manteiga 
80gr de açúcar amarelo (se não levar nenhum não deve fazer muita diferença...)
75gr de nozes

Para o recheio:
600gr de figos frescos cortados em quartos
sumo e raspa de uma lima

Cortar os figos, salpicar com a raspa de lima e regar com o sumo. Reservar num tabuleiro de forno.
Na Bimby juntar todos os ingredientes para o crumble e programar 10seg/vel5. Deitar esta massa areada sobre os figos e levar ao forno a 200ºC durante 30 minutos (a relação temperatura/tempo pode variar de forno para forno)

Servir quente ou frio.  Fica a sugestão que pode ser acompanhado de uma bola de gelado de lima, de baunilha ou nata.


Bom apetite!

Pano p'ra Mangas

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Ser blogger, instagrammer, influencer, whatever...

Imagem: Pixabay


...nos dias de hoje não é fácil!
Ora montemos o cenário:

Tens um blog, meia dúzia de seguidores, que podem variar entre os 1000 e os 5000 - mais coisa, menos coisa e, na tua cabeça queres mesmo fazer disto a tua profissão (à laia dos miúdos que sonham ser o próximo Cristiano Ronaldo). Vives nas brenhas, que é como quem diz, nos arrabaldes, ou - na pior das hipóteses - onde Judas perdeu as botas (tipo Caminha ou Vila Real de Santo António, passando por Marco de Canavezes e Faro). 

O que é que tens de fazer? Ou te mudas para a capital - e não falo de Paços de Ferreira, que aí é só a capital do móvel...ou era, antes do aparecimento do IKEA - Lisboa, onde tudo acontece, e te mexes para entrar “no meio”, ou então, caso não queiras ou não possas sair da santa terrinha vais ter de penar muito.

Continuamos com o mesmo blog: podes sempre comprar seguidores e likes para o fazer crescer - mas só aparentemente - a tua comunidade e, de repente, passas a ter 30.000 fãs vindos do Bangladesh, da Rússia ou do Brasil. Neste caso aconselho aumentares a tua competência linguística noutras línguas para além do português, pois mesmo sabendo que os comentários são gerados por bots vais querer fazer parecer que a coisa é orgânica e deverás responder-lhes. Também podes ir a lugares e festas, pagar e fingir que foste convidado/a - não me parece que resulte, mas não se pode descartar nenhuma hipótese. Até as mais absurdas!

Entretanto, os teus números já cresceram um bocadinho. FANTÁSTICO! Aconselho-te a construir o teu media kit - onde poderás falsificar os valores, pois com base nos tais seguidores do Bangladesh, eles até parecem verdadeiros e ninguém os vai verificar.

As fotos têm de ser boas, certo? Errado! Elas têm de ser muito boas e mega editadas! Contratas um/a namorado/a ou whatever que te siga para todo o lado com a máquina fotográfica, fazes uma pesquisa por "poses para fotos" no Instagram ou no Pinterest, treinas um bocadinho ao espelho - no worries, practice makes perfect, que é como quem diz, a prática faz a perfeição,  e colocas na bagageira do carro: roupas, óculos de sol, sapatos, bebidas, cereais, iogurtes, queijos e leites (ainda que sejas vegan - isso não importa para o caso e é capaz de valer o sacrifício!). Essencial: todos os bens que leves para fotografar deverás poder devolvê-los de seguida (aconselho a leitura atenta das políticas de trocas e devoluções das lojas onde fores fazer compras), caso contrário não há orçamento que aguente. Lembra-te, também de passar num take away e levar um hamburger com tudo ao que o mesmo tenha direito, batatas fritas inclusivamente. Porquê? Porque isto de tirar muitas fotos dá fome e assim não se desperdiça tudo, porque podes aproveitar para fazer umas stories enquanto te delicias com o dito cujo (lembrar de tagar a cadeia de comida processada) - as stories desaparecem em 24 horas, tal como a memória das pessoas se desvanece, por isso guarda para o feed e para o blog as sementes, as saladas e o “eu só como saudável”.

Continuas na santa terrinha? Bem, com tanto esforço e com uns mails pelo meio lá consegues chamar a atenção de uma agência que, tem pena de ti, e te começa a enviar tralhas para casa - aquelas que mais ninguém quer. O primeiro unboxing é uma excitação - lembra-te de fingir que não sabes o que vem dentro da embalagem e parecer surpreendido/a. Tiraste fotos, fizeste videos. Agora só tens de partilhar com a tua comunidade do Bangladesh, do Brasil e da Rússia - não vão pescar nada, mas o que é que isso interessa? Chovem likes e comentários do género: "Wow, great photo!" ou "I love your feed!" Estás lá! É isso mesmo.

