domingo, 19 de fevereiro de 2017

Como ganhar notoriedade no Instagram?


Quem é que neste mundo online não usa Instagram? Os utilizadores mais antigos reclamam de algumas alterações que têm vindo a ser feitas, mas certo é que continuam a fazer desta rede um poderoso meio de partilha de imagens - algumas instantâneas, outras mais compostas, outras que nos deixam a pensar "what the hell?" e outras - ainda - que nos fazem suspirar. Uma coisa é certa: independentemente da motivação e do tema o que queremos ver são imagens que despertem um momento WOW!

De entre as plataformas onde o PpM marca presença, o Instagram é, neste momento, aquela onde estou mais assídua. Não porque tenha já reunido uma grande quantidade de seguidores, mas porque é a de mais fácil partilha de imagens originais - não sou grande adepta dos reposts, confesso (deixo isso para as marcas que prtilham imagens dos seus seguidores). Se há dias que disparo e partilho, outros há que programo as fotos e se houvesse separadores para os temas acho que os ganhavam seriam:
- feet selfie: não é que tenha pés ou sapatos particularmente atraentes, mas aos meus pés encontro sempre, ou coloco, coisas giras que gosto de partilhar.
- the morning issue: sob este tema tenho duzentas e muitas imagens, produzidas pela manhã em poucos minutos e sempre com um elemento comum - o meu chá matinal.
- i have a crush for hearts: até pode enjoar, mas eu não enjoo - gosto de corações, pronto! há quem goste de gatos...
- ballet: ahhh as aulas, as sapatilhas...este mundo que descobri há quase um ano e meio que tem tanto de apaixonante como de desafiante.

Apesar da popularidade do Instagram não acho que seja muito fácil nem o crescimento da comunidade nem o engagement com a mesma, contudo há formas de o fazer sem recorrer a meios menos claros - como comprar followers sabe-se lá onde.  Tenho andado a ler sobre o assunto e a estudá-lo e ando a testar algumas técnicas no PpM, as quais quero partilhar convosco. Algumas são tão simples que ficamos a pensar: "como é que eu não pensei nisto antes?" 

São apenas quatro. Se quiserem leiam até ao fim, e nos comentários deixem as vossas ideias e experiências - afinal ninguém sabe tudo e todos aprendemos um pouco uns com os outros. Como dizem os ingleses: "sharing is caring"

1. Fotos: entre as dezenas, centenas ou milhares de contas que seguem, seleccionem entre uma a duas dúzias - para começar, não mais do que isso, pois a intenção é dar conta do recado - que sejam do vosso interesse e comecem não só por carregar no pequeno coração de like, mas também a deixar comentários relevantes e genuínos. Um simples "wow" ou "love it" irão quase de certeza perder-se entre centenas de outros iguais, por isso procurem acrescentar valor a essas pequenas frases. Ainda na questão dos comentários, ser o primeiro a comentar não vos irá servir de muito, pois quase de imediato esse comentário ficará perdido, desaparecerá - já repararam que quando um post passa no feed o comentário que se vê é o último que foi deixado? Pois é! Se a um conteúdo de valor se conseguir acrescentar o facto de ser o último comentário da lista é um xeque mate, pois as hipóteses de suscitar curiosidade nas pessoas é muito maior.

Exemplo: uma foto de um prato delicioso com um link para uma receita - experimentem primeiro a receita e depois regressem ao post para dar a vossa opinião e agradecer a partilha.

2. Presença: uma presença constante e regular é importante para quem está a construir uma comunidade. O Instagram alterou a ordem cronológica por um  algoritmo que dá prioridade aos posts com maior engagement e isso veio complicar a vida de quem é "verde" por lá. Pelo menos uma imagem por dia para criar um hábito e não se perder entre milhares de posts que nos passam pelos olhos e a horas a que os vossos seguidores estejam online.

Exemplo: confesso que até agora não segui nenhuma regra em particular, mas sei que se colocar uma imagem ou video entre as 8:30 e as 9:30 da manhã ou depois das 21:00 esse post terá mais visualizações. Os sábados à tarde são para esquecer, já os domingos à noite podem ser um sucesso.

