domingo, 28 de maio de 2017

Favourite places: Palácio da Pena

Tenho uma espécie de relação afectiva com Sintra, ou não fosse Os Maias um dos meus livros favoritos de sempre. A passagem pelo Lawrence´s ou o vislumbre de umas deliciosas queijadas despertam em mim memórias que só existem no meu imaginário literário. Estranho? Talvez, mas tenho a certeza que há mais pessoas como eu 😀


Há umas semanas estive lá. Não fui ao Lawrence´s, nem comi queijadas, mas andei por dois lugares que há muito tinha curiosidade em conhecer: o Palácio da Pena e a Quinta da Regaleira - que ficará para outro post.

O percurso até ao palácio não é pera doce! Há quem diga que as 365 curvas da N2 na Serra do Caldeirão são difícieis para estômagos sensíveis, mas o que eu vos digo é que a meia dúzia de quilómetros desde a vila não são melhores. Mas o que é aquilo? De certeza que serviram de inspiração a alguma montanha russa ou circuito de Fórmula 1.

Chegada lá acima não foi didícil recuperar do trajecto até porque a beleza que nos rodeia faz esquecer qualquer atribulação no percurso. É simplesmente deslumbrante! A verdade é que tive uma sorte tremenda com o tempo: nem uma nuvem no céu e a temperatura esteve bastante agradável. 

A sensação é a de que estamos num conto de fadas, onde há princesas, principes e fadas madrinhas que voam com uma varinha mágica na mão. 

Percorri o palácio e tal como aconteceu há uns anos quando visitei o Palácio Nacional de Sintra, nocentro da vila, a divisão que mais me fascinou foi a cozinha - nem sei se pela sua dimensão se pelo seu recheio: os tachos e cafeteiras de cobre, os alguidares de barro, todos os utensílios...

Perdi-me na paisagem, nas alturas, no estar perto nem sei bem do quê.
Perdi-me no silêncio, mesmo com com as centenas de pessoas que por lá andavam.
Até pelas curvas eu fiquei perdida...


Tinha lá ficado o dia todo, pois há tanto para ver...infelizmente não houve tempo, o que é um incentivo para lá regressar um dia destes.



Pano p'ra Mangas
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domingo, 21 de maio de 2017

¿Nos vamos de tapas? - parte 2

...e parte 3! Ai que a balança me vai dar um tiro...mas não, porque depois da última incursão que fiz pela Rota de Tapas decidi que não vai haver uma quarta, caso contrário quando o meu tutu chegar não caibo nele e é em vão o que estou a gastar no ginásio. Por isso: zip it, lock it...in your pocket (e com isto podem imaginar o gesto de fechar a cadeado a boca depois de ter puxado um fecho de correr)


Não vamos falar de dieta. Vamos mas é às tapas! 

A Rota de Tapas está em Faro até dia 28 de Maio e, no total, é possível percorrer 18 restaurantes diferentes, cada um com a sua. Quem tiver barriga para a fazer numa noite só, dois conselhos:
1) verifiquem os horários dos restaurantes e comecem pelos que encerram mais cedo (por exemplo, a Tertúlia Algarvia só serve a tapa até às 19h)
2) se forem fraquinhos para a bebida, como eu, levem uma mochila para ir guardando as cervejas - sim, isto é prática comum em quem faz a rota!


No total experimentei 7 diferentes e quero partilhar convosco as minhas preferidas.

No evento inaugural estivemos no Vila Adentro, no Faz Gostos e n´O Castelo. Na minha segunda incursão pela rota, estive nas Portas de São Pedro, no Innocent. Na terceira e última fui comecei no Mezzanine, passei pela Cinderela e repeti as Portas de São Pedro e o Faz Gostos. Chega, não vos parece? Pelo meio bati com o nariz na porta em dois: um porque já passava da hora estipulada e outro porque já não tinham os ingredientes para as tapas - se por um lado isto é menos bom por outro revela o sucesso da iniciativa, que acontece pela primeira vez em Faro.

Assim, do percurso que fiz, os meus eleitos, por ordem no pódio,  foram:

Folhado de Polvo: o folhado é crocante e tem um recheio de polvo que é de comer e chorar por mais - e foi esta a razão que me levou a ir à Portas de São Pedro duas vezes


Galinha com Grão: eu adoro tudo o que leve grão e este cozido estava perfeito - a textura, o tempero, o sabor...delicioso!


Lingueirão Panado à Mezzanine: foi uma muito agradável surpresa, pois o lingueirão é aquele bivalve que estou habituada a comer em arroz, feijoada ou caldeirada. O panado estava estaladiço e o molho de coentros que o acompanhava era mesmo muito bom.