Passadas umas semanas recebes mais uma tralha da mesma marca da anterior, olhas para a coisa e pensas: "O que diabo vou fazer com isto?". a dúvida e indecisão estão semeadas. Se produzes algum conteúdo com a coisa, certamente dentro de umas semanas irás receber mais tralhas em casa; caso não o faças, o teu nome será riscado da mailing list. Mas o teu objectivo é mesmo viver disto, não é? Pois... então o melhor será arranjar uma arrecadação para guardares os teus presentes, ou então podes guardá-los para distribuir em aniversários ou no Natal, é que hoje recebes um espanador de pó (de tecnologia de ponta) mas com jeitinho amanhã já recebes uma viagem a Marraquexe (esta dá para oferecer ao namorado/a, pois de certeza irás precisar de alguém que te tire fotos)

Afinal resolveste mudar-te para Lisboa. Que bela decisão! É aí que tudo acontece: lançamento de novos produtos, activações de marca nos sitios da moda, cursos e workshops!!!! Wow! As oportunidades são muitas, vais poder aparecer. PARABÉNS!!! Mas lembra-te: é uma selva! E a selva está cheia de perigos... Nesta selva o leão é amigo da gazela, por muita vontade que tenha de lhe saltar em cima e de a comer. Assim, com estas palavras todas e sem segundos sentidos, ok? Que o Pano p'ra Mangas é um blog familiar.

Preparado/a para a vida na selva? Então é assim: cuidado com as tuas opiniões pessoais. Deixaste de as ter. Cresceste. A tua pessoa, a que fez nascer o blog morreu. És a gazela amicíssima do leão, ou vice-versa (mas só em público, descansa...), hoje comes alimentos processados, mas amanhã,só entra em casa o que for biológico, morres de amor por uns stilettos quando na realidade andas de ténis. É assim. 

Podes começar a dispensar os seguidores dos países longínquos, porque por cá já tens o teu rebanho. É como uma seita que te venera. Contudo, com a seita aparecem também os da oposição - também conhecidos por haters, que estarão à espera da primeira fatia de pizza para te atirar do pedestal abaixo. Ou pelo menos tentar...

BOA SORTE!

At last, but not the least: compra um dicionário e uma gramática ou contrata um ghostwriter que saiba, efectivamente, escrever.

Vêem como é difícil? Obviamente fiz um retrato satirico da coisa...mas no fundo é assim.


Nota: não tenho nada contra as pessoas dos países supra citados, contudo verifica-se a existência de muitos perfis falsos com origem nos mesmos e que servem apenas para efeitos de números.

Pano p'ra Mangas

domingo, 5 de agosto de 2018

Favourite places: Chelsea Coffee & Brunch


Faro está uma cidade diferente. Mais activa e repleta de lugares bonitos onde apetece ir.  Se me perguntarem onde jantar ou almoçar, confesso que até tenho dificuldade em indicar um sitio, pois há mesmo muitos espaços novos e variados, com ou sem esplanada e que servem pratos diferentes a horas diferentes.


Há cerca de um mês abriu o Chelsea Coffee & Brunch e há uns dias estive lá , a convite da Baixa de Faro, para o conhecer. Dada a hora a que chegámos (por volta das 20h) já não tivemos hipótese de experienciar nenhum dos pratos de brunch que estão na carta, uma vez que estes são servidos até às 19h... Foi pena! Por outro lado, se tal tivesse acontecido, não nos tinha sido dada a hipótese de experimentar um café preparado a preceito, numa espécie de ritual, em que o café é moído na hora e minuciosamente pesado e preparado com a quantidade de água correcta. Em Lisboa ou no Porto até já há lugares onde esta é uma prática comum, mas que eu saiba, em Faro é mesmo uma novidade - e novidades (boas!) são sempre bem-vindas.

O café é, simplesmente, delicioso!


A pastelaria é requintada. É bonita. Calculo que seja saborosa... (é que não cheguei a provar a tarte de framboesas usada nas fotos)

De todos os pratos do menu, aqueles que me deixaram curiosa foram os Ovos Benedict - um dos meus pequenos-almoços/almoços preferidos do tempo em que vivi em Londres - e as Tapiocas - simplesmente porque quando faço em casa não atino com a coisa.


