domingo, 16 de outubro de 2016

Frio, eu não passo!


Se há alguém friorento neste terra, essa pessoa sou eu! Pijama, meias (sim, meias!), endredom e...a indispensável botija de água quente, Só me falta o gorro, as luvas e o cachecol, mas isso já seria um pouco demais.
Há dias estive a ver se a minha botija estava em condições para enfrentar mais um Inverno e quando olhei para ela...oh que tristeza! Tinha uma forra já tão velhinha e gasta que até dava vergonha, por isso hoje meti mãos à obra e fiz uma nova. Foi um pretexto para passar umas horas terapêuticas no atelier, onde não consigo pensar em mais nada, e que me serviram para aliviar uma semana difícil.


Primeiro tirei o molde em papel vegetal, ao qual acrescentei uma margem de aproximadamente 2,5cm - à primeira vista parece muito, mas na realidade não é. Os tecidos que usei não são quentes, pois servem apenas para proteger a botija para que não me queime, mas entre eles coloquei um pouco de enchimento apenas para dar textura. Optei por pespontar as três camadas para ao montar a bolsa não haver "derrapagens" nas costuras. Quase no final apliquei-lhe a letra mais bonita do alfabeto, no padrão igual ao forro e por trás cosi um botão, mas para decoração que por necessidade.


Ficou gira, não ficou?

Agora vou aquecer água, enchê-la e enfiar-me na cama até amanhã de manhã.
Bons sonhos!

Pano p'ra Mangas
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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Dia Mundial da Obesidade


Li há pouco na NIT que se celebra hoje o Dia Mundial da (luta contra a) Obesidade. Não sabia, mas tocou-me o assunto.

Quem me acompanha aqui - e na vida - tem testemunhado a caminhada que tenho feito ao longo do último ano e  (quase) meio nesta luta diária contra o excesso de peso e, se por um lado não tenho pudor em falar do assunto porque se eu consegui qualquer outra pessoa consegue, por outro mexe com as minhas entranhas - aquelas que me acompanham desde sempre.
Sempre fui gordinha, cheinha, redondinha, anafadinha e uma série de inhas que possam imaginar e, se houve alturas em que vivia bem com isso, outras houve que me causava dor:

"Tens tal e qual o corpo da tua avó!" - mas quem é a miúda com 9 ou 10 anos que quer ter o corpo da avó? 
"Tens o rabo muito grande para esses calções." - e o que eu gostava deles...eram verdes e permitiam que andasse pelo campo sem me preocupar com o mostrar a roupa interior.
"Gordura é formosura." - o caraças (desculpem-me o vocabulário...) é que é!
"Os gordinhos são mais felizes!" - a sério? Nunca fui infeliz, é verdade, mas quantas vezes uma gargalhada não serviu para esconder a tristeza por alguma piadola relativa ao meu peso? Não me venham com histórias de que os gordos são mais felizes - continuo a não acreditar (muito) nisso. Admito que há excepções, é verdade, mas são isso: excepções. Os sorrisos, as gargalhadas e a dita felicidade escondem tantas vezes dramas sem fim...
E o que gozavam comigo no 5º ano quando, no caminho do colégio para casa, a pasta que usava a tiracolo balançava (quase voava!) por me bater no rabo? Levei anoooooos sem conseguir usar uma mala a tiracolo!
E mais: o drama de não encontrar roupa de que gostasse e servisse. Lembro-me de em miúda a roupa ter de ser sempre um ou dois números acima da minha idade, ou de entrar em lojas e de tudo o que gostava nada me servia. Há uns anos entrei na Quebra Mar e pedi para ver uma camisa, t-shirt, polo...já nem sei - não cheguei a ver nada, porque a gentil colaboradora da loja me disse imediatamente que não faziam o meu tamanho. Virei costas e tive de encolher as lágrimas.

Por esta altura já estarão a perguntar: "Porque é que só agora resolveste mudar, Margarida?" - Acho que nem eu sei a resposta. Algum gatilho disparou no meu cérebro que activou a força de vontade e desde Maio de 2015 que um dos meus lemas é "Insiste. Persiste. Não desiste." É verdade que ainda tenho alguns assuntos a resolver com o espelho - e comigo. É verdade que vou ter de aceitar não conseguir usar botas - #illneverhaveskinnylegs - isto para não falar das bolas que tenho coladas às ancas! É verdade que, na minha cabeça nunca terei o corpo que desejaria ter - mas isso é um drama do feminino  em geral, certo? É verdade que gostava (e vou!) perder mais dois ou três quilos, apesar de já ter chegado àquele estado em que se me descuidar os números da balança sobem e por muito que feche a boca eles não descem.

Se antigamente me pesava pelo "saiómetro" ou pelo "calçómetro" e fugia da balança a sete pés, hoje tenho a balança debaixo da cama e peso-me quase todos os dias - sim, eu sei que não devia..., mas foi a forma que encontrei para controlar o que ponho na boca. Também faço, regularmente o cálculo do meu IMC e, dependendo do resultado ou torço o nariz ou sorrio de felicidade - ando ali numa dança de avança e recua que só eu sei... 
Tem sido um processo de crescimento e aprendizagem sem igual: aprendi a gostar de exercício físico (uma das minhas maiores vitórias! e para quem disser que ballet não é exercício, convido-vos a fazer uma aula) - e ando na meca de outra actividade, pois só o ballet já não é suficiente: preciso de mais! -, aprendi a lidar com piropos (dos bons! sem ter um macaquinho na cabeça a dizer "vai gozar com outra" ou sem ripostar com sete pedras na boca), aprendi a lidar com o toque (sem o complexo de "ai as minhas banhas - os pneus não foram todos, mas aprendi a relativizá-los).

