sábado, 31 de dezembro de 2016

Desejo para 2017


(um*) AMOR!



*há dias perguntaram-me se ainda acreditava e se ainda tinha esperança "nisto". É óbvio que sim - mesmo sem o ter, mesmo sem o sentir - porque se deixar de acreditar, aquilo a que eu chamo vida perde sentido 💓

(Para a foto segui o tutorial do blog How to Photograph Your Life)

Pano p'ra Mangas
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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Era uma vez um cabelo comprido,,,

... comprido demais para quem está habituada a tê-lo pelos ombros, ou um pouco mais acima, ou um pouco mais abaixo 😊


No início de 2015 assumi o compromisso de que iria deixar crescer o cabelo para o doar. Pensei que o conseguia fazer no final desse ano, mas com o processo de perda de peso, não só perdi muito cabelo - que voltou a nascer! - como também o ritmo de crescimento diminuiu bastante. Assim, só agora é que atingiu o comprimento necessário para:
a) cortar para doar
b) cortar de modo a que não tivesse de ficar de cabelo curto

Na altura pensei doá-lo ao IPO ou à Liga Portuguesa Contra o Cancro, por isso , uns meses mais tarde, telefonei para lá para me informar sobre todo o processo. Confesso que fiquei triste, para não dizer revoltada, quando do outro lado da linha me disseram: " A campanha já terminou. Nós não precisamos de mais cabelo. Na altura escrevi este e este post no facebook em modo de desabafo.

Assim, há uns dias,  ao final do dia fui falar com a minha pessoa de confiança e zás! Foi-se! Num ápice e sem tempo para arrependimento, até porque...ele volta a crescer!
Nas últimas semanas, de cada vez que falava neste corte, tentaram demover-me, mas a verdade é que o cabelo demasiado comprido também dá muito trabalho: no Inverno é o frio, no Verão é a praia... Assim está melhor e eu fico com o sentimento de missão cumprida.
Agora tenho uma trança linda para doar. Só me resta escolher a instituição para onde a enviar. Aceito sugestões - todas serão bem vindas.


...e não, isto não é um acto heróico nem de desapego. Heróis são aqueles que abdicam de partes de si próprios para doar a quem precisa e sob pena de um dia virem, também a precisar. Esses, sim, são verdadeiros heróis! Um bem haja a quem tem a coragem de o fazer.

Pano p'ra Mangas
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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Às 9 no meu livro - ou num qualquer outro ponto de encontro


Ler o blog da Sofia sempre foi como ter um encontro marcado à moda antiga, daqueles que eram selados com um "Então até amanhã, no sitio do costume!" - foi assim que me habituei a ele, desde o início, ainda a Sofia "não existia" e quem o assinava era uma tal de "Miss Glittering". Já nessa altura ela brilhava... Ainda me recordo de, com outra amiga comentarmos: "Já leste o post de hoje?" (ou de ontem, ou anteontem, ...). Fazia-me rir nos dias mais cinzentos, sorrir de uma saudade nem sei de quê e lia-a com o mesmo entusiasmo que aos nove anos devorava a colecção d'O Colégio das Quatro Torres - e digo devorava porque a li vezes sem conta e vivi cada uma daquelas aventuras como se fosse minha.

Passaram dois ou três anos, talvez - isto de anos na blogosfera parece algo eterno... -,  pelo caminho encontrei novas rotinas e o encontro matinal com a Miss Glittering deu lugar a outros encontros, até que um dia a procurei e lá estava o blog e da Miss G tinha nascido a Sofia. Nunca mais lhe perdi o rasto - leio-a, releio-a, partilho-a com quem me é importante, por isso não podia ter ficado mais feliz quando soube que não precisaria mais de wifi, passwords ou qualquer outro gadget, uma vez que iria estar sempre acessível, até no lugar mais remoto - desculpem-me os mais techies, mas não há nada que substitua um livro de papel que se pode folhear e, até, desfolhar (não é que eu o faça, mas...), cheirar, sentir, anotar, rabiscar...sei lá.

