domingo, 23 de julho de 2017

Este não é um biquini qualquer...


...simplesmente porque é o meu biquini!!!

Finalmente terminei um dos projectos mais complicados que fiz até hoje - pelo menos que eu tenha memória, apenas um xaile de tricot suplantou este. Mas comecemos pelo início da história.

Desde o ano passado que andava com a mania de fazer um biquini. Quis frequentar um workshop, mas para poder participar tinha de me deslocar a Lisboa o que, fazendo as contas, sairia um biquini pago a peso de ouro - não pelo valor do workshop, mas por tudo o que a deslocação implica. Já este ano surgiu a hipótese de fazer um aqui em Faro, no qual não me pude inscrever e que acabou por não acontecer.

Assim, e porque a minha irmã também andava com esta fixação - foi ela que escolhei as lycras e comprou os materiais em Lisboa - , resolvi avançar para o projecto sem saber no que me ía meter - literalmente numa carga de trabalhos! 


O molde: não tinha! Não faz mal... peguei na parte de baixo de um biquini do ano passado e num soutien e a partir destas duas peças desenhei em papel vegetal o que iria servir de molde.

As lycras: quem disse que eram fáceis de coser? Mesmo munida de agulhas próprias a textura do tecido não facilitou a tarefa: a máquina passava pontos, a linha partia-se... um trinta e um! Pelo meio ainda parti uma agulha dupla - que acabei por não conseguir usar e cheguei à conclusão que a "culpa" era da lycra.

Tive o biquini parado umas semanas até que hoje resolvi terminá-lo. Veste bem - pelo menos a seco! Tenho de o levar à praia para ver se passa o teste da água eheheh


Conlusões::
1. Agora percebo porque é que em muitos workshops o modelo que ensinam é o dos lacinhos na cueca e triângulos na parte de cima.👙
2. Se tivesse frequentado um workshop talvez tivesse poupado tempo ⏳
3. Este biquini está repleto de imperfeições, pois foi feito de uma forma intuitiva e de acordo com o que a máquina me permitia coser...mas não estão à vista 😁
4. Se tivesse uma máquina de corta e cose isto teria sido bem mais fácil.
5. Quero fazer outro, que tenho a certeza sairá bem melhor! (e ando com a mania de fazer também um fato de banho e um mailot para o ballet)
6.  At last but not the least: não aceito encomendas! Os que fizer serão só para mim.

...ahhhh, e ficou giro! Bem giro! Simples, como eu gosto 💓

Pano p'ra Mangas
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terça-feira, 11 de julho de 2017

Dos sonhos que ganham asas e sobem às pontas dos pés


Escrevo, ainda, com as emoções à flor da pele depois de um fim de semana que foi, literalmente, de suor, sorrisos e lágrimas - uma combinação explosiva mas que me enche de felicidade, daquela que não há palavras suficientes para descrever.

No sábado subimos - e falo na primeira pessoa do plural porque assim deve ser, uma vez que não fui sozinha -  ao palco mais bonito da cidade de Faro, o do Teatro Lethes. Sala cheia, como no ano passado, mas pela frente um desafio muito maior coroado pelo peso da responsabilidade, uma vez que sabíamos ao que íamos.

Quase três minutos - parece pouco, não parece? - que foram o resultado de meses de preparação, ensaios, unhas encravadas, frustrações, vitórias celebradas...enfim, uma quantidade de sentimentos misturados cada um deles sentido na primeira pessoa em cada uma de nós.

Já não me recordo exactamente o dia em que "a bomba" nos caiu no colo: no final do ano iríamos dançar Giselle! OMG!!! E excitação elevada nem sei a que potência. A ideia de vestir tutus romanticos era qualquer coisa de inexplicável. Lindo! Maravilhoso!

Começaram os ensaios. Passo a passo. Dificuldade atrás de dificuldade. Houve algumas aulas em que o meu sentimento era só um: frustração. Ía para casa com os olhos rasos de lágrimas e era invadida por uma impotência tremenda. Ficava a pouca, ou nenhuma vontade de regressar e de me submeter "àquilo". Depois passava, mas regressava. Já com o tutu em casa estive a milímetros de dizer à professora que queria desistir, pois não estava a conseguir (e não consegui, como queria) fazer os chassés e não podia por em causa o trabalho de tantos meses e o empenho das minhas colegas. Foram a atitude, a fé, o empenho, as sábias palavras e a dedicação da Prof. Célia Trindade que não me deixaram abandonar o barco - ela é a verdadeira coach em todas as acepções da palavra.