E sabem uma coisa? Se eu consegui, qualquer pessoa saudável também consegue! E vale a pena! E é tão boa esta sensação de vitória...

Para terminar, os números que tanta curiosidade têm causado e que eu tenho guardado a sete chaves:
Maio de 2015: 78,2kg
Outubro de 2016: 60kg
Idade: 42 anos
Altura: 1,56m
IMC:24,65 (no limite do "Peso Normal")

Se só agora aqui chegaram e quiserem saber mais sobre esta longa história podem ler mais aqui. também aqui, e aqui, e finalmente aqui.

Pano p'ra Mangas
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domingo, 9 de outubro de 2016

Bolachas de matcha e chocolate branco

Há dias ofereceram-me um snack doce - nem sei bem como o classificar ... - vindo directamente do japão, em que nada estava escrito em inglês ou qualquer outra língua "traduzível", apenas sendo perceptível que continha um recheio de matcha e chocolate entre duas bolachas que pareciam ser de arroz. Era delicioso!

Quis reproduzir o sabor do recheio, já que das bolachas não percebi bem de que eram; procurei receitas, revirei o Pinterest e às tantas deparei-me com uma de "bolachas de matcha com pepitas de chocolate branco" - Bingo! Era mesmo aquilo! Resolvi experimentar.

O matcha já o tinha em casa bem como quase todos os ingredientes, excepto o chocolate branco. Comprei um chocolate branco normalíssimo que cortei em bocadinhos pequeninos à laia de pepitas que serviu perfeitamente para o efeito.

Não posso fazer isto muitas vezes, pois são deveras deliciosas. Também saem um pouco caras, já que o matcha não é propriamente um produto barato... as uma vez não são vezes e a experiência serviu para satisfazer a curiosidade.


Receita:
240g de farinha (usei tipo 55 sem fermento)
15g de matcha
150g de manteiga à temperatura ambiente
130g de açúcar de pasteleiro (usei açúcar normal e pulverizei-o na Bimby)
2 gemas de ovo
1 pitada de sal
80g de pepitas de chocolate branco

Comecei por peneirar a farinha com o matcha (que cria pequenos grãos, daí ser importante este passo) e reservei. Bati a manteiga com o açúcar e juntei as gemas. Aos poucos fui envolvendo a mistura de farinha com matcha e no final adicionei o chocolate branco. Dividi a massa em duas partes, fiz um rolo com cada uma delas eembrulhei em pelicula aderente. Estiveram no frigorífico durante duas horas antes de as cortar em rodelas para irem ao forno.
Cada fornada levou cerca de 10 minutos a cozer a 180ºC.


Se tiverem oportunidade não deixem de experimentar, pois são mesmo deliciosas - para não dizer viciantes.

Pano p'ra Mangas
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sábado, 1 de outubro de 2016

A não perder: Padaria Urbana


A moda das padarias chegou, finalmente a Faro! Obviamente que não falo das padarias todas brancas, com balcão de mármore corrido na frente da entrada e com uma porta de acesso às traseiras de onde, muitas vezes vinha o cheirinho a pão quente. Esta é daquelas padarias que já há uns anos se vê nos grandes centros urbanos e onde além do pão podemos ficar para um café, um sumo, uma tosta (aqui fazem umas que ultrapassam o conceito de "gigante") ou um apetitoso bolo. E ao contrário do expectável - sim, expectável! - não se chama nem "Padaria do Bairro", nem "Padaria da Baixa" pois quem está à frente do projecto teve o bom senso de lhe dar outro nome - é padaria, sim! mas urbana: Padaria Urbana - soa bem e combina com tudo o resto.

A Padaria Urbana está em pleno coração da cidade de Faro "entalada" à laia de sande (façam o favor de não implicar com a minha "sande", ok?) entre uma loja repleta de coisas bonitas - sobre a qual ainda tenho de escrever - e uma conhecida garrafeira.


À entrada somos recebidos com um "bom dia"de um lado e uma vitrine de bolos e pão a roçar o irresistível - têm umas argolas de ovo semelhantes às que compro na Versailles que só de olhar... OMG! que apetecíveis!!!! Na nossa frente, a olho nu, está o lugar onde a magia acontece, isto é, a verdadeira padaria. Há, ainda, uma mesa comum e uma sala repleta de mesas, cadeiras, cadeirões...
Se me prguntarem qual o estilo da decoração, confesso que não lhe sei atribuir qualquer título. Está gira. That's it! Faz-me lembrar um livro de recortes dos muitos espaços que já vi, mas em que tudo se encaixa sem parecer deslocado, o todo é harmonioso, agradável e muito confortável. Tenho a certeza que irá ser um espaço a frequentar durante o inverno.


Todos os colaboradores têm um ar afável, um sorriso simpático e uma postura muito atenciosa - espero que assim continue e que estas não sejam apenas honras de dia inaugural.
Não provei os bolos, é verdade, mas comigo trouxe uns pães de cereais para experimentar que me fizeram cair em tentação e acabei por comer um ao lanche, após o qual tive de esquecer que tinha mais dentro do saco, pois a vontade era ter comido, pelo menos mais um.

NOTA: A cereja no topo do bolo desta visita inaugural foi mesmo a chegada do rapaz umas fotos acima :-) Nem de propósito apareceu este cliente, vindo do nada, com um polo vestido que tinha tudo a ver!!!! 

Pano p'ra Mangas
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