quinta-feira, 28 de Agosto de 2014

Hostel 1878 - um edifício com história


No pátio interno, três datas estão marcadas a calçada portuguesa:
1878 - o ano em que este edifício foi inaugurado como Escola Normal Primária
1940 - a partir deste ano passou a funcionar aqui a Instituição de Protecção às Raparigas
2014 - o ano de inauguração do hostel - há apenas umas semanas.


Não há muito tempo passei aqui perto e foi uma agradável surpresa ver que este edifício estava a ser alvo de melhorias, depois de tantos anos ao abandono. Enquanto a minha avó foi viva, passava por ele muitas vezes, pois ela não morava muito longe dali e sempre me fascinou a sua arquitectura, especialmente as cantarias das janelas e portas - são realmente muito bonitas! Quando me apercebi que do edifício recuperado iria nascer um hostel, não hesitei, enviei uma mensagem e pedi para lá ir tirar umas fotografias. Assim foi. 
O dia estava quente e extremamente luminoso. A fachada é quase impossível de fotografar com os meios que tenho, e mesmo assim teria de pedir ajuda à PSP para que impedisse os carros de estacionar na estreita rua - não tenho poderes para isso, e como tal não aconteceu, mas eu não me deixei vencer e fiz o que pude: bit by bit! Fui extremamente bem recebida e tive direito a uma visita guiada por quase todos os recantos do hostel. Ainda há muito por fazer, mas do que está feito, posso dizer que está muito bonito (não me perguntem por detalhes de arquitectura ou património, pois não fui lá para julgar isso, até porque não percebo nada do assunto). Há pavimento de tábua corrida original,  há móveis antigos recuperados por tudo quanto é canto, as chaminés das cozinhas são lindas e armários embutidos na parede que não deixam ninguém indiferente, há uma mistura deliciosa de estilos que se completam.
Numa altura em que nascem hostels em Faro como se fossem cogumelos, este sem dúvida marca a diferença (a meu ver, a par com a Casa d'Alagoa, taambém instalado num edifício maravilhoso e sempre com iníciativas giríssimas). Resta-me desejar muito sucesso e parabenizar quem tomou a iniciativa de recuperar uma casa tão bonita.


... e a casa está tão acolhedora, que além de lotação esgotada, em poucos dias ganho uma nova amiga, esta linda gata já tomou conta do sítio como se fosse seu :-)

Pano p'ra Mangas

segunda-feira, 18 de Agosto de 2014

O paraíso é mesmo ali ao lado...

... e eu não me canso dele!


Por muitos anos que passem, por muitas marés que venham e vão, por muitos vendavais ou dias de sol que se abatam sobre esta ilha, eu não me canso dela. Mesmo! É algo inexplicável, um sentimento de amor que vai para além da paixão - e não, não estou a exagerar.
Recentemente escrevi este artigo, ao qual não troco uma única vírgula. Posso sim, acrescentar algumas coisas, mas como aqui as imagens valem mais que as palavras, deixo-vos com as fotografias que tirei no último sábado. Mesmo sendo o sábado mais povoado do ano, a praia estava assim...

Pano p'ra Mangas

quarta-feira, 13 de Agosto de 2014

A nova estrela das minhas fotos


Há uns meses resolvi soltar o meu bicho carpinteiro - literalmente! - e fiz uma base para usar nas minhas fotos. Na altura pedi ao meu pai que desmanchasse uma palete para eu re-utilizar as tábuas e eu fiz o resto. Mas desde aí que tinha vontade de fazer outra, só que pintada de branco. 
Ontem soltei novamente o bicho carpinteiro. Desta vez consegui fazer tudo, apenas com a ajuda de algumas preciosas ferramentas eléctricas: uma serra tico-tico e uma lixadeira. Cortei as paletes, pus as tábuas de molho no tanque, preguei-as, lixei-as e.... pintei-as! E ficou linda...
As minhas fotos ganharam uma nova amiga! Agora é só usar, e usar e usar :-)
 