Assim, durante a semana fui lá duas vezes. Numa primeira incursão deliciei-me com os ditos ovos, aos quais adicionei espinafres e salmão. Numa segunda ida, pedi uma Tapioca com ovos, cogumelos, abacate e ovo. As doses são generosas, por isso não há como ficar com fome - para dizer a verdade deixei comida no prato... Estava tudo muito bem temperado, mas ligeiramente tomado de sal, facto que comuniquei ao proprietário - pode ter sido um descuido do Chef, mas em dias de calor e numa época em que se combate o excesso do mesmo, há que haver moderação no  seu uso.


O Chelsea Brunch & Coffee prima, também, pelo bom gosto da decoração. Além da esplanada, tem três salas diferentes, cada uma com o seu toque de originalidade. Apesar de ser Verão, eu diria que vai ser um lugar muito aprazível durante o Inverno.

Se é para voltar? Obviamente que sim, até porque ainda há muitas coisas boas no menu para provar.

Fotografias: (excepto a última que tirei com o telemóvel*): Ricardo Bernardo para Baixa de Faro

*publicidade à parte, para um telefone de 150 euros as fotos são bem boas!!!

Pano p'ra Mangas

terça-feira, 31 de julho de 2018

Ilha Deserta: Se o paraíso existe, é aqui!

Até há bem poucos dias a minha praia favorita de sempre era a Ilha do Farol, não só porque a praia é realmente fantástica, mas também por muitos bons momentos que lá vivi. Este ano fui lá uma vez e soube-me um pouco a fel... Lamento. A praia está igual ao que era há uns anos, mas as pessoas... as pessoas estão diferentes. Não sei o que aconteceu, mas a ilha não me soube a ilha 😞

Assim sendo andei a percorrer algumas praias que não têm merecido tanto a minha atenção, ou porque não são "à porta de casa" ou porque os acessos não são assim tão fáceis. Quer dizer... não eram, pois estão muito melhores! E quais foram as minhas escolhidas? Praia da Fuzeta e Ilha Deserta.  Que maravilha!

A Ilha Deserta é praticamente ... deserta! - tal como o nome indica. Durante o dia recebe a visita de umas poucas centenas de pessoas que se dispersam de tal modo que nem damos pela sua existência - ou fazem praia no extenso areal virado para o oceano ou mergulham nas pequenas enseadas que se formam no lado da Ria Formosa, ou então deleitam-se com um magnífico almoço no restaurante Estaminé - o único da ilha (que além desta só tem mais uma pequena barraca onde vive um único pescador).

A viagem foi feita no barco da carreira, com partida de Faro. Só pelo passeio na Ria vale a pena - a paisagem, a cor da água, a tranquilidade... Leva cerca de 40 minutos, mas para os mais apressados - não vá alguém chegar primeiro e ocupar a praia toda 😆- há os speed boats que fazem o percurso em 15 minutos. O trajecto do barco até ao areal é num abrir e fechar de olhos. 

A primeira coisa que se nota é o cheiro. O cheiro maravilhoso da vegetação nativa. E o céu azul. E a água transparente. Enche-se os pulmões daquele ar limpo e os problemas evaporam-se como que por magia. Não, não estou a brincar...foi num ambiente semelhante que há muitos anos curei um "quase-esgotamento" sem recorrer a medicação.

Parei para um café e só depois me fui " lagostar", que é como quem diz, apanhar sol! Tinha uma palhota  cheia de conchinhas à minha espera 💓 que, abanadas pela aragem, faziam uma espécie de música do fundo do mar. Ohhh paraíso! Se o paraíso é assim, fico já ali, pois nem tenho de andar muito.

Protector solar. Obrigatório. Muito protector solar, pois esta é daquelas praias que dá direio a escaldão se não tivermos cuidado - apanhei um há uns anos na Ilha do Farol (que fica mesmo ao lado) e desde então que tenho imenso cuidado.

Mas a realidade é que não estive muito tempo deitada ao sol. Fui fazer uma caminhada à beira-mar. Apanhei pedras, conchas e uns búzios muito especiais - dizem que dão sorte... Pelo que me foi dito, devo ter andado mais de 10km - o step counter do meu telemóvel acusava os 10.000 passos a meio da tarde. Não sei. Sei que foram mais de duas horas sempre à beira mar.


Pergunta: onde é que estariam todas as pessoas que vinham no barco? É que não se via vivalma. Só se se enfiaram debaixo da areia e estavam camufladas... Nem o omnipresente "homem das bolas de Berlim" lá existe!!!!

