terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Investir em 2019. Investir na vida


Este ano resolvi não fazer planos nem estabelecer objectivos para 2019. Aliás, eu tenho-os em modo rascunho, mas neste início de ano vou guardá-los para mim e para quem me está mais próximo. Desculpem-me os mais curiosos...


Contudo, isto não me impede de partilhar aqui um investimento que quero fazer, conscientemente, em 2019 e, inconscientemente, nos anos seguintes.



E que investimento é este? Tem a ver com consumo sustentável. Sim, eu sei que este é um tema que anda nas bocas do mundo, mas há pequenos gestos que podem fazer a diferença. Na família, a minha irmã é, sem dúvida, a "evangelizadora" da matéria: ela lê, ela informar-se e vai aos poucos incutindo melhores hábitos de consumo - digo melhores, porque nem todos são maus.



É um assunto que dá pano p'ra mangas pois é transversal a tudo o que é consumível, desde a água e luz aos cotonetes e pensos higiénicos e, especialmente, aos hábitos diários de consumo que temos.



Dar as mãos ao consumo consciente não é, por exemplo, pegar nas toalhas e lençóis que uso em casa e colocá-los de lado para ir comprar outros de algodão orgânico ou de algum material ecologicamente sustentável. Na minha modesta opinião, parece-me mais importante usar o que tenho até não poder mais e à medida que for necessário, substituir tendo em atenção os materiais e a sua origem.



E isto não é teoria... Dou-vos um exemplo. Há uns meses foi-me oferecida uma escova de dentes de bambu menos de uma semana depois de eu ter estreado uma "normal". Substitui logo? Não. Procedi à substituição apenas três meses depois. E a escova velha? Vai servir para usar nas limpezas. 



Não não me vou tornar freak nem fundamentalista, mas há pequenos gestos que ajudam, especialmente se os conseguirmos transformar em hábitos. E sim, de início dão trabalho e podem ser uma verdadeira guerra ao nosso comodismo.  Posso dar-vos alguns exemplos generalistas:



ROUPA.👗 E que tal pensar duas vezes antes de comprar? Irei mesmo vestir? Com que outras peças poderei combinar? E a relação qualidade-preço? A existência de uma fast-fashion é deveras tentadora e aquela ideia de ter um vestido para usar durante vinte anos é coisa do tempo das nossas avós.
Bom, bom seria fazer a minha própria roupa, mas ainda não estou - nem sei se alguma vez estarei - pronta para esse passo, além disso as experiências que já fiz sairam-me meio furadas 😂 Eu sou forreta, mas também sou vaidosa. E sim, visto o que compro até à exaustão! E quando deixo de vestir, se estiver em boas condições, dou a outra pessoa, o que não está em boas condições, recorto e serve para fazer trapos de limpeza, por exemplo.

AUTOMÓVEL.🚗 Acreditem que fazer uma vida normal aqui pelo meu Sul sem automóvel pode-se tornar uma verdadeira aventura. Em Lisboa, quando há greves nos transportes, parece que o mundo vai acabar, agora imaginem o que é viver sem esses mesmos transportes. É verdade, aqui são muito limitados, especialmente para quem tem horários a cumprir. Ainda assim, e pelo facto de as cidades serem pequenas, é possível estacionar o carro e ir a pé de uma ponta à outra. O mesmo acontecerá por este país fora, já que Portugal não é só Lisboa, Porto e Coimbra. 
Uma coisa é certa: desde há uns meses passei a andar mais a pé, passei a apreciar mais a minha cidade e ainda poupo em combustível.

SUPERMERCADO.🍐 Aqui é que a coisa se torna complicada, até porque a escolha é enorme e raramente se consegue comprar algo que não venha embalado em mil invólucros de plástico.o que faço, então? Por exemplo, compro fruta avulso e coloco-a no cesto. Na hora de pagar, levo-a dentro de um saco de pano (ou dentro da mala... 😂 que é grande!) A lista de compras também é importante, pois evita compras e desperdício desnecessários - nem é aquela coisa de ir para o supermercado com fome, é mais "ah, deixa cá experimentar isto" - e depois cai no esquecimento e ... lixo!
Quanto ao consumo de frutas e legumes tento, ainda, consumi-los dentro da sua época natural. E se de inverno me apetecer figos? Temos pena! Não como! Espero pelo verão, pois têm mais sabor e não custam os olhos da cara.
Na mala tenho (quase) sempre um saco de pano para levar as compras e quando não o encontro (é que a minha mala pode ser um poço sem fundo) uso a mala como saco 😃. 