Pano p'ra Mangas

segunda-feira, 11 de Agosto de 2014

Passeios domingueiros: Portimão


Portimão é daquelas cidades que sempre fez parte da minha vida. Em miúda ía lá com os meus avós fazer compras, pois o comércio era não só afamado como de boa qualidade (é daí que me recordo da Lanidor que SÓ vendia fios para tricotar), mais tarde dei aulas lá (e os sotaques de Alvor e Monchique colaram-se-me à pele num instante) e volta e meia estou lá caída, quer para um workshop, visitar amigos ou simplesmente passear.
Nestas voltas há sempre um sitio de visita obrigatória: o Restaurante Teresinha. Aqui servem os melhores escalopes de novilho do mundo e um pudim caseiro que, para os mais gulosos, só peca pelo tamanho (adoro o modo como é servido, ainda dentro da forma de aluminio caramelizada à moda antiga). Vou lá desde que me lembro como gente e é tão, mas tão reconfortante. É daqueles lugares simples, sem guardanapos de pano, nem vistas deslumbrantes - mas também não é preciso, pois tudo o resto está lá.
Ao final do dia, depois da Eucaristia na Igreja Matriz, onde fiquei boquiaberta com a a igreja a abarrotar num Sábado de Agosto (na realidade não é de admirar, pois o Pe. Mário é um iluminado que chega  à alma e ao coração das pessoas, dentro e fora do templo)  fui deliciar-me com um gelado no Pavilhão 1  (quase em frente ao "edifício Mabor") e que fiquei a conhecer pelas mãos da Sofia há cerca de um ano. Felizmente não havia fila! Estes gelados, que por serem de máquina podem criar alguma desconfiança a quem não os conhece, são maravilhosos...

Pano p'ra Mangas

sexta-feira, 8 de Agosto de 2014

Lifecooler: Ilha do Farol – um paraíso entre o mar e a terra

Não deve haver ano nenhum que não faça aqui um post sobre a minha praia preferida, a Ilha do Farol. Este ano não me fiquei pelo PpM e levei as minhas palavras à Lifecooler. Lá tenho um texto com sabor a memória e a água salgada colada à pele.


"São oito e um quarto da manhã e o sol já pica na pele enquanto aguardo pelo barco que me levará ao meu paraíso perdido (que não é assim tão perdido como tudo isso, mas eu gosto de ainda o pensar assim...). Quinze minutos depois as últimas pessoas embarcam, ouve-se o apito e as cordas largam o cais. Espera-me uma viagem de quase uma hora pela ria Formosa, entre bancos de areia e viveiros de marisco, onde a mestria de quem segura o leme consegue passar sem ficar encalhado – e às vezes acontece... Sabe bem sentir a brisa no rosto enquanto se avista as muralhas da cidade..." (continuar a ler aqui)

Pano p'ra Mangas

quarta-feira, 6 de Agosto de 2014

Library bags


A tarde começou com uma experiência que correu mal, mas como eu não sou de ficar aborrecida com estas coisas passei de imediato para outro projecto que estava por terminar: um library bag (ou saco de biblioteca, em português). Fiz quatro destes sacos, mas um deles não chegou a ser devidamente fotografado e como os queria colocar aqui ao mesmo tempo, tive de esperar por hoje para o fazer.
Deste modo são três os sacos disponíveis. Não me perguntem qual o meu favorito, pois são os três - por razões diferentes, especialmente razões de carácter afectivo - o mais óbvio é o que tem parte da planta de Londres, e está lá a rua onde vivi... 


Já escolheram o vosso? São únicos e irrepetíveis, por isso se quiserem reservar algum deles, já sabem, enviem-me um e-mail.
Os sacos (29cm x 33cm) são todos forrados, têm uma bolsa por fora, as alças são perfeitas para levar ao ombro (medem aproximadamente 62cm).


Curiosidade: esta parede onde está a "argola da mula", e que aparece com alguma frequência nas minhas fotos, é a mesma que na minha infância servia de suporte a brincadeiras como o "um, dois, três, macaquinho do chinês" ou o "mamã, dá licença?"...

Pano p'ra Mangas
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