Sim, gostei dos outros, mas estes três...se tivesse medalhas para distribuir eram os que as ganhavam.
Se ainda não fizeram a rota, aconselho a que a façam. Em Faro decorre até dia 28 de Maio, mas em Lisboa, Porto e Braga prolonga-se até dia 4 de Junho.

Bom proveito! (e como dizia a minha avó: "bom proveito, à barriga e ao peito!")

Créditos das Imagens: Pau Storch e Ricardo Bernardo para Estrella Damm Portugal



Pano p'ra Mangas
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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Lançamento do livro: Ser Blogger

Há dias falei-vos aqui no livro SER BLOGGER, que considero uma espécie de "biblia da blogosfera" - está escrito de uma forma clara, lógica e muito acessível. 


A simplicidade das explicações e dos procedimentos fazem com que qualquer pessoa queira ter um blog ou que alguém, como eu, queira dar um salto, experimentar novas ferramentas, diferenciar as abordagens, entre outras coisas - na verdade, o que me tem acontecido é um pouco por comodismo, preguiça e falta de tempo. Não obstante a minha curiosidade, o certo é que o blog passa muitas vezes para terceiro e quarto planos no meu dia-a-dia e não consigo explorar as constantes novidades que são lançadas: ferramentas, estratégias, métodos,...

Desde que o livro foi lançado, a Carolina Afonso e a Sandra Alvarez, autoras so mesmo têm andado num reboliço, pois esta é já uma obra de sucesso que se encontra em vários tops de vendas nacionais.

Ora, o meu sul não podia ser esquecido nesta "volta a portugal em fibra óptica" e no sábado, dia 20, a Carolina e a Sandra estarão na FNAC do Forum Algarve pelas 21:30 para apresentar o seu SER BLOGGER - e, espero, motivar mais pessoas (independentemente da idade) a expressar as suas paixões através de um blog.

Na apresentação não vão estar sozinhas. Na mesa estarão, também, a autora do blog Salto Alto - Cristiana Rodrigues, Henrique Dias Freire - director do jornal Postal do Algarve e eu 😁- que há umas semanas fui apanhada de surpresa com o convite. 

Dito isto, "gente da minha terra", fica feito o convite:

Sábado, dia 20, pelas 21:30 na FNAC do Forum Algarve



Vamos encher a FNAC de pessoas interessantes e interessadas? Contamos convosco!



Pano p'ra Mangas
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sexta-feira, 12 de maio de 2017

¿Nos vamos de tapas?

Por supuesto que sí!
Ayer ha empezado la primera ruta de tapas con Estrella Damm en la ciudad de Faro. In total hai 18 restaurantes en los que puedes probar lo mejor de la gastronomia ... 


Pára tudo! Fui tapear e venho a falar castelhano? Juro que não é o efeito da cerveja, até porque não bebi muita e só amanhã é que pretendo regressar às tapas - algumas... - que não provei. 

Ontem teve início a Primeira Rota de Tapas da cidade de Faro, um evento promovido pela Estrella Damm em colaboração com 18 restaurantes locais. O trago fresco de saída foi dado ao final da tarde, depois de um dia que ameaçou chuva mas que acabou por brindar os presentes com um magnífico céu azul e um por do sol como só nós o temos para oferecer - o tempo perfeito para percorrer algumas capelinhas na meca da mais saborosa tapa. 

Às entidades locais, entre as quais o Presidente da Câmara Municipal - ou deverei dizer alcalde? - a comissária do 365 Algarve e o Vice Presidente da RTA e aos responsáveis da marca juntaram-se um pequeno grupo de jornalistas, bloggers e fotógrafos para dar início ao evento. Pela parte que me toca, obrigada pelo convite!


Mas vamos ao que interessa: A Rota de Tapas!

Como foi referenciado, Faro é uma cidade walkable ("andável" ou "caminhável" não me soa lá muito bem...) o que faz dela um genuíno spot para algo como esta rota: saímos de uma porta, entramos na seguinte, andamos mais uns passos e outra tapa espera por nós - o carro pode ficar no estacionamento e não temos (nem convém!) pegar nele para ir de um lado para o outro.


Ao todo são 18 os restaurantes participantes. A cada um deles foi proposto que preparasse uma tapa que representasse a região, daí podermos encontrar em muitas delas alguns dos deliciosos produtos da nossa ria que é tão bela quanto o seu nome. Assim, a cada porta que batemos espera por nós algo único, diferente e que apela a todos os nossos sentidos - isto digo eu, que gosto de comer!. Em comum, a pequena grande estrela do evento: Estrella Damm.