O às 9 no me livro anda, desde a semana passada, na minha mala, graças à generosidade da Sofia que teve a amabilidade de mo oferecer - com direito a uma dedicatória e a uma página "só" minha. Não o quero ler de uma só vez. Quero saborear cada bocadinho, pois sei que cada vez que o abro tem uma mensagem especial para o dia ou para o momento em que o estou a ler. É isto que o torna tão especial, além do especial que já é: é um livro para todos os dias, uma vez que aberto "ao acaso" (como se houvesse acasos...) o texto certo aparece. E o que é que sinto quando o estou a ler? Sinto as palavras de Alexandre O' Neill num dos meus poemas preferidos de sempre:

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança, 
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Latra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)

Palavras qque nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.

Pano p'ra Mangas
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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

No mundo encantado da Rosa Chock

Passo à montra da Rosa Chock vezes sem conta, especialmente quando vou para as aulas de ballet, mas nunca lá tinha entrado até há uns meses, depois de a Inês - o rosto simpático à frente deste mundo de encantar - me ter enviado uma mensagem. Fui e, nessa altura, troquei meia dúzia de palavras com ela - nesse dia estava a decorrer um workshop - , e no ar ficou a promessa de lá voltar com mais tempo. Os meses foram passando e agora que o Natal se aproxima, pensei: "É a altura ideal para lá voltar!!!" E assim foi 😁

Aquela sensação de "nem sei por onde começar", invadiu-me assim que os meus olhos iniciaram a viagem pelo que está exposto. Fiquei encantada com um avião vermelho que lá está, com uma mesa antiga de escola, com um mini-cesto de pic-nic, com as bonecas de trapos, com os cavalinhos de pau, com um unicórnio, com as tendas, com as luzes envolvidas em bolas de algodão da Luminart ...e com um biombo ao fundo da loja que está um mimo.

Se eu tivesse filhos ou sobrinhos estava feita ao bife! Completamente. Mas não tenho, e os filhos e filhas das amigas já estão crescidinhos para este mundo de fantasia... snif! snif! Por isso, se ainda têm presentes de Natal, aniversário ou o que quer que seja passem por lá - e se se sentirem confusos, como eu, peçam ajuda à Inês, pois é a pessoa ideal para vos aconselhar.

Obrigada, Inês por este passeio ao teu mundo de encantar onde não há princesas de plástico nem príncipes loiros de sorriso sonso.

Este não é um post patrocinado.

Pano p'ra Mangas
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sábado, 26 de novembro de 2016

Festival da Batata Doce de Aljezur


A melhor batata doce do mundo é a de Aljezur! e ai de quem disser o contrário. Lembro-me de comer batata doce enquanto vivia em Londres e...não tinha nada a ver com a "nossa batata". E por ser a melhor das melhores, existe um festival em sua honra. Decorre neste fim de semana e quem quiser ainda o poderá visitar amanhã. Se vale a pena? Ora, eu e a minha "alma de feirante" dizem que sim. Ainda por cima a batata doce está na moda.

Antes, ainda de chegar ao recinto parei num mercado de produtores locais e perdi-me de amores por duas coisas: uns tamarilhos vermelhissimos e deliciosos vindos directamente de Monchique, que acabei por comprar e por umas colheres de pau feitas de madeira de zimbro, que me arrependo redondamente de não ter trazido uma ou duas 


(Nota: se alguém da região de Aljezur conhecer os artesãos cujas peças mostro nas fotos, por favor, enviem-me o contacto...Obrigada!)

O que é que se faz por lá? Bem, se não sairmos do recinto do festival, come-se! O quê? Batata doce, como é óbvio. Eu, gulosa confessa, não tive olhos - nem barriga - para tanto doce: pasteis de batata doce, folhados de batata doce, queques de batata doce, biscoitos de cenoura e batata doce, qualquer coisa de alfarroba e batata doce...Afinal, é o Festival da Batata Doce 😋


Também havia salgados, se bem que com batata doce pelo meio nunca é totalmente salgado: sopa, polvo no forno, açorda... e aqui o que me ficou, literalmente entalado, por não ter provado foram uns tacos que eram vendidos numa foodtruck que estava numa zona exterior à da restauração.