3. Videos: com a introdução das Stories a possibilidade de partilhar videos multiplicou-se - aqui podem partilhar videos que ficam visíveis durante 24 horas e  colocá-los em formato de post, que fica "para sempre" no vosso feed. Os videos têm vindo a ganhar mais notoriedade e são uma forma de criar um maior engagement o que faz com que o algoritmo do Instagram os faça saltar para a ribalta com maior facilidade. Não tenham receio, experimentem, partilhem, vejam o que vos traz mais retorno.

Nota: nos videos sejam coerentes com o que partilham em imagem... tenho visto muitos nas Stories deitaram por terra a imagem que tinha de certos instagrammers - resultado? Unfollow! Eu sei que não é possível agradar a Gregos e Troianos e uma imagem fixa puxa-nos mais pela imaginação, mas também nos leva a criar imagens falsas de coisas e formas de viver que depois se revelam absurdas.

4. Hashtags e Tags: ou se amam ou se odeiam e o equilibrio é a razão para se conseguir sucesso. Não é o facto de um post ter duas mil hashtags - eu sei que estou a exagerar - vai ter mais sucesso. Às vezes basta meia dúzia para que o post sobressaia no meio de milhares - se por um lado não queremos uma que se perca na multidão, por outro não queremos uma tão exclusiva que não seja encontrada - é que o palheiro é grande e a agulha é quase impossível de descobrir. Procurem posts com hashtags semelhantes, incluam hashtags de comunidades onde possam incluir as vossas imagens e ganhar destaque e se se tratar de fotos de um evento ou de um local que frequentem incluam uma relativa ao mesmo, pois quase de certeza os organizadores do evento ou community managers dessas páginas vos irão encontrar e destacar nos seus próprios feeds. No caso de produtos, mencionem as marcas com uma tag - não gostariam que fizessem o mesmo convosco?

Exemplo: há uns meses marquei uma foto com uma das t-shirts que uso no ballet e com a marca das minhas sapatilhas de pontas; esta foi vista pela marca, a qual fez um repost o que gerou imenso tráfego não só para a mesma (até agora é o post mais comentado no seu feed) como para mim.

Chegaram aqui? Obrigada!
Agora fico a aguardar o vosso feedback 😊

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Pano p'ra Mangas
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domingo, 12 de fevereiro de 2017

SKYR: o iogurte islandês


A primeira vez que vi as pequenas embalagens brancas desta mais recente moda foi no tapete rolante da caixa do Lidl perto de minha casa. Uma rapariga, à minha frente na fila, levava duas e o rótulo da tampa com a palavra "proteína" chamou-me a atenção. Ainda não fazia a menor ideia do que aquilo era, mas fiquei intrigada e voltei no dia seguinte à procura das ditas embalagens. Assim que coloquei uma foto no IG, por um comentário feito pela minha querida Maria João, fiquei a saber que este era o hit do momento.  Fiz uma pequena pesquisa e verifiquei que anda meio mundo a falar deste iogurte que não é iogurte, mas que parece iogurte.

Pelo que se dizia, estava sempre esgotado, então resolvi procurar receitas para experimentar a fazer.

Ora, se a Bimby faz os mais variados iogurtes e queijos não haveria, também de fazer SKYR? Entrei em acção: escolhi uma receita que me pareceu razoável e adaptei-a. Ficou impecável! Para o meu paladar ficou ainda melhor que o de compra, pois tem um sabor menos ácido. Dessa primeira experiência fiz um vídeo que publiquei FB (link para o vídeo) e desde então já repeti a experiência duas vezes (a segunda saiu falhada, pois não acertei na temperatura e a terceira ficou fenomenal)

Como fazer? Super simples!

Ingredientes:
1 litro de leite magro do dia
1 colher de sopa de SKYR (sim, apenas uma colher de sopa!!!) 

Na imagem: a embalagem de SKYR comprada no Lidl e um tupperware com o que fiz na Bimby.

Colocar o leite no copo bem limpo e seco da Bimby e programar 15 min/90 graus/vel 2. O leite deve permanecer a 90º durante 10 minutos, por isso ponho mais 5 que, calculo, seja o tempo necessário para atingir essa temperatura. Desligar e deixar arrefecer até o painel da temperatura marcar 50 graus. Nesta altura adicionar a colher de SKYR e programar 5seg/vel5. 
Retirar o copo da Bimby e abafá-lo bem (por estar muito frio, abafo-o com uma manta polar e outra de lã por cima). Deixar repousar cerca de 15 a 18 horas. 
Passado este tempo, coloca-se a escorrer num passador (já experimentei com o cesto e não resulta bem) forrado com uma gaze. No final deverá ficar com cerca de meio litro de soro e 400gr de SKYR. 
Guardar no frigorífico. 
Segundo o que li, quer este skyr caseiro, quer o soro duram, no frigorífico cerca de 5 dias.

