quarta-feira, 7 de novembro de 2018

This is the PLACE to be

Às vezes é necessário mudar. Porque sim. Porque não somos árvores. Porque a mudança é necessária. E para isso é preciso fazer escolhas: nem sempre fáceis, nem sempre de ânimo leve, contudo se a nossa consciência nos diz que é isso que devemos fazer, por que não? Eu sou uma pessoa de hábitos e por vezes é-me difícil mudá-los...

Pois é. Mudei de ginásio. Mudei de tipo de treino. Mudei muita coisa. Só não mudei - ainda - o equipamento eh eh eh 

E porquê? Porque achei que era hora de o fazer. Perdi a motivação para treinar durante o verão e o regresso à rotina estava a custar-me imenso. A mudança nada tem a ver com o ginásio que frequentava nem com os PTs. O "problema" estava dentro de mim e a única forma de o resolver foi mudar. Mais uma vez andei a pesquisar que outros ginásios haveria nas proximidades da minha casa e encontrei uns quantos. Fui ver um e pareceu-me que seria mais do mesmo e se eu me apetecia mudar não seria para algo igual. Depois fui ver o PLACE e fiquei interessada...

Dois dias depois da primeira visita fui fazer um treino experimental e três dias depois formalizei a inscrição.

De que é que gostei logo à primeira vista? Várias coisas:
- a simpatia com que fui recebida
- a clareza com que me explicaram o funcionamento do espaço
- a luz natural que banha toda a sala 
- a colaboração dos PTs em sala e a atenção que dão a quem está a treinar
- o tipo de pessoas que frequenta o ginásio (é que eu sou muito esquisitinha e se tivesse visto aquela malta do ferro tinha logo dado meia volta...)
- os treinos (em sala há dois tipos disponíveis aos quais são feitos ajustes e cada pessoa tem um plano que é prescrito após uma avaliação)
- o facto de ter uma nutricionista
- os sorrisos de toda a gente
O meu instinto disse-me que estava no sitio certo e em boa hora decidi dar o salto. Desde então tenho ido treinar quase todos os dias - really, Margarida? OS DEUSES ENLOUQUECERAM, DE VEZ! Sim, em vez de três vezes por semana, tenho ido cinco - já explico mais abaixo...

Já fiz a primeira avaliação física - sem comentários, pois o que tinha conquistado até Julho, destrui durante o verão - bastante completa e pormenorizada e já tenho o meu plano de treino, o qual vou alternando com treinos metabólicos. Neste momento o objectivo é perder massa gorda e redefinir as curvas da Serra do Caldeirão - podem não acreditar, mas até a cintura ficou em modo barril e ganhei um pneu Michelin que há muito não tinha 😒

Os treinos são muito diferentes daquilo a que estava habituada, mas tenho a certeza que o trabalho anterior serviu de base para este, especialmente a nível da resistência e de alguma autonomia, pois não tenho de pedir ajuda de cada vez que leio nomes como "squat com press de ombros" ou "lunge atrás com halteres" - só para dar uns exemplos... Os únicos aparelhos que uso são a passadeira, o remo e a bicicleta e os restantes exercícios são feitos apenas com o peso do corpo - na hora fico muito mais cansada e transpiro que nem uma louca, mas depois não fico tão dorida ao ponto de não me conseguir virar na cama, como às vezes acontecia. É caso para dizer: "uma hora de treino por dia não sabe o bem que lhe fazia" 😀

Os resultados virão com o tempo, o esforço e a dedicação. Neste momento recuperei o mais importante:  a MOTIVAÇÃO sem a qual não chegarei a lugar nenhum.

OBRIGADA a todos os que me acompanham nesta nova etapa de um caminho que já é longo. O meu mote é:

Não quero um corpo igual ao da fulana ou sicrana. 
Eu quero a melhor versão que o meu corpo pode ter.

Pano p'ra Mangas

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

MUJI: o Japão em Lisboa

A primeira vez que entrei numa loja da Muji foi em  Outubro de 2005, em Londres na Kings Rd.

"Eh, lá, Margarida, como é que te lembras disso?" - Por várias razões... Primeiro porque foi durante a a minha primeira ida a Londres e, segundo, porque foi impossível ficar alheio àquele mundo de caixas, caixinhas, cadernos, canetas e tantas outras minhoquices que são uma autêntica perdição.

Acho, até, que ainda tenho um porta cartões que comprei dessa vez. Já está meio desfeito, mas ainda cumpre o fim a que está destinado. 13 anos depois é dose!

Depois a loja abriu no Chiado e o acesso à Muji tornou-se muito mais fácil. Sou fã incondicional das canetas de gel de 0.35 e de 0.50 e dos cadernos de linhas finas e capas acastanhadas e não consigo ficar indiferente a todas as outras linhas, quer de casa quer de roupa. Sempre que lá vou trago alguma coisa... manias, sei lá!