Também há artesanato, do verdadeiro! (como as cestas que este senhor estava a fazer...)

Pano p'ra Mangas
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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

O melhor presente: livros!


Imagem via Pinterest

Há quem odeie receber livros. Há quem nunca se lembre de os oferecer. Há quem nunca acerte. E por isso  eu prefiro que me ofereçam vales, pois como em muitas outras coisas sou esquisitinha à brava e são muito poucas as pessoas que acertam nos meus gostos de leitura - na realidade só há duas pessoas que quando me oferecem livros eu não tenho de ir a correr trocá-los!!! Com tudo isto acabo por ser sempre eu a comprar o que me apraz, sejam eles técnicos ou de lazer. 

E embora possa parecer contraditório, gosto de ter sempre um ou outro título na ponta da língua que recomendo e que, nalguns casos ofereço. O último que comprei para oferecer - e comprarei as vezes que me apetecer e achar conveniente - foi um que também tenho e adoro: O Ponto : as ilustrações e a história são maravilhosos!

Outras recomendações? Tudo o que venha dentro de sacos de organza, traga echarpes de oferta ou cujas iniciais dos autores sejam: MRP, PCF, NR, JG ou NS estão fora da minha lista - perdoem-me os mais sensíveis, mas há coisas que não dá! Mesmo! Vamos ao que interessa:

O Labirinto dos Espíritos, de Carlos Ruiz Zafón (apesar de já estar traduzido gostava de o ler em castelhano...numa próxima ida a Ayamonte, Huelva ou Sevilha talvez o traga comigo)

O Amante Japonês, de Isabel Allende (um romance de época que, como outros desta autora, deve ser maravilhoso)

A Terapia do Tricot, de Zélia Évora (deixem os comprimidos e comprem umas agulhas de tricot! Sim, o tricot é terapeutico, pois enquanto se está concentrado nas duas agulhas não há tempo para pensar noutras coisas)

Às 9 no Meu Livro, de Sofia C. Fernandes (um verdadeiro ponto de encontro de momentos felizes ao alcance de qualquer um de nós)

Cruz Credo, Bate na Madeira, de Andreia Vale (tenho o primeiro livro da Andreia e adoro!)
Só para terminar... Brunch, de Cláudia S. Villax (é que não podia faltar uma recomendação de coisas boas...ou isso não seria eu!)


Pano p'ra Mangas
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sábado, 12 de novembro de 2016

Brincar às bonecas: "mini me"


Sempre gostei de bonecas de tecido e tenho um prazer imenso em fazê-las. São bonecas de prateleira, é verdade, pois nenhum dos seus fios de cabelo resistiriam a umas mãozinhas pequeninas e ávidas de mexer em tudo, o que é próprio das crianças - até dos mais velhos, quanto mais dos pequenos... por isso quando ofereço as que faço tenho o cuidado que fiquem em mãos "conscientes". 
Das últimas que fiz, já há mais de um ano, restam-me apenas duas, ou melhor - uma e um :-) e na saudade de meter mãos na massa, comecei uma diferente na semana passada que só hoje dei por terminada. É uma "mini me" - agora que tenho um tutu de verdade já me posso dar ao luxo de fazer uma boneca com tutu e ter a presunção de dizer que sou eu.
No final teve direito a sessão fotográfica. Está parecida comigo, não está?


Pano p'ra Mangas
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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Das fragilidades: minhas e dos outros

Ausente daqui porque tenho andado por outros lados. Não, não desapareci. Ando pelo Instagram, pelo Facebook e por uma pilha de livros que se vão acumulando ao lado da minha cama: Ikigai, Inteligência Emocional, Ferramentas de Coaching, Marketing Digital 360 - estes são os títulos de cima... Depois leio ainda daqui e dali sobre os mais variados assuntos, pois o bicho curioso que há em mim não morre.



O que é que tenho aprendido disto? Tanta coisa...