Nota: o SKYR que mostro nas fotos foi feito a partir da primeira dose que fiz e não do de compra 🙌

E o soro? Deita-se fora? Não! Com ele podem fazer pão ou adicionar a sumos ou smoothies.

Mas afinal, o que é o SKYR?
Este produto é originário da Islândia, onde é produzido há milhares de anos, e é feito a partir de leite magro. Chamam-lhe de iogurte dada a sua consistência, mas é - na realidade um queijo cremoso, ligeiramente ácido e muito saboroso. A grande diferença, relativamente aos anteriores é o facto de ser altamente proteico e ser, praticamente, isento de gordura.

Se tiverem oportunidade, provem-no - nem que seja para ficarem a saber a que sabe 😉

Pano p'ra Mangas
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domingo, 5 de fevereiro de 2017

SHARE ALGARVE - the day after!


Ainda no rescaldo do dia de ontem, não podia deixar este post para mais tarde.

Mais uma vez agradeço à Rita o convite e a confiança que depositou em mim para moderar, em inglês, o primeiro painel de discussão do dia dedicado ao tema: Content Marketing. Ao meu lado tive dois nomes sonantes: Susana Wichels e Greg Boegner que partilharam com a audiência a sua experiência em criar conteúdo de valor. Uma das conclusões a que se chegou foi que o sucesso não se mede só em cifrões - algo de que falei neste post.

Vinte e quatro horas depois do encerramento daquela que foi a Primeira Conferência de Marketing no Algarve - sim, a primeira, porque a do próximo ano já está a ser preparada - posso dizer que estão todos de PARABÉNS, especialmente a Rita Sampaio e o Jorge Cabaço, que souberem rodear-se de um conjunto de parceiros fenomenal, e que tiveram a ousadia e a coragem de por de pé este projecto que ultrapassou todas as expectativas. De início a ideia era de que conseguiriam atrair cerca de 100 pessoas para assistir ao evento, contudo a realidade extrapolou o sonho e, em sala, estiveram 300! Sim, TREZENTAS!!! É, ou não motivo de orgulho? De Norte a Sul e até do estrangeiro vieram participantes. Foi mesmo muito bom.

Cheguei cedo e durante a curta viagem até Vilamoura fui revendo mentalmente o meu plano - que na realidade não era fixo. Havia perguntas previamente delineadas e o que viesse depois estava dependente das respostas, da interacção e do mood com que a conversa fluisse. Na manga tinha apenas um ice-breaker inicial, que me parece ter resultado muito bem e fez com que não se notasse nem as minhas mãos transpiradas nem a voz trémula. Fluiu tão bem, ou tão mal que quando dei por mim já tinha ultrapassado o tempo previsto em cerca de dez minutos - e tínhamos ficado mais tempo "de conversa". Obrigada Susana! Obrigada Greg!

O resto do dia foi passado a assistir a palestras e outros paineis de discussão: uns mais interessantes que outros, uns mais técnicos que outros, contudo todos bons ou muito bons. Aprendi imenso, conheci pessoas de muito valor e com quem gostei muito de conversar e partilhar experiências deste mundo digital. Se posso partilhar os meus preferidos? Adorei ouvir a guru do Facebook, Ana Mendes, especialmente pelo cuidado que teve em preparar a sua apresentação: não foi uma apresentação standard que pode ser mostrada em qualquer parte do país, ou do mundo; foi antes, bastante personalizada e direccionada à realidade que é o Algarve. O meu painel favorito foi dedicado ao Storytelling, por todas as razões e mais alguma: escrita e imagem são dois assuntos que me são - muito - queridos.

Uma coisa é certa: no próximo ano quero lá estar outra vez, sendo convidada, ou não (wait... tenho de confessar que me encheu o coração de orgulho - e uma pontinha de vaidade -  ver o logo do PpM impresso na photowall 💓)

Daqui levo uma grande lição - o nosso mundo gira cada vez mais em torno do digital, do mobile, das apps mas nada substitui os cumprimentos mais ou menos formais, os sorrisos, o olho-no-olho, as reacções inesperadas, o impacto que umas pessoas sobre as outras.