E assim fui remando. Muitas vezes contra a maré. As duas últimas semanas antes do espectáculo foram terríveis. No caminho para as aulas repetia dentro da minha cabeça: "Margarida, tu vais conseguir!", cheguei a gritar isto no carro enquanto conduzia. Acreditar que se é capaz é o primeiro passo para chegar lá. Aos poucos fui melhorando os malvados chassés!!! A sorte conquista-se e o sucesso saboreia-se.

Os dias que antecederam o espectáculo foram de euforia total. Porquê? Porque no cartaz que iustra a programação do trimestre para o teatro estava, nada mais, nada menos que uma fotografia nossa do ano passado. Foi a verdadeira loucura da caça ao mupi eheheh (encontrei cinco, mas suspeito que sou capaz de dar de caras com mais um ou dois...)


O dia de sábado foi tão longo que parecia não ter fim... Cabelos, último ensaio no palco, maquilhagem (do demo!!!), tutu, nervos à flor da pele, acção e ... já acabou? Além da magnífica professora que é a nossa verdadeira estrela, o grupo é fantástico! Somos umas "cotas" bem dispostas sempre prontas para levar as coisas para a frente e sem grandes resistências: se é para fazer, faz-se!


Quem assistiu na plateia diz que o espectáculo foi muito bonito. Houve até quem dissesse que tinha sido maravilhoso. Ainda conseguimos assistir a alguns números (escondidas) e, tenho de ser honesta: a apresentação que mais gostei, que me levou às lágrimas e quase borrou a maquilhagem foi aquela em que a professora dançou acompanhada da voz MARAVILHOSA da soprano Joana Lino, que dança no meu grupo e canta no Coral Ossónoba.



E agora? Bem, agora é usufruir do rescaldo deste intenso fim de semana e, com certeza, começar a sonhar com o próximo ano. 

Ahhh, os vídeos... os videos da apresentação e do agradecimento estão aqui:



Créditos:
Video da apresentação: Natasha Lino
Video do agradecimento: Pai
Fotos: Vânia Vargues, a minha mana preferida, que voluntariamente andou dois dias atrás de bailarinas histéricas a capturar o melhor de cada uma delas.

Pano p'ra Mangas
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domingo, 2 de julho de 2017

Favourite books: Todos os Meus Futuros São Contigo


Quando há umas semanas recebi este livro na caixa do correio pensei que me tivesse sido enviado por engano e apesar de me ter oferecido para o devolver a quem de direito, acreditem que tê-lo-ía feito com muita pena, - surpresa das surpresas - o livro era mesmo para mim! Fiquei tão feliz.

Li-o de fio a pavio. Devorei-o com uma sede imensa. Depois, voltei atrás e voltei a lê-lo, texto por texto, com a calma que os poemas pedem para ser lidos. Gostava de ter sido eu a escrevê-lo, pois fez-me regressar ao tempo em que escrevia aqui - quando soltava nos dedos o que me ía na alma e no coração: felicidade, tristeza, entrelinhas de amores "abismáticos" (nem sei se esta palavra existe, mas os meus amores tinham uma certa tendência para o abismo), saudades de futuro (essa eterna saudade de que me alimento - não sou saudosista, mas é certo que vivo de saudade), ... sei lá. Tanta coisa que fervilhava dentro de mim.

Bem, mas não estou aqui para falar desta minha outra faceta de fingir que sabia escrever. Voltemos ao livro Todos os Meus Futuros São Contigo.


Em primeiro lugar rendi-me ao título e à capa, que é tão simples e tão bonita em simultâneo (e não vem naqueles sacos de organza com que eu embirro!). E assim que o comecei a ler fiquei hipnotizada.



Poesia? Prosa? Eu diria que é prosa poética - cada texto conta uma história e todos em conjunto contam outra ainda maior. Ler é entrar na figura do narrador, do sujeito poético ou até do autor - como lhe queiram chamar. Aqui há amor e há desamor, há felicidade e há sofrimento, há contradições amorosas e amores contraditórios, há tanto de real como de imaginário. Mergulhei  em cada texto com tudo o que tenho dentro de mim, de tal forma que, por vezes, me senti despida de roupa, de sentimentos e da própria alma - era como se fosse eu que estivesse ali por trás das palavras ou nelas mesmo.

Como em qualquer outro livro que me passe pelas mãos - e por isto é que não gosto de ler livros emprestados - sublinhei-o, fiz anotações que só eu compreendo e que não quero partilhar - e é por isto que não empresto livros. 


Deixo-vos, no entanto, algumas frases sublinhadas - não sei se são as minhas favoritas, pois cada uma é mais favorita que a outra. E foi assim que este livro entrou para a minha lista dos preferidos de sempre. Obrigada, Marcador!


Pano p'ra Mangas
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