PRODUTOS DE HIGIENE. 🛀 Ora aqui está algo ainda muito fresco e muito novo para mim, por isso ando em experiências: já não uso toalhitas desmaquilhantes, substitui o desmaquilhante e o tónico por óleo de amêndias doces e água das rosas, respectivamente e no dia em que a minha esponja de banho "falecer" vou começar a usar os tawashis da foto (que também têm outras utilidades, como por exemplo, lavar a loiça) e que me foram oferecidos. Quero também, experimentar o champô sólido - algo que desconhecia até há dias! -  e ver como é que o cabelo se comporta.

Como podem perceber, não são grandes mudanças de hábitos, mas se aos poucos incutirmos estas rotinas no nosso dia a dia, em pouco tempo adquiriremos novas e o que anteriormente teria sido um bicho de sete cabeças, passa a ser normal.


Pano p'ra Mangas


domingo, 25 de novembro de 2018

2019: quando é que ele chega?

Todos os anos deixo para a semana entre o Natal e o Ano Novo a compra de uma agenda para o ano seguinte. Este ano resolvi antecipar-me e adquirir já uma para 2019. Porquê? Porque, sinceramente, estou cansada deste ano... Mal posso esperar que 2018 chegue ao fim!

Não, não foi um ano mau. Mas também não foi um ano bom... Foi demasiado morno, sem momentos WOW que me ponham os olhos a brilhar. Olhem, não sei. Apetece-me virar esta página ASAP.

E movida por esta vontade de mudar de livro, fui na meca de uma agenda nova. Percorri os lugares do costume aqui em Faro e acabei por encontrar o que queria na FNAC do Forum Algarve. Estive indecisa entre uma agenda "normal" e uma outra "anormal" 😄, mas já que estou com apetites de mudança, optei pela "anormal".

E o que é uma agenda "anormal"? É uma bullet journal. Havia uma completamente em branco, apenas com as páginas ponteadas e havia esta do Mr. Wonderful. A diferença de preço entre as duas não era significativa e por esta já estar semi-orientada acabei por optar pela via mais prática - se tivesse adquirido a outra, de certeza que me cansaria e acabaria por ir comprar uma agenda "normal".

Tal como as outras agendas da marca, também esta traz um conjunto de autocolantes no final e como ainda tenho um montão das dos anos anteriores, fiquei com dezenas deles para colar e decorar os dias, tornando-os mais felizes. Contudo, se bem me conheço, vou optar por rabiscar pois tenho esta mania do "não usar para não gastar".

Já em casa, reuni as canetas de cor e comecei já a dar forma ao mês de Janeiro, afinal já tenho coisas a querer acontecer no início do ano. 

Quero encher esta agenda de momentos e experiências bonitas, sonhos concretizados, planos realizados, viagens - quem sabe!. Quero encher esta agenda do meu mundo pintado a cor-de-rosa, longe do cinzento e "cor de burro quando foge" que está a ser este ano.

 A Margarida agradece e, pelo que sei, há mais pessoas a querer ver 2018 bem longe, também!

Pano p'ra Mangas

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

This is the PLACE to be

Às vezes é necessário mudar. Porque sim. Porque não somos árvores. Porque a mudança é necessária. E para isso é preciso fazer escolhas: nem sempre fáceis, nem sempre de ânimo leve, contudo se a nossa consciência nos diz que é isso que devemos fazer, por que não? Eu sou uma pessoa de hábitos e por vezes é-me difícil mudá-los...

Pois é. Mudei de ginásio. Mudei de tipo de treino. Mudei muita coisa. Só não mudei - ainda - o equipamento eh eh eh 

E porquê? Porque achei que era hora de o fazer. Perdi a motivação para treinar durante o verão e o regresso à rotina estava a custar-me imenso. A mudança nada tem a ver com o ginásio que frequentava nem com os PTs. O "problema" estava dentro de mim e a única forma de o resolver foi mudar. Mais uma vez andei a pesquisar que outros ginásios haveria nas proximidades da minha casa e encontrei uns quantos. Fui ver um e pareceu-me que seria mais do mesmo e se eu me apetecia mudar não seria para algo igual. Depois fui ver o PLACE e fiquei interessada...