Por exemplo sobre a fragilidade humana, e não falo da fragilidade física, mas sim da interior, da que habita a alma e preenche - ou não - o coração:
- a dificuldade em dizer "gosto muito de ti" e a dificuldade ainda maior de ouvir - ou ler - estas mesmas palavras, muitas vezes ditas sem quaisquer segundas intenções, tantas outras vezes recebidas com diferentes interpretações; as consequências? muitas vezes um buraco gigante entre quem diz e quem ouve.
- a dificuldade em pedir ajuda quando é o que mais se precisa naquele momento: ora bolas, até podemos ter um super-herói dentro de nós, mas há momentos em que a capa foi para a lavandaria e não temos o que vestir; e o aceitar ajuda? ui! isso é uma espada espetada no orgulho.
- a dificuldade em chorar - sim, em chorar: de alegria, de tristeza, de medo, ... porquê? porque "os fortes" não choram! continuamos a acreditar nisto, mesmo sabendo que as lágrimas lavam a alma e libertam o espírito
- a dificuldade em dizer que "não": porque parece mal, porque podemos ser julgados, porque ... , porque tanta coisa sem sentido; se é "não", é "não" e ninguém tem de levar a mal.
- a dificuldade em estar só sem sentir a corrusão que é a solidão - sim, é possível estar-se só sem se estar solitário; e quem diz estar só, diz estar acompanhado de gente, de ruído, de movimento que, de tão grande, disfarça e recusa a necessidade de recolhimento.
- a dificuldade em admitir os erros, mas só não erra quem nada faz... e se nada faz, também não tem a oportunidade de fazer o que está certo
- a dificuldade em ouvir; porquê? porque muitas vezes o que ouvimos é reflexo daquilo que sentimos, porque é difícil ouvir o que não queremos ouvir
- a dificuldade em abraçar - entrar na bolha do outro ou deixar que entrem na nossa não é fácil, mas o que custa é a primeira vez; há lá coisa melhor no mundo que o aconchego de um abraço verdadeiro?

Podia continuar quase até ao infinito, mas aí estaria eu a mostrar ainda mais as minhas frafilidades - sim, porque me revejo em  quase todas as que escrevi anteriormente. Fica o desafio: todos os dias trabalhar um pouco em nós para deitar por terra tudo aquilo que nos impede de sermos quem somos. É estranho? É! É fácil? Nem por isso! Causa estranhamento? Oh se causa, especialmente nos outros. Vale a pena! Vale, mais que não seja pela aprendizagem que tiramos dos nossos (novos) actos.

Pano p'ra Mangas
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domingo, 16 de outubro de 2016

Frio, eu não passo!


Se há alguém friorento neste terra, essa pessoa sou eu! Pijama, meias (sim, meias!), endredom e...a indispensável botija de água quente, Só me falta o gorro, as luvas e o cachecol, mas isso já seria um pouco demais.
Há dias estive a ver se a minha botija estava em condições para enfrentar mais um Inverno e quando olhei para ela...oh que tristeza! Tinha uma forra já tão velhinha e gasta que até dava vergonha, por isso hoje meti mãos à obra e fiz uma nova. Foi um pretexto para passar umas horas terapêuticas no atelier, onde não consigo pensar em mais nada, e que me serviram para aliviar uma semana difícil.


Primeiro tirei o molde em papel vegetal, ao qual acrescentei uma margem de aproximadamente 2,5cm - à primeira vista parece muito, mas na realidade não é. Os tecidos que usei não são quentes, pois servem apenas para proteger a botija para que não me queime, mas entre eles coloquei um pouco de enchimento apenas para dar textura. Optei por pespontar as três camadas para ao montar a bolsa não haver "derrapagens" nas costuras. Quase no final apliquei-lhe a letra mais bonita do alfabeto, no padrão igual ao forro e por trás cosi um botão, mas para decoração que por necessidade.


Ficou gira, não ficou?

Agora vou aquecer água, enchê-la e enfiar-me na cama até amanhã de manhã.
Bons sonhos!

Pano p'ra Mangas
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