1 tapa + 1 Estrella Damm = €3,00

A todos os que quiserem fazer a Rota sugiro o seguinte:
1. Peçam o vosso passaporte no primeiro restaurante onde entrarem e não saiam sem que o mesmo seja carimbado - há um passatempo com um prémio muiiito bom (quem quer ir a Barcelona que faça um brinde!)
2. Aproveitem o passeio para observar a cidade - a Baixa, a Cidade Velha - pois é tão repleta de pormenores bonitos e que nos escapam no bulício do dia a dia...
3. Façam desta primeira rota um sucesso, pois Faro cresce a olhos vistos e nós gostamos de a ver assim: viva, feliz, com eventos o ano inteiro.

¿Y ahora, nos vamos de tapas? 


(As tapas, essas, ficam para um segundo post, pois foi um final de tarde que deu pano p'ra mangas!)



Pano p'ra Mangas
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quinta-feira, 11 de maio de 2017

Dois anos de uma nova vida

Este post era para ter sido escrito no dia 3 de Maio, mas não tive oportunidade de o fazer, contudo não deixei passar a data em branco e fiz um pequeno apontamento no facebook.


Créditos da imagem: a menina dos meus olhos 💓

Há dois anos que iniciei a mais longa caminhada contra o excesso de peso de sempre - tem sido longa, dura, persistente e nem sempre fácil. Sempre achei que seria muito mais difícil manter o peso do que o perder e não estava enganada  - é verdade que muitos hábitos mudaram, mas o gene da gula e do gostar de comer está cá dentro. Só quando houver a hipótese de fazer uma mutação genética é que talvez - talvez!!!! - ele desapareça. Tenho que admitir: não é defeito, é feitio.

O que é que aprendi nestes dois anos?
- Que se não fechar a boca, não há milagres que façam descer os ponteiros da balança.
- Que tenho de me mexer mais. Tenho o ballet, vou à piscina mas preciso de mais - é que a flacidez nas coxas somada ao peso da idade são dois factores cuja lei da gravidade não deixa enganar
- Que se comer um doce que seja, está tudo perdido! É aquela velha coisa do "perdido por 100, perdido por 1000"
- Que o meu peso oscila - andam aqui três quilos que ora sobem ora descem. Quando sobem quase entro em pânico e quando descem faço uma festa.
- Que nem sempre o espelho é sincero, se não como é que se explique que entre numas calças 38 da Mango e logo de seguida olho-me e vejo o mesmo rabo 44? Se eu estou a ficar pitosga, deveria vê-lo mais pequeno e não maior, certo?
- Que ainda tenho muitos quilómetros a (per)correr e que não posso desistir - pelo meu bem estar e, sobretudo, pela minha saúde.
- Que não quero voltar ao ponto de partida

Do que é que eu não me esqueço?
Do dia em que na Feira do Pão e do Queijo eu me deliciava com um belo pão com chouriço quando uma amiga, que andou comigo ao colo e me conhece desde o berço se aproximou e me disse qualquer coisa como " Em vez desse pão devias era estar a comer uma destas" - apontando para a laranja que estava a comer. Aquilo ficou a remoer-me cá dentro... a sério que ficou até ao dia 3 de Maio de 2015 em que eu disse: "É hoje!" - e foi, com muito orgulho.

...e agora o que vou fazer? Vou inscrever-me no ginásio, pois logo à tarde me voy de tapas con Estrella Damm e não sei que gordices me esperam!



Pano p'ra Mangas
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domingo, 30 de abril de 2017

Azul ou Rosa: o que escolherias?


Não se trata de discutir se azul é para menino e rosa para menina.
Não se trata de decidir de que cor me visto hoje ou amanhã. 
Não se trata de argumentar qual das cores é mais bonita.
Infelizmente! Que todos os nossos males fossem estes... 

Nos últimos dias temos sido invadidos pela funesta notícia de um jogo que dá pelo nome de Baleia Azul e que nada tem de querido, como qualquer baleia de peluche vendida numa loja de brinquedos, nem dócil como um personagem da Disney. A Baleia Azul está a fazer vítimas - vítimas mortais! Adolescentes que sedentos de aceitação pelos seus pares, fragilizados pela baixa auto-estima ou querendo desafiar os que os rodeiam, enveredam por um caminho que pode não ter volta - aliás, não tem volta, pois mesmo que o "jogo" não seja levado ao limite, duvido que não deixe marcas profundas nos "jogadores". 

Mais do que saber que etapas têm de ser ultrapassadas e que "desafios" têm de ser conquistados, importa alertar os jovens - que como sabemos não são "só os filhos dos outros" - para os perigos desta baleia que não precisa de mar para espalhar o medo e o terror. 