Poderão perguntar: quanto é que eu ganhei por ali estar? Ganhei muito! Muito mesmo. Ganhei tanto que não se paga, pois o capital humano não tem preço.

PS: No meio de tanta agitação acabei por não tirar fotos decentes, mas assim que as oficiais - a cargo da ETIC -  começarem a circular, farei a partilha de algumas.

Pano p'ra Mangas
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

SHARE ALGARVE - A 1ª Conferência de Marketing Digital no Algarve


Aquela que é a 1ª Conferência de Marketing Digital no Algarve acontece já no próximo Sábado, em Vilamoura e eu estou a torcer para que seja um verdadeiro sucesso. Na realidade sei que o vai ser, pois se ao empenho da organização juntarmos o painel de convidados que lá estarão para falar desta (já não tão) nova realidade do Marketing Digital, este será o início de uma era.

Quem quiser consultar o programa poderá fazê-lo aqui e se tiverem dúvidas sobre quem são os oradores basta que vejam as suas bios ou pesquisem no Google - todos têm um curriculum invejável e muito, muito para partilhar com quem lá estiver.


Eu também vou lá estar. Não como oradora, felizmente!!!!, mas como moderadora de um painel  de influenciadores muito, muito interessante. A partir das dez da manhã estarei à conversa sobre "Content & Influencer Marketing"com a minha querida Susana Wichels e com os, ainda desconhecidos Greg Boegner e Fiona Butler. O desafio para participar foi-me lançado em Dezembro, ainda o projecto estava em formato embrionário e tem sido um prazer vê-lo crescer e tomar forma, por isso estou ansiosa que Sábado chegue, não só para ver o resultado de um esforço hercúleo por parte da organização mas também dar como superado este "sarilho" em que me meteram! Como se não bastasse, a conversa vai ser em Inglês - a minha eterrna mania das coisas difícieis, como se já não bastasse ter à frente uma plateia com mais de duzentas pessoas.


Durante o resto do dia vou ter a oportunidade de participar, como espectadora, e estarei atenta a todos os monstros, passando a expressão, do Marketing Digital. Confesso que tenho especial interesse em ouvir o guru do Linkedin Pedro Caramez e a estrela do Facebook Ana Mendes.

Embora eu não partilhe muito da minha vida profissional, e haja quem pense que passo a vida nas redes sociais por pura diversão, devo dizer-vos que não é bem assim... O Pano p'ra Mangas trouxe-me para este "admirável mundo novo" e movida pelo bichinho da curiosidade nunca mais daqui saí. E querem saber uma coisa? Dá trabalho! Muito trabalho e há dias em que gostava de ter um botão "desligar", contudo num mundo sempre em movimento em que é necessário criar, interagir e dar respostas esse botão tem uma avaria permanente e não há noites, fins-de-semana ou férias que o desligue - é necessário estar lá, onde "tudo" acontece. Apesar disto e, como diz o ditado: "quem corre por gosto não cansa!"

Obrigada, Rita pelo convite. Vou dar o meu melhor neste que é o meu primeiro desafio de 2017 - primeiro, porque já tenho outros na manga...

Até Sábado, então! Vemo-nos lá?

Pano p'ra Mangas
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Fotografia para bloggers

Na sequência do último post, achei que seria útil desconstruí-lo e abordar cada um dos itens, ou pelo menos os que me parecem mais importantes, quer do ponto de vista pessoal, quer do ponto de vista comercial - para quem quer fazer disto uma profissão.

Resolvi começar pela fotografia, pois é um assunto que me é querido. Já o disse mil e uma vezes, mas volto a repetir para que não haja mal entendidos: não sou fotógrafa, nem tenho qualquer ambição de o vir a ser, contudo sou uma consumidora ávida de fotografia, de imagem, de desenho, de tudo o que me prenda o olhar. 
Gosto de imagens bonitas, com luz, sem flashes nem filtros. 
Gosto de fotografar coisas. 
Não gosto de fotografar pessoas. 
Gosto do exercício de escolher objectos, flores, pedras, pequenos nadas e fazer uma composição - umas ficam melhores que outras, é verdade, mas só assim se consegue evoluir.
Gosto de observar o trabalho de alguns fotógrafos que tenho a sorte de ter como amigos e imaginar como terão conseguido este ou aquele resultado e depois "imito-os" para aprender - sim, a imitação faz parte do meu processo de aprendizagem, mas essas imagens são só minhas e estão guardadas a sete chaves. 