O ponto mais a Sul  de Portugal, o cabo de Santa Maria, está assinalado por uma espécie "monumento tribal" - confesso que não sei que nome lhe hei-de dar... - giro à brava para tirar umas fotos. A caminhada não termina aqui.

Cheguei à ponta do V da ilha e voltei para trás. Espreguiçadeira à vista, e agora sim, aterrei! À sombra! Não houve mergulhos, pois a água estava gelada e levantou-se um ventinho fresco que fazia com que a música das conchas fosse ainda mais bonita.

O regresso foi já ao final da tarde. Adormeci no barco e quase não dei pela viagem. Já tive vários dias bons de praia, este ano, mas este foi - indubitavelmente - o melhor. Que venha o próximo melhor dia de praia de 2018!


Pano p'ra Mangas

domingo, 29 de julho de 2018

...e o sonho subiu, novamente, ao palco!


Sempre que ouvia falar em D. Quixote, o meu imaginário viajava até à infância, quando, sentada em frente à televisão via os episódios de desenhos animados de D. Quixote na TVE. D. Quixote entre os moínhos, Sancho Pança, o seu fiel amigo e Dulcineia, a sua amada. Sim, confesso a minha ignorância e até há uns meses era, apenas esta a imagem que tinha desta obra de Cervantes (calma...o autor eu sabia quem era! Não me atirem já com a lança).


Faz agora um ano que começámos a balancear umas valsas. Em Outubro vieram umas piruetas e mais tarde uns passos a que chamámos “passos de cavalo” - whatever! Uma pessoa quando não cresce no meio do ballet e só se mete nestas aventuras depois de uma "certa idade", a memória para os nomes já não é a mesma, por isso, inventa-se mnemónicas para decorar os passos 😀

O desafio estava lançado. Iríamos levar a palco D. Quixote - não o dos desenhos animados, mas aquele que faz as delicias de milhares de pessoas em várias salas por esse mundo fora. Obviamente, não toda a obra, mas quase quatro minutos de coreografia,  o que, também é obra!!!

Lembro-me de ouvir a musica pela primeira vez e de chorar. Chorar de emoção. Comprei-a no iTunes e ouvi-a muitas e muitas vezes ao adormecer. Vi e ouvi o bailado completo umas três vezes no youtube, enquanto trabalhava. A música tinha de entrar no ouvido e ai...como eu sou dura de ouvido!

Tendo eu uma costela espanhola e uma paixão por todo o salero - e flores na cabeça - de nuestros hermanos, não podia - porque não podia mesmo! - falhar. Inclusivamente fui buscar as minhas primeiras pontas, porque apesar de mortas, falavam melhor a minha língua de pés do que as mais novas - e foi com elas que ensaiei a maior parte do tempo, mesmo correndo o risco de me magoar. 


Como nos anos anteriores, as aulas começaram a ter uma componente técnica e uma parte de coreografia. Foi um desafio do demo! Para mim, para nós e para a muito, muito querida professora, que sonha e faz a obra nascer 💓 e se ela sonha é porque sabe que estamos à altura. (Agora a sério: mete-se e mete-nos em cada uma!!!! Oh God! Não sei de que lado está o grau maior de insanidade, se nela que nos convence se em nós que nos deixamos convencer!).

A meio do percurso o que é que aparece? Um D. Quixote! Um verdadeiro D. Quixote, ou pelo menos como o imaginamos: alto, magro de barba e bigode...à D. Quixote! Foi agarrado com unhas e dentes e já não foi libertado e só ele encheu o palco - ele e a sua lança talhada à altura do evento. 


Este ano fizemos as duas apresentações no mesmo dia. O São Pedro esteve do nosso lado e adiou o verão para o dia seguinte. Não, não estou a brincar - calçar, descalçar e voltar a calçar as pontas com calor excessivo teria sido um pesadelo. 

Não fomos perfeitas, mas ninguém deu por isso (ou pelo menos é o que eu acho...). O vermelho de 24 saias de folhos de tule, o som de 24 leques a abrir e a fechar e os passos do nosso D. Quixote roubaram o protagonismo às imperfeições


Prova superada! Mais uma vez este meu AMOR MAIOR valeu e fez-se valer.
Voltaremos ao palco no dia 12 de Janeiro no Teatro das Figuras. Contamos convosco na plateia!