Dois dias depois da primeira visita fui fazer um treino experimental e três dias depois formalizei a inscrição.

De que é que gostei logo à primeira vista? Várias coisas:
- a simpatia com que fui recebida
- a clareza com que me explicaram o funcionamento do espaço
- a luz natural que banha toda a sala 
- a colaboração dos PTs em sala e a atenção que dão a quem está a treinar
- o tipo de pessoas que frequenta o ginásio (é que eu sou muito esquisitinha e se tivesse visto aquela malta do ferro tinha logo dado meia volta...)
- os treinos (em sala há dois tipos disponíveis aos quais são feitos ajustes e cada pessoa tem um plano que é prescrito após uma avaliação)
- o facto de ter uma nutricionista
- os sorrisos de toda a gente
O meu instinto disse-me que estava no sitio certo e em boa hora decidi dar o salto. Desde então tenho ido treinar quase todos os dias - really, Margarida? OS DEUSES ENLOUQUECERAM, DE VEZ! Sim, em vez de três vezes por semana, tenho ido cinco - já explico mais abaixo...

Já fiz a primeira avaliação física - sem comentários, pois o que tinha conquistado até Julho, destrui durante o verão - bastante completa e pormenorizada e já tenho o meu plano de treino, o qual vou alternando com treinos metabólicos. Neste momento o objectivo é perder massa gorda e redefinir as curvas da Serra do Caldeirão - podem não acreditar, mas até a cintura ficou em modo barril e ganhei um pneu Michelin que há muito não tinha 😒

Os treinos são muito diferentes daquilo a que estava habituada, mas tenho a certeza que o trabalho anterior serviu de base para este, especialmente a nível da resistência e de alguma autonomia, pois não tenho de pedir ajuda de cada vez que leio nomes como "squat com press de ombros" ou "lunge atrás com halteres" - só para dar uns exemplos... Os únicos aparelhos que uso são a passadeira, o remo e a bicicleta e os restantes exercícios são feitos apenas com o peso do corpo - na hora fico muito mais cansada e transpiro que nem uma louca, mas depois não fico tão dorida ao ponto de não me conseguir virar na cama, como às vezes acontecia. É caso para dizer: "uma hora de treino por dia não sabe o bem que lhe fazia" 😀

Os resultados virão com o tempo, o esforço e a dedicação. Neste momento recuperei o mais importante:  a MOTIVAÇÃO sem a qual não chegarei a lugar nenhum.

OBRIGADA a todos os que me acompanham nesta nova etapa de um caminho que já é longo. O meu mote é:

Não quero um corpo igual ao da fulana ou sicrana. 
Eu quero a melhor versão que o meu corpo pode ter.

Pano p'ra Mangas

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

MUJI: o Japão em Lisboa

A primeira vez que entrei numa loja da Muji foi em  Outubro de 2005, em Londres na Kings Rd.

"Eh, lá, Margarida, como é que te lembras disso?" - Por várias razões... Primeiro porque foi durante a a minha primeira ida a Londres e, segundo, porque foi impossível ficar alheio àquele mundo de caixas, caixinhas, cadernos, canetas e tantas outras minhoquices que são uma autêntica perdição.

Acho, até, que ainda tenho um porta cartões que comprei dessa vez. Já está meio desfeito, mas ainda cumpre o fim a que está destinado. 13 anos depois é dose!

Depois a loja abriu no Chiado e o acesso à Muji tornou-se muito mais fácil. Sou fã incondicional das canetas de gel de 0.35 e de 0.50 e dos cadernos de linhas finas e capas acastanhadas e não consigo ficar indiferente a todas as outras linhas, quer de casa quer de roupa. Sempre que lá vou trago alguma coisa... manias, sei lá!

Assim, foi com surpresa e alegria que recebi o convite para ir conhecer a colecção Outono/Inverno, cuja apresentação aconteceu no dia 24 de Outubro na loja da Rua do Carmo em Lisboa.

Sabem o que vos digo? Apetece dizer: "Embrulhe tudo e mande entregar em minha casa!" mas o que me apeteceu mesmo pedir para embrulhar foi o relógio de cuco... Eu sei que o relógio de cuco nos remete para o imaginário da Suiça, da Heidi e dos chocolates, mas as linhas direitas e limpas que estes apresentam só podiam vir do Japão.