Mas vamos ao que interessa: as "regras" de uma leiga 😀
Há uns anos escrevi um post sobre este assunto e pouco tenho a acrescentar:

LUZ: o mais natural possível - quer no interior quer no exterior evito zonas escuras ou que tenham demasiadas sombras (a não ser que sejam necessárias para algum efeito); se fotografar na rua prefiro a luz do início da manhã ou do final do dia, por serem mais ténues e não "roubarem" cor aos objectos.

PERSPECTIVA: felizmente já não estamos dependentes dos rolos em que as fotos eram contadas e podemos, assim, experimentar diversos ângulos; com a experiência e a sensibilidade que se ganha, começa-se a perceber quais os ângulos que resultam melhor e se, de início, era capaz de tirar umas dezenas de fotos para aproveitar duas ou três, actualmente tiro meia dúzia e fico com as que necessito. Insistir. Persistir. Nunca desistir.

FUNDO: cenários pouco ruidosos funcionam sempre bem - less is more, verdade? Mais uma vez, aqui a sensibilidade e o bom senso imperam sobre tudo o resto, mas o tempo e o olhar também são mestres; gosto de ter à mão uma boa selecção de objectos que ponho e tiro até me parecer bem - livros, tijelas, canetas, molas de roupa de madeira, carimbos, letras, copos e bocados de tecido...  tudo depende do foco. Tento não misturar alhos com bugalhos e encontrar algo em comum que crie uma linha entre tudo, que pode ser a cor, o tema, ... (nota: se estiverem a dar ênfase a uma mesa, por exemplo, tenham atenção à posição dos talheres, ok? eheheh)

EDIÇÃO: na minha modesta opinião, quantos menos - ou nenhuns! - filtros as fotos tiverem, melhor; no computador edito as minhas com uma versão já antiga do Lightroom e "apenas" mexo na luz, na temperatura, nas sombras, nos claros e nos escuros; uso muitas vezes a opção de "crop", para eliminar o que não é necessário; no iPad uso essencialmente duas aplicações: Snapseed e Over

VIDEO: para a produção/edição de video uso o editor do Youtube ou o Flipagram - obviamente que se pudesse pagar a alguém que me fizesse isto, o faria...

FINGER SKETCHING: aqueles rabiscos que partilho por ondas faço-os no iPad, com os dedos em várias aplicações. Já usei o Bamboo, o Paper 53 e agora estou a usar o Sketches

BANCOS DE IMAGENS: também é uma hipótese, mas mais impessoal... para imagens gratuitas recorro ao Pixabay (embora haja outros este tem um bom leque fotografias para quase todos os gostos)

O que é que eu uso para fotografar? Comecei com uma câmara compacta e há uns anos fiz um upgrade para uma DSLR, onde quase sempre tenho uma lente de 50mm 1.8. Quando estou em modo "preguiça" fotografo tudo em modo automático sem flash (oopppsss, isto não era para dizer!) ou se estou com tempo e paciência vario entre o modo Manual e o AV. Desde que tenho o iPad, a máquina fica muitas vezes em casa e é ele o meu aliado.

Imagens bonitas captam mais a atenção, daí serem uma mais valia num blog, por isso escolham-nas bem e dêem-lhes nomes, pois essa é uma forma mais fácil de serem encontradas pelos motores de busca. 

Por ora não me lembro de mais nada importante, mas se tiverem algumas questões que achem que eu sei, ou posso, responder, deixem-nas nos comentários ou enviem-me um e-mail.

Pano p'ra Mangas
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domingo, 22 de janeiro de 2017

Como ganhar dinheiro com o blog?

Boa pergunta, não é? Melhor seria se eu tivesse a resposta 😉Pois é, não tenho a resposta objectiva, mas tenho algumas ideias - que não são minhas, mas sim fruto do que vou lendo  e observando por aqui e por aí - as quais colocadas em prática dão, de certeza, bons resultados.
No final do texto falo-vos um pouco da minha experiência, por isso  a partir daqui têm duas opções:
1) ou saltam para o final e matam a curiosidade, ou
2) lêem o texto todo e, quiçá têm algum insight

Eu tenho a teoria de que a Pipoca Mais Doce está para a blogosfera portuguesa como o Cristiano Ronaldo está para o futebol: ou se ama, ou se odeia, ganham dinheiro mas também têm contas para pagar, são coerentes naquilo que fazem e sabem bem o que estão a fazer. Verdade ou mentira? E também tenho a teoria que qualquer blogger em início de carreira quer ser uma Pipoca, tal como qualquer miúdo sonha em ser o próximo Cristiano. 