Quanto às aulas, recomeçam no início de Setembro e qualquer inscrição ou pedido de informação pode ser enviado directamente para o Atelier do Movimento.


Fotos:
1, 2 e 4: Vânia Vargues3,5, 6, 7, 8 e 9: Luisa Melão
Pano p'ra Mangas

terça-feira, 3 de julho de 2018

Treinar fora de casa: BLIVE FITNESS

Entenda-se "casa", como aquele ginásio que frequentamos habitualmente, ok? Não me estou a referir a treinos de rua ou treinos feitos com base em apps ou programas como o T25, de que a Janine falou há dias e que tem sido a loucura - a piada é que dias antes, uma seguidora do IG me tinha falado exactamente do mesmo. 

Já estive a ver e não é para meninos. Até sou capaz de experimentar, mas não agora. Decidi interromper o exercício físico durante o mês de Julho. Porquê? Várias razões: com o espectáculo do Atelier do Movimento a aproximar-se, os ensaios têm sido em maior número e, confesso, o meu corpo não aguenta...; também não posso arriscar qualquer lesão, pois eu gosto de treinar, mas o ballet é aquele AMOR MAIOR com o qual assumi um compromisso pessoal; Regressarei em Agosto depois deste turbilhão que é, não só, físico, mas emocional.

Paragens à parte...

No fim-de-semana que tive de férias plenas resolvi que iria fazer um treino a meio da viagem. Houve quem me tivesse perguntado se eu tinha batido com a cabeça em algum lugar eheheh, mas não. Parei em Beja e fui treinar no BLIVE FITNESS.

Sabem aquelas imagens de ginásio que parece só existirem no Pinterest ou no Instagram? Pois bem, esses ginásios existem mesmo e o BLIVE ([bilive] ou [bilaive] - como quiserem...) é um deles. É altamente instagramável!!! (mas não foi por isso que lá fui...)

O BLIVE é mais que um ginásio!É um universo de saúde e bem-estar, físico e mental. Pelo que me foi dado a conhecer e pelo que acompanho nas redes sociais é um espaço muito, muito completo - como deve haver poucos. Tem gabinete de estética e massagem, gabinete de osteopatia, gabinete de nutrição desportiva, uma pequena loja de suplementos e equipamento personalizado e personalizável a SHAKEYOURSELF, uma cafetaria com apetitosos e saudáveis snacks, a BSPOT, e diversas salas de treino: uma box de cross fit, a BOX 11, uma área enorme de máquinas/musculação, uma área de cardio, uma sala de spinning, e outras duas onde acontecem aulas de grupo e uma academia de jiu-jitsu brasileiro. Ahhh, e os balneários? Perfeitos para todas as selfies do mundo ah ah ah  Irresistíveis, mesmo!

Enquanto treinei, e sem qualquer pedido especial (cumpri o meu plano de treino habitual), tive o acompanhamento de uma PT, que me foi dando indicações das máquinas a usar e corrigindo algumas posturas. Sempre, sempre de perto. E não fez isso só comigo. Pelo que pude observar, fez isto com outras pessoas que estavam a treinar em simultâneo. 

Aqui, funciona, ainda, o BinYou que tem como missão o "treino mental e comportamental de pessoas e de equipas que pretendem melhorar a sua performance de vida" através de processos de coaching (individual ou em grupo), mindfulness, inteligência emocional, programação neuro-linguística, entre outros.  Muito bom. Muito bom, mesmo! (e digo isto, porque a pessoa por trás deste projecto é uma das responsáveis pela reviravolta que dei à minha vida, e a quem estou eternamente grata) Para eventos e workshops ver aqui >>

Há frases motivacionais por todo o lado e repete-se a BELIEVE YOU CAN porque é isso mesmo que temos de fazer: acreditar ! É impossível ficar-lhe indiferente.

Embora eu saiba que o PpM é mais lido acima do Tejo, recomendo a quem venha mais para Sul e que esteja pela zona de Beja, que visite o BLIVE FITNESS, que treine lá, que faça esta experiência. E no final, se na cafetaria houver salame de chocolate peça dois: um para provar e outro para me enviar, pois é delicioso eheheh  (o salame que levei foi a salvação daquela muito longa viagem... vou querer a receita!)