Além do relógio tinha trazido também umas pantufas, um gorro e um tapa orelhas - tudo a pedir o frio de inverno que já se começa a fazer sentir.


A linha de cozinha também é maravilhosa: as taças, os acessórios para cozinhar, as loiças e os texteis. Agora, para os mais apressados, também há alguns pratos já semi-preparados. Esta não é bem a minha onda, mas quem for adepto, por que não experimentar? Eu tenho um prato de frango para provar, mas será para um dia em que não tiver mais nada que cozinhar - é aquela coisa do "despacha que é saboroso", até porque uma vez não são vezes, certo? 

Caso estejam por Lisboa e vão passear ao Chiado, passem pela Muji e deliciem-se. Pena tenho eu de não poder lá ir mais vezes...

Deliciem-se!

Créditos das imagens: Vânia Vargues, a mana!💗

Pano p'ra Mangas

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Favourite places: Valentina Hairstyle Beauty Space

Há uns dias, que é como quem diz, há umas semanas (como é que já passaram semanas...alguém me explica?) fui conhecer um espaço novo em Faro. Quando eu digo que a minha cidade se está a tornar cosmopolita, não estou a brincar😊 - ainda há muito por fazer, é verdade, mas mudar mentalidades não é uma tarefa fácil!

Entrar no Valentina Hairstyle Beauty Space é entrar num mundo encantado, sofisticado e de ficar - literalmente - de queixo caído. Sinceramente, a sensação que tive foi que estava numa qualquer capital europeia onde encontramos espaços e lojas como cá não há. Desculpem-me os fundamentalistas da nacionalidade que são contra estas modernices vindas de fora, mas quando algo é melhor que o que temos, há que admiti-lo sem nos armarmos em "portuguesinhos saloios".

A entrada é invulgar, pois é feita por uma loja, a Diesel; subimos ao primeiro andar e a sensação é "WOW, de onde é que isto saiu?" Depois do primeiro impacto, são os sorrisos e a simpatia da Valentina e da Inês que nos cativam. Este é um espaço enorme, aberto, e decorado com extremo bom gosto: desde as cores à escolha dos móveis é tudo giro! Mas mesmo, tudo! Como é que isto é possível? É! É possível e está em plena Baixa de Faro!

As minhas peças favoritas são o sofá amarelo, o SMILE na parede e a cadeira de barbeiro - Cavalheiros, não se inibam,  são bem-vindos e têm um espaço bem catita para barba e cabelo!. Ahhh, e o gira-discos, a mesa redonda, as cadeiras à volta, os baús, ... Se calhar não tenho peças favoritas porque gosto de todas. E o tecto? Ahhh, o tecto com as ripas de madeira à vista é qualquer coisa. A cereja no topo do bolo é a luz - tem uma luz incrível e impossível de dominar (pelo menos eu não consegui fazeê-lo com o telemóvel...)

Até aqui tudo ok. O espaço é lindo, mas e o resto? Os serviços lá prestados correspondem às expectativas criadas? Fui fazer o teste e a resposta é: SIM!!! (obviamente não fiz barba e cabelo  😆e também não saí de lá com uma tatuagem...)

Entreguei a minha farta cabeleira nas mãos da Valentina e dei-lhe carta branca, ou quase... pois se cortasse muito o cabelo, a minha professora de ballet era bem capaz de me dar um raspanete 😂(é o que dá armar-me em diva do palco com 44 anos 😎 ). Corte, pintura e umas madeixas mais claras apenas para iluminar o rosto. Corri o risco, é verdade, mas o resultado não podia ter sido melhor!

Partilhei algumas fotos e videos nas stories do Instagram e as reacções não se fizeram esperar. Recebi imensas mensagens queridas de quem por lá me segue repletas de elogios, os quais eu passo à artista, pois não tivesse sido ela não teria ficado assim.

Quem lá quiser ir recomendo que faça marcação para não ter de esperar, coisa que se acontecer não será tempo perdido, pois poderão tomar um café enquanto esperam (no tal sofá amarelo!) ou mesmo trabalhar - acreditem que o espaço é propício a isso, especialmente para quem é freelancer e não precisa de um lugar fixo para o fazer. Querem melhor? Uma massagem? Sim, também é possível e a querida Inês encarrega-se disso!

Pano p'ra Mangas
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