Ninguém é insubstituível, como tal um dia destes aparecerá alguém que destronará os reis, pondo fim à sua dinastia e iniciando outra. Querem o trono? Aqui ficam algumas dicas para lá chegar.

Escrever bem, sem erros ("Elementar, meu caro Watson!", diria Sherlock Holmes) e encontrar o seu próprio tom - nem sempre isto é fácil, mas se se escrever numa linguagem que a maioria entenda já é um bom princípio. Para quê fazer uso de vocabulário rebuscado, frases que de tão eruditas se tornam vazias só para se parecer culto? É que entre o "parecer culto" e o "ser-se ridículo" existe apenas uma vírgula de distância. O mesmo se aplica a uma linguagem brejeira e vulgar - não há necessidade! Deixem lá os palavrões para despejar durante os engarrafamentos, ou aquando de uma manobra esperta no meio do trânsito. No que diz respeito aos erros, aconselho a leitura deste post da Elsa Fernandes. E atenção, não confundir erro com gralha - são duas coisas completamente diferentes (quem é que nunca detectou um erro e foi, de imediato, ver a proximidade das letras no teclado para verificar a gravidade do mesmo?)

Ilustrar os textos com imagens (fotografias e/ou ilustrações ou até vídeos) bonitas, adequadas e, de preferência próprias - vejam isto como uma oportunidade de melhorar os vossos dotes fotográficos, de educar o sentido de estética, de arriscar, fazer mal e melhorar. Não têm uma máquina que considerem XPTO? Não faz mal... façam o melhor que puderem com a que tiverem - que o material não seja um pretexto para a inércia. Se não tiverem mesmo jeito nenhum e usem fotografias de outras pessoas, por favor, dêem nome aos fotógrafos, pois as imagens não cairam do céu e alguém mais ou menos especializado teve de trabalhar para as conseguir.

Ser coerente naquilo que se diz - se eu hoje digo que adoro amarelo, amanhã não posso escrever um post a dizer que odeio, certo? Pode não parecer, mas há quem esteja atento a estes detalhes e há - ainda - quem se dê ao trabalho de revirar o histórico dos blogs à procura de falhas destas apenas para apontar o dedo. Podem não acreditar, mas no meio de muita gente boa, ainda há quem não tenha vida própria e passe a pente fino a vida alheia só para falar mal.

Deixar a alma falar e não lavar roupa suja (a não ser que consigam uma parceria com alguma marca de detergente) - independentemente do tema, ou temas, abordados no blog, escrevam com a alma: toda a gente sabe escrever, e se ao início as dificuldades podem ser grandes, com o fluir do tempo o processo torna-se natural e, garanto-vos, serve muitas vezes como catalisador de um dia difícil - é como se todo o mal saísse pelas pontas dos dedos.

Construir uma comunidade - hoje em dia, além das plataformas onde podemos ter um blog, há uma vasta quantidade de redes sociais onde marcar presença, contudo será que vale a pena ter conta aberta em cada uma delas? Há quem diga que sim. Eu acho que não. Alimentar o blog e as redes é um trabalho exaustivo, time consuming,... até porque não basta atirar para o ar posts e "já está!"; é necessário responder a comentários, interagir com os leitores que vão chegando. Temos de estar presentes, não basta enviar o link através de um daqueles sites que fazem postagens automáticas... isso não é criar uma comunidade, isso é o mesmo que pegar num megafone e ir para a rua gritar - correndo o risco de alguém chamar a emergência psiquiátrica. Escolham as que vos façam mais sentido de acordo com o público que querem alcançar e estejam, verdadeiramente, presentes.

Registar os números - esta é a parte mais chata, mas para quem quer ser a full time blogger é essencial 👀, pois as empresas ou agências (ex: Blog Agency,  Blogs Portugal, WeCanFly ou a Milenar),  que abordarem, ou por quem forem abordados, vão estar de olho nisto: número de seguidores, número de visitas, taxa de crescimento, etc e tal ... é que no fundo o que conta são os números, que é como quem diz, os cifrões! Como diz João César das Neves: "Não há almoços grátis!"

Ter à mão cartões de visita - um cartão bonito pode ser uma porta aberta para um mundo maior e não requer assim um investimento tão grande como tudo isso. Há sites como o moo onde podem criar os cartões a partir de imagens vossas, frases ou o que vos apetecer. Quanto a isto apenas tenho duas recomendações: a) que o cartão seja coerente com o conteúdo do blog e b) escolham um tamanho que caiba facilmente numa carteira standard.

Construir um press kit - construir um quê? Isso mesmo, um press kit, isto é um documento que contenha informações essenciais sobre vós e sobre o vosso blog. Não sabem como fazê-lo? No Pinterest há dezenas, para não dizer centenas, de ideias - mas não as copiem, criem-no à vossa imagem, sejam originais.

Por último, ir à luta neste circo de feras: estabelecer parcerias, contactar as marcas, ser tão bom que se dá nas vistas, chamar a atenção de quem interessa, ouvir muitos nãos e ter sempre esperança no sim. A sorte também se constrói! 

At last but not the least:
Quanto é que eu ganho com o blog? Em cifrões? Mais ou menos zero (mais ou menos, porque de cada vez que alguém faz compras na Wook através do meu blog eu acumulo uns cêntimos na minha conta de afiliada e de muitos em muitos meses dou-me ao luxo de encomendar um livro sem ter de o pagar) Em presentes? Contam-se pelos dedos de uma mão os presentes recebidos ao longo dos anos. Em notoriedade? Não faço a mínima ideia. Em reconhecimento? Também não, embora às vezes sinta alguns olhos em cima de mim - e eu acho sempre que tenho alguma peça de roupa pelo avesso ou que está algo errado comigo. E porquê? Porque na realidade nunca me dei ao trabalho e porque gosto de escrever sobre o que me apetece quando me apetece, muitas vezes pelo puro prazer de escrever - também o faço em papel! Por outro lado o blog levou-me a outros mundos, deu-me a conhecer pessoas que hoje fazem parte do meu restrito grupo de amigos e tenho a certeza que ainda colherei daqui muitos e bons frutos - nem tudo na vida se traduz numa conta bancária recheada.

Pano p'ra Mangas
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domingo, 8 de janeiro de 2017

Bolachas de chocolate negro com pistácios e flor de sal


A primeira vez que fiz estas bolachas foi logo a seguir ao Natal para oferecer a uns amigos. Não duraram muito tempo... Na sexta feira voltei a repeti-las, com uma pequena variação, e também desapareceram num ápice 😉 

O que é que têm de especial? O facto de serem salpicadas com sal antes de irem ao forno confere-lhes um sabor único que, em primeiro lugar pode causar estranhamento, mas que misturado com o doce do chocolate é simplesmente divinal!

Já não sei de onde tirei a receita para partilhar o link aqui, mas como não a segui à risca aqui fica a minha versão. Bom apetite!

2 chávenas de chocolate negro em pepitas ou cortado aos bocadinhos (eu optei por comprar em barra e cortá-lo com uma faca)
2 colheres de sopa de manteiga sem sal
2 ovos
1/2 chávena de açúcar
1/3 de chávena de farinha (optei por fazer com maizena de forma a que não tivessem glúten)
1 colher de chá de fermento
1/2 chávena de pistácios sem casca picados
flor de sal q.b.

Derreter 1 chávena e 1/2 de chocolate com a manteiga e reservar. 
Bater os ovos com o açúcar até obter uma massa esbranquiçada e fofa.
Sem parar de bater adicionar a mistura de chocolate e manteiga  e por fim envolver a farinha e o fermento.
Sem bater, juntar o restante chocolate e os pistácios e envolver bem, de forma a que fiquem bem distribuídos na massa.
Com uma colher de sopa formar pequenas bolas sobre um tabuleiro forrado com papel vegetal. Salpicar com flor de sal.
Levar ao forno pré-aquecido a 180º. Assim que a superfície começar a ficar com um aspecto de cozida, retirar do forno - este processo pode levar entre 7 a 10 minutos consoante o forno.

At last but not the least: lembrem-se de juntar aquele ingrediente especial e que não pode ser medido em quantidades - pozinhos de perlim-pim-pim 💓

Pano p'ra Mangas
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