Pano p'ra Mangas


sexta-feira, 29 de junho de 2018

Um luxo de férias: H2otel Congress & Medical Spa

Chego a Junho sempre estoirada e este ano foi particularmente cansativo, pois trabalhei que nem uma doida durante Abril e Maio, com poucas folgas, quase ou nenhum descanso - às tantas contabilizei 29 dias seguidos de trabalho sem parar. A formiga trabalha no Verão para sobreviver o Inverno e eu faço exactamente o contrário. 
Tive de parar. Dois dias (!!!!) sem uma pontinha de trabalho foi o luxo a que me dei. No ano passado foi-me oferecido um voucher para o H2otel Congress & Medical SPA e andei a reunir condições para o poder usufruir sem grandes preocupações. Marcação feita. Tanque atestado. Pneus novos no carro e lá fui eu...

arquitectura do espaço é, simplesmente fantástica - por dentro e por fora - e é impossível ficar-lhe indiferente. Jorge Palma, o arquitecto - homónimo do outro Jorge Palma, que canta e compõe - , tem um portfolio de cair para o lado e este hotel é uma autêntica joia. Está completamente integrado na paisagem e, de longe, nem se dá por ele - não que não seja imponente, mas porque se confunde com a envolvência, quer pelos materiais, pelas cores ou pela própria estrutura - mas isto sou eu a divagar, pois nada percebo de arquitectura.
A meio da viagem, que foi muitooooo longa, apanhei a minha irmã e lá fomos nós celebrar os 13 anos de Pano p'ra Mangas. Esta viagem/férias/celebração só fazia sentido na sua companhia, pois este blog nasceu pelas nossas quatro mãos.

O H2otel fica em Unhais da Serra, também conhecido como Vila Amor (há montanhas de corações por lá espalhados eheheh - nem de propósito!), que não tem mais de 500 habitantes e fica perdido no meio de serras - muitas delas ardidas no ano passado. É de cortar o coração...

Acordar aqui foi deslumbrante, pois como cheguei já de madrugada não me apercebi do lugar onde estava. Fiz os últimos quilómetros em piloto automático...

Como o tempo esteve mau, não sentimos grande necessidade de sair de lá. Ainda fizemos uns passeios a pé pela vila e conhecemos alguns locais, mas isso fica para outro post, caso contrário entupo este de fotos, pois são difíceis de escolher. Assim, e para quem me enviou perguntas via Instagram durante o fim-de-semana em que lá estive:

Foram apenas duas noites. Queria ter ficado outras duas, mas não pode ser. Tentei aproveitar ao máximo o Aqualudic, um espaço dentro do hotel e que reune diversas áreas e que faz parte de um complexo maior, o Aquadome onde há , ainda, um SPA e umas termas. 

Uma das grandes vantagens deste hotel é não termos de nos preocupar em desfilar modelos das últimas colecções, não vá parecer mal. O dress code é: roupão, chinelos, fato de banho e touca de piscina. What? Não, não estou a brincar. É mesmo isto!  - logo ao pequeno almoço, que é de comer e chorar por mais.

O Circuito Celta - no Aqualudic - é composto por piscinas interiores e exteriores de água aquecida, uma deliciosa cascata, saunas várias, duches com diferentes temperaturas...uma verdadeira delícia. Um local perfeito para se estar sem horas a relaxar. Se tivesse de eleger um espaço favorito, seria o Hamman - uma sauna húmida repleta de luzinhas que nos faz sentir que temos o céu estrelado por cima.

A quem recomendo este hotel? A qualquer pessoa! Sozinha, numa escapadinha romântica, com amigos ou em familia. Vi lá familias com crianças bem pequenas, mas devido às restrições de idade nas saunas, turcos e jacuzzis talvez seja mais difícil gerir quem pode desfrutar do quê e, sinceramente, ter de gerir stresses deste género ali, é perder metade do que pode ser experienciado.

Apenas uma nota: façam a reserva com antecedência, pois está sempre esgotado. Felizmente, aqui não há época baixa e como fazem aqui muitos congressos fica facilmente lotado. Apesar disto, não damos pelo número de pessoas lá dentro...impera um silêncio tãoooo relaxante.

O staff é todo muito atencioso - acreditem que ter chegado às três da manhã, completamente esgotada de uma viagem demasiado longa (não tanto em quilómetros, mas em tempo) e ter sido recebida com um sorriso afável fez toda a diferença.

Ficam as imagens para memória futura e para me lembrar que há momentos em que as coisas boas não acontecem só aos outros. 

Obrigada, Eclat. 
Obrigada ComfortZone.
Obrigada por este mimo, que - só a título de esclarecimento - não teve nada a ver com o blog.

Pano p'ra Mangas


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Blogging tips