Se às autoridades compete identificar e punir quem está por trás desta moda, cabe-nos a nós, sociedade, enfraquecer estes senhores de marés negras, porque uma baleia destas facilmente se transforma num polvo de mil tentáculos... Para que isto aconteça convém conhecer os meandros deste jogo suicida, como é que acontece, como chega às vítimas e quem são elas. Juntos somos mais fortes! Deixo-vos aqui um conjunto de links fruto da pesquisa que fiz sobre o assunto. Caso tenham outros de interesse geral, deixem-nos nos comentários e assim que possível edito o post e acrescento à lista.


Apesar de tudo, o mundo não está cego e um pouco por toda a parte surgem alertas, os pais conversam com os filhos, pede-se a colaboração de influenciadores... tudo na esperança que a baleia morra antes de fazer mais vítimas - pois ao contrário do Pinóquio que foi resgatado da barriga de uma, depois de ter sido engolido, aqui é a pópria vítima que se deixa engolir.

De todas as iníciativas de luta, a que gosto mais é a da baleia rosa, e esta sim, leva-me ao imaginário da Disney ou faz-me entrar no Hamleys para a comprar. A baleia rosa é o jogo do bem, onde a cada prova - num semelhante total de 50 - os jogadores são desafiados a superar-se a eles próprios, a aumentar a auto-estima, a crescer como seres humanos.

Créditos da imagem: Baleia Rosa

Embora a escolha seja tua, faz-te um favor: elege o rosa!

Pano p'ra Mangas
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quinta-feira, 27 de abril de 2017

Workshop de folares na Casa Modesta


Os doces da Páscoa são a minha desgraça, especialmente as amêndoas caseiras e o folar. E por folar, entenda-se o folar que é feito aqui na minha zona: ou enrolado ou de folhas. Este último ultrapassa a fronteira do aceitável no que diz respeito a açúcar e gordura, sendo por isso uma verdadeira bomba calórica, mas... é tão, tão, tão bom!  Além disso temos aquela desculpa esfarrapada do "ah, só se come uma vez por ano!" E como só se come uma vez por ano, também só se faz uma vez por ano. Perfeito!!! 

Aqui em casa faz-se folar enrolado, tal como as minhas avós faziam e nunca tínhamos feito folar de folha. O facto de a Casa Modesta ter organizado um workshop foi assim como "matar dois coelhos de uma cajadada só": ir visitar a tão almejada casa e aprender a fazer os ditos folares.

Mas o que é afinal o folar de folha além de uma bomba? É um bolo típico de Olhão que é feito na Páscoa e é "construído" por camadas: gordura, açúcar e canela e folhas de massa que vão sendo colocadas num tacho em camadas alternadas. Uma atutêntica obra de arquitectura, pois quer-se bonito, aliada à engenharia, pois a montagem, apesar de feita a "olhómetro" requer uma boa dose de bom senso.

Parece simples, não parece? E é! Mas até ficarem prontos...dão muito trabalho! A temperatura dos ingredientes tem de estar no ponto, o amassar à mão - é o exercício perfeito para quando se está arreliado e apetece bater em alguma coisa! - é demorado e cansativo - além de pegajoso! - e a espera é longa. Depois de muitas horas a levedar a massa está pronta a ser esticada e os folares montados. Dito isto percebe-se porque só se faz uma vez por ano!

Quando cheguei já estava tudo preparado. Apesar de a massa usada já estar à nossa espera, pois tinha sido feita de madrugada, foi-nos ensinado e dado a experimentar o processo inicial de misturar os ingredientes e amassar durante um bocado.


Não levou muito até que dessemos início à montagem dos folares. No final, e antes de serem cozidos, cada um teve de levar uma marca para que soubessemos qual era de quem. No meu coloquei um coração - oh que surpresa!😆


O forno a lenha também já estava morno. Foi "só" necessário aquecê-lo mais um pouco para que no final os folares fossem lá para dentro cozer durante aproximadamente uma hora.


Enquanto esperávamos houve tempo para chá frio feito com ervas da horta, estrelas de figo e figos cheios, pão com chouriço e até...aguardente de figo! Parecia que estava em casa...


Já o sol tinha começado a baixar quando demos por terminada esta tarde tão agradável. No ar ficou a ideia de um outro workshop que não vou querer perder: folhados de Olhão - outro doce levezinho e pouco doce, tal como os folares.

Obrigada à equipa da Casa Modesta por toda a paciência, trabalho e carinho que tiveram ao preparar este workshop.

A Casa Modesta tem sempre actividades interessantes e para participarem basta que estejam atentos à página no facebook onde os eventos são divulgados. Quem sabe um dia destes não encontro um de vós por lá?




Pano p'ra Mangas
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