Assim, foi com surpresa e alegria que recebi o convite para ir conhecer a colecção Outono/Inverno, cuja apresentação aconteceu no dia 24 de Outubro na loja da Rua do Carmo em Lisboa.

Sabem o que vos digo? Apetece dizer: "Embrulhe tudo e mande entregar em minha casa!" mas o que me apeteceu mesmo pedir para embrulhar foi o relógio de cuco... Eu sei que o relógio de cuco nos remete para o imaginário da Suiça, da Heidi e dos chocolates, mas as linhas direitas e limpas que estes apresentam só podiam vir do Japão.

Além do relógio tinha trazido também umas pantufas, um gorro e um tapa orelhas - tudo a pedir o frio de inverno que já se começa a fazer sentir.


A linha de cozinha também é maravilhosa: as taças, os acessórios para cozinhar, as loiças e os texteis. Agora, para os mais apressados, também há alguns pratos já semi-preparados. Esta não é bem a minha onda, mas quem for adepto, por que não experimentar? Eu tenho um prato de frango para provar, mas será para um dia em que não tiver mais nada que cozinhar - é aquela coisa do "despacha que é saboroso", até porque uma vez não são vezes, certo? 

Caso estejam por Lisboa e vão passear ao Chiado, passem pela Muji e deliciem-se. Pena tenho eu de não poder lá ir mais vezes...

Deliciem-se!

Créditos das imagens: Vânia Vargues, a mana!💗

Pano p'ra Mangas

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Favourite places: Valentina Hairstyle Beauty Space

Há uns dias, que é como quem diz, há umas semanas (como é que já passaram semanas...alguém me explica?) fui conhecer um espaço novo em Faro. Quando eu digo que a minha cidade se está a tornar cosmopolita, não estou a brincar😊 - ainda há muito por fazer, é verdade, mas mudar mentalidades não é uma tarefa fácil!

Entrar no Valentina Hairstyle Beauty Space é entrar num mundo encantado, sofisticado e de ficar - literalmente - de queixo caído. Sinceramente, a sensação que tive foi que estava numa qualquer capital europeia onde encontramos espaços e lojas como cá não há. Desculpem-me os fundamentalistas da nacionalidade que são contra estas modernices vindas de fora, mas quando algo é melhor que o que temos, há que admiti-lo sem nos armarmos em "portuguesinhos saloios".

A entrada é invulgar, pois é feita por uma loja, a Diesel; subimos ao primeiro andar e a sensação é "WOW, de onde é que isto saiu?" Depois do primeiro impacto, são os sorrisos e a simpatia da Valentina e da Inês que nos cativam. Este é um espaço enorme, aberto, e decorado com extremo bom gosto: desde as cores à escolha dos móveis é tudo giro! Mas mesmo, tudo! Como é que isto é possível? É! É possível e está em plena Baixa de Faro!

As minhas peças favoritas são o sofá amarelo, o SMILE na parede e a cadeira de barbeiro - Cavalheiros, não se inibam,  são bem-vindos e têm um espaço bem catita para barba e cabelo!. Ahhh, e o gira-discos, a mesa redonda, as cadeiras à volta, os baús, ... Se calhar não tenho peças favoritas porque gosto de todas. E o tecto? Ahhh, o tecto com as ripas de madeira à vista é qualquer coisa. A cereja no topo do bolo é a luz - tem uma luz incrível e impossível de dominar (pelo menos eu não consegui fazeê-lo com o telemóvel...)

Até aqui tudo ok. O espaço é lindo, mas e o resto? Os serviços lá prestados correspondem às expectativas criadas? Fui fazer o teste e a resposta é: SIM!!! (obviamente não fiz barba e cabelo  😆e também não saí de lá com uma tatuagem...)

Entreguei a minha farta cabeleira nas mãos da Valentina e dei-lhe carta branca, ou quase... pois se cortasse muito o cabelo, a minha professora de ballet era bem capaz de me dar um raspanete 😂(é o que dá armar-me em diva do palco com 44 anos 😎 ). Corte, pintura e umas madeixas mais claras apenas para iluminar o rosto. Corri o risco, é verdade, mas o resultado não podia ter sido melhor!

Partilhei algumas fotos e videos nas stories do Instagram e as reacções não se fizeram esperar. Recebi imensas mensagens queridas de quem por lá me segue repletas de elogios, os quais eu passo à artista, pois não tivesse sido ela não teria ficado assim.

Quem lá quiser ir recomendo que faça marcação para não ter de esperar, coisa que se acontecer não será tempo perdido, pois poderão tomar um café enquanto esperam (no tal sofá amarelo!) ou mesmo trabalhar - acreditem que o espaço é propício a isso, especialmente para quem é freelancer e não precisa de um lugar fixo para o fazer. Querem melhor? Uma massagem? Sim, também é possível e a querida Inês encarrega-se disso!

Pano p'ra Mangas

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

"Aceita-te tal como és!"

Hummm, por aqui há tanto para dizer...mas o que quero partilhar convosco é uma opinião muito pessoal - que com certeza não é só minha, afinal great minds think alike eheheh Esta moda do Aceita-te tal como és, não passa de uma grande ratoeira veiculada pelos media, sobretudo pelas redes sociais. 

"Bateste com a cabeça, Margarida?" Não, não bati! Mas podem bater-me à vontade. Contudo, convido-vos a pensar comigo.

Até há uns anos imperava o culto da magreza. Certo? São tantas as histórias de raparigas que, para serem magras, cometiam verdadeiros crimes com o seu corpo e com a sua mente. Não precisam que vos vá buscar relatos de anorexia ou bulimia - isto só para falar nas doenças mais conhecidas - pois não?

Coitadas das gordinhas. E estou a usar um diminutivo num eufemismo irónico porque quem tem peso a mais não se sente gordinho. Sente-se gordo, obeso, um elefante ou uma baleia. Infelizmente é assim, e eu sei do que falo. As gordinhas riem-se, são divertidas, são fofinhas e são as queridas, as amigas, as melhores pessoas do mundo. Mas serão mesmo? Serão mesmo tudo isto? Ou serão assim para esconder alguma frustração? Tantas vezes que se riem para não chorar, tantas vezes que são as amigas quando, na realidade queriam ser as namoradas, tantas vezes que são queridas só pelo medo da rejeição...  E não vou eu aqui falar no que respeita a ofertas/entrevistas de emprego: "dois palmos de cara e meio palmo de rabo" ainda prevalecem sobre o factor "dois dedos de testa". Enfim...

Continuemos...

Depois de polémicas com modelos que desmaiaram em desfiles ou que chegaram a cometer suicídio, a industria da moda veio dar algumas tréguas a este culto da magreza. Nas campanhas publicitárias começam a aparecer corpos "normais" e algumas marcas de roupa voltaram a fabricar números decentes. Pessoalmente, adoro as campanhas da Dove que, mesmo assim me deixam a pensar, e já explico porquê.

Surgem, também, livros que prometem perdas de peso fantásticas segundo métodos mais ou menos fiáveis. E não são um nem dois. São às dezenas! Basta ir a uma livraria e passar pela secção de saúde e bem-estar. Por um lado é fantástico, pois um livro custa menos que muitas consultas num especialista; por outro pode ser um risco para a saúde de quem cumpre todos os itens das dietas universais. A par dos livros aparece a moda desenfreada dos ginásios, do ser fit, de ter um six pack bem definido e uns glúteos bem tonificados - acham que não? Basta fazer contas ao número de cadeias de ginásios que surgiu nos últimos anos...são mais que as mães! Nem os vídeos da Jane Fonda lhes fazem frente!!!!

Até aqui tudo bem. Estamos a trabalhar para uma população mais saudável, menos sedentária e com hábitos que, com certeza lhe trará mais anos de vida. Há quem consiga atingir os objectivos e há quem - por mais de milhentas razões - não chegue nem perto. E não se trata de falta de vontade ou empenho, pois às vezes há questões de saúde que não permitem que isso aconteça.

E é aqui que surge a ratoeira da aceitação... 

Nas redes sociais, em particular o Instagram que vive da imagem, surgem mulheres - vou só falar das mulheres, ok? - que exibem gordura, celulite, marcas (naturais ou não), flacidez num quase grito de liberdade onde se lê "Eu sou assim. Eu também tenho celulite. E depois? Aceito-me como sou!"

E atrás destas surgem outras, e outras e mais outras... 

Pois... Mas será assim mesmo? Confesso que tenho alguma dificuldade em acreditar. Até podem ser tentativas de aceitação, mas lá no íntimo o que estarão a pensar estas mulheres? No momento em que publicam a foto até podem gostar daquela casca de laranja que mais parece um laranjal, mas e no minuto seguinte? Ninguém se aceita a 100% o tempo inteiro! 

Por outro lado há quem esteja a ser devorado por estas imagens. E muitas ficarão a pensar: " Eu também sou assim. Eu também tenho aquela celulite. Eu também me deveria aceitar como sou! Mas como, se eu não gosto do que vejo? Se eu não gosto do meu corpo? Ahhh, espera...eu tenho muito mais celulite! É por isso." Mentira... às vezes não se tem... O espelho é um traidor e o cérebro é o seu maior cúmplice - ou vice-versa.

Aqui entramos num ciclo semelhante ao que já mencionei anteriormente, o ciclo da frustração. A verdade é esta: a galinha da vizinha é sempre melhor que a minha! E não se trata de inveja, mas sim de uma incapacidade enorme que temos de sermos felizes com o que somos numa proporção de 100/100.

A verdade é que o Tico e o Teco andam em permanente luta pela posse da avelã e nenhum deles sai vencedor. Por um lado "Aceito-me como sou!" e por outro "5 exercícios para perder a barriga em 20 dias" ou "perca 6kg em 4 semanas". E nem vou comentar a capa de uma das últimas edições da Cosmopolitan UK...

Aceita-te tal como és, mas se queres e podes ser mais, faz por isso. Não encolhas os ombros a algo que não te deixa feliz. 

Pronto, agora já me podem atirar pedras. Ou então, de uma forma construtiva, deixarem nos comentários a vossa opinião sobre este assunto que está tão na berra.


domingo, 14 de outubro de 2018

365 Algarve, porque todos os dias contam

O Algarve não é só sol e praia!
O Algarve não é só discotecas pop up durante o mês de Agosto!
O Algarve não é só festivais com cheiro a sardinha e mãos a saber a marisco!
O Algarve tem vida o ano inteiro: tem concertos, exposições, teatro, ... tem tanto, mas tanto para oferecer a quem cá está ou por cá passa em todos os meses do ano.

(Bem, se quiserem ir para a praia em pleno mês de Dezembro, isso é lá convosco! Eu prefiro um concerto ou uma peça de teatro numa das muitas salas que há por aqui)

Ahhh e como eu gosto deste Algarve que cresce além da cordilheira montanhosa que o separa do resto do país e faz com que as pessoas o vivam o ano inteiro. É bom viver este Algarve, sabiam?

Um pouco por isto nasceu o 365 Algarve cuja terceira edição arrancou na semana passada com a apresentação à comunidade do programa que lhe vai dar vida e, como os bons momentos são para recordar, também houve espaço para relambrar o que já foi feito.

Tudo isto entre discursos protocolares, o reencontro de caras que há muito não via e um copo de rosé. e muita animação. A noite não podia ter sido melhor escolhida, pois parecia Verão, embora o por do sol já denunciasse uma luz de Outono.

Para o ano de 2018/2019 foi eleito o tema da Viagem. Porquê? Porque este 365Algarve será como uma viagem a realizar por quem nele embarcar. Entre o mar e a serra e mais de 400 espectáculos será possível assistir a concertos, teatro, visitas ao património cultural do meu Sul.

E como eu costumo dizer, sou movida a curiosidade, por isso, só nos próximos três meses de 365 Algarve há mais que uma mão cheia de eventos que vou querer ver.

A que é que vou querer assistir? Ui, a escolha é difícil, mas posso deixar-vos já o que o bicho curioso anotou na agenda:

LUZA - Algarve International Festival of Light, em Loulé, nos próximos dias 1, 2 e 3 de Novembro. Conheço o trabalho do mentor deste projecto há muitos anos, pelo que acredito que se superará - aliás, o Beau supera-se sempre! Ele é incrível. Não posso perder a Torch Light Parade, a qual une artistas e público no evento de abertura.

Antes disto, quero ainda fazer uma Visita Encenada no centro histórico de Faro. Se não me falha a memória, a primeira acontece no dia 28 de Outubro pelas 11h. Por que razão quero participar num acontecimento que é para maiores de 6 anos? Ora, porque é na minha cidade e por, às vezes me sentir ignorante relativamente à sua história... E mesmo que saiba alguma coisa, tenho a certeza de que vou aprender mais!

CATAPLAY - que irei assistir na Tertúlia Algarvia. CATAPLAY é um espectáculo que pretende desvendar as origens de um dos utensílios mais misteriosos da nossa cozinha, a cataplana. 

É obvio que tinha de haver algo comestível aqui neste programa cultural, por isso é que também já coloquei na agenda uma visita ao Festival da Batata Doce, em Aljezur. Espero, por esta altura, já ter deixado para trás os quilinhos que pus no Verão, para poder abusar um bocadinho eheheh

Tenho a certeza que serão meses inesquecíveis na agenda do meu Sul. Depois não me venham dizer que por cá não se faz nada, ok? Vejam só como foi no ano passado:




E se quiserem ficar a par de todas as novidades, consultem o site e as redes sociais do 365 Algarve. Está lá tudo!!!!

Fotografias e video cortesia 365 Algarve. Obrigada!


Pano p'ra Mangas
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