segunda-feira, 18 de Agosto de 2014

O paraíso é mesmo ali ao lado...

... e eu não me canso dele!


Por muitos anos que passem, por muitas marés que venham e vão, por muitos vendavais ou dias de sol que se abatam sobre esta ilha, eu não me canso dela. Mesmo! É algo inexplicável, um sentimento de amor que vai para além da paixão - e não, não estou a exagerar.
Recentemente escrevi este artigo, ao qual não troco uma única vírgula. Posso sim, acrescentar algumas coisas, mas como aqui as imagens valem mais que as palavras, deixo-vos com as fotografias que tirei no último sábado. Mesmo sendo o sábado mais povoado do ano, a praia estava assim...

Pano p'ra Mangas

quarta-feira, 13 de Agosto de 2014

A nova estrela das minhas fotos


Há uns meses resolvi soltar o meu bicho carpinteiro - literalmente! - e fiz uma base para usar nas minhas fotos. Na altura pedi ao meu pai que desmanchasse uma palete para eu re-utilizar as tábuas e eu fiz o resto. Mas desde aí que tinha vontade de fazer outra, só que pintada de branco. 
Ontem soltei novamente o bicho carpinteiro. Desta vez consegui fazer tudo, apenas com a ajuda de algumas preciosas ferramentas eléctricas: uma serra tico-tico e uma lixadeira. Cortei as paletes, pus as tábuas de molho no tanque, preguei-as, lixei-as e.... pintei-as! E ficou linda...
As minhas fotos ganharam uma nova amiga! Agora é só usar, e usar e usar :-)
 
Pano p'ra Mangas

segunda-feira, 11 de Agosto de 2014

Passeios domingueiros: Portimão


Portimão é daquelas cidades que sempre fez parte da minha vida. Em miúda ía lá com os meus avós fazer compras, pois o comércio era não só afamado como de boa qualidade (é daí que me recordo da Lanidor que SÓ vendia fios para tricotar), mais tarde dei aulas lá (e os sotaques de Alvor e Monchique colaram-se-me à pele num instante) e volta e meia estou lá caída, quer para um workshop, visitar amigos ou simplesmente passear.
Nestas voltas há sempre um sitio de visita obrigatória: o Restaurante Teresinha. Aqui servem os melhores escalopes de novilho do mundo e um pudim caseiro que, para os mais gulosos, só peca pelo tamanho (adoro o modo como é servido, ainda dentro da forma de aluminio caramelizada à moda antiga). Vou lá desde que me lembro como gente e é tão, mas tão reconfortante. É daqueles lugares simples, sem guardanapos de pano, nem vistas deslumbrantes - mas também não é preciso, pois tudo o resto está lá.
Ao final do dia, depois da Eucaristia na Igreja Matriz, onde fiquei boquiaberta com a a igreja a abarrotar num Sábado de Agosto (na realidade não é de admirar, pois o Pe. Mário é um iluminado que chega  à alma e ao coração das pessoas, dentro e fora do templo)  fui deliciar-me com um gelado no Pavilhão 1  (quase em frente ao "edifício Mabor") e que fiquei a conhecer pelas mãos da Sofia há cerca de um ano. Felizmente não havia fila! Estes gelados, que por serem de máquina podem criar alguma desconfiança a quem não os conhece, são maravilhosos...

Pano p'ra Mangas

sexta-feira, 8 de Agosto de 2014

Lifecooler: Ilha do Farol – um paraíso entre o mar e a terra

Não deve haver ano nenhum que não faça aqui um post sobre a minha praia preferida, a Ilha do Farol. Este ano não me fiquei pelo PpM e levei as minhas palavras à Lifecooler. Lá tenho um texto com sabor a memória e a água salgada colada à pele.


"São oito e um quarto da manhã e o sol já pica na pele enquanto aguardo pelo barco que me levará ao meu paraíso perdido (que não é assim tão perdido como tudo isso, mas eu gosto de ainda o pensar assim...). Quinze minutos depois as últimas pessoas embarcam, ouve-se o apito e as cordas largam o cais. Espera-me uma viagem de quase uma hora pela ria Formosa, entre bancos de areia e viveiros de marisco, onde a mestria de quem segura o leme consegue passar sem ficar encalhado – e às vezes acontece... Sabe bem sentir a brisa no rosto enquanto se avista as muralhas da cidade..." (continuar a ler aqui)

Pano p'ra Mangas

quarta-feira, 6 de Agosto de 2014

Library bags


A tarde começou com uma experiência que correu mal, mas como eu não sou de ficar aborrecida com estas coisas passei de imediato para outro projecto que estava por terminar: um library bag (ou saco de biblioteca, em português). Fiz quatro destes sacos, mas um deles não chegou a ser devidamente fotografado e como os queria colocar aqui ao mesmo tempo, tive de esperar por hoje para o fazer.
Deste modo são três os sacos disponíveis. Não me perguntem qual o meu favorito, pois são os três - por razões diferentes, especialmente razões de carácter afectivo - o mais óbvio é o que tem parte da planta de Londres, e está lá a rua onde vivi... 


Já escolheram o vosso? São únicos e irrepetíveis, por isso se quiserem reservar algum deles, já sabem, enviem-me um e-mail.
Os sacos (29cm x 33cm) são todos forrados, têm uma bolsa por fora, as alças são perfeitas para levar ao ombro (medem aproximadamente 62cm).


Curiosidade: esta parede onde está a "argola da mula", e que aparece com alguma frequência nas minhas fotos, é a mesma que na minha infância servia de suporte a brincadeiras como o "um, dois, três, macaquinho do chinês" ou o "mamã, dá licença?"...

Pano p'ra Mangas

domingo, 3 de Agosto de 2014

Um colar de Verão


Quem me conhece sabe que não me nego a um bom desafio e se bem se se lembram foi assim que comecei o ano - com aquele xaile de angorá que me levou às lágrimas... - por isso, na sexta feira arregacei as mangas e deitei mãos à construção de um colar.
Fazer bijutaria está completamente fora da minha zona de conforto, e apesar de ter uma parafernália de materiais acabo muitas vezes por comprar em vez de fazer. Percorri as lojas quase todas de Faro à procura não de "um colar" mas de "o colar", e até encontrei, mas tinha um preço demasiado elevado para o que eu estava disposta a gastar. Perante esta adversidade não tive outro remédio se não trancar-me no atelier a puxar pela cabeça e a fazer um.
Primeiro pensamento: não tenho jeito nenhum para isto! ( e quase desisti...) - os fechos e acabamentos dão-me sempre muito que fazer...
Segundo pensamento: não faço nenhum colar! e assim vou à festa com um ar simplório...
E por último e com uma dose tripla de paciência lá fui construindo o colar. Usei o que tinha à mão: tecidos (mais precisamente ourelas), trapilho grosso (para encher os "tubinhos" de tecido"), missangas, galão de pompons, medalhinhas de metal (que tirei de um cinto antigo) e fita de gorgorão.
Ao fim de 6 horas sem interrupções dei o trabalho por terminado e fiquei com o complemento perfeito para o conjunto (esperem.. agora diz-se kit!) que usei ontem numa festa de amigas. E não é que ficou giro?


Pano p'ra Mangas

segunda-feira, 28 de Julho de 2014

Sunday baking: tarte de figos frescos com amêndoa


A figueira está novamente carregada, mas desta vez os figos são bem mais pequenos e nem parecem ser lampos... Normalmente comemo-los ao natural, mas de vez em quando sabe bem variar - em tostas com mel e ricotta ficam de chorar por mais!!! - por isso hoje fiz uma tarte. Procurei uma receita que me agradasse mas não encontrei nenhuma - esquisitinha, eu... - e por isso usei como base a receita do bolo rústico de ameixas com algumas alterações. Aqui fica a minha receita:

100gr de amêndoa sem pele grosseiramente picada
60gr de açúcar mascavado
1 ovo
1 colher de sopa de manteiga derretida
55ml de leite
130gr de farinha
1 colher de chá de fermento
1 colher de sopa de gengibre fresco ralado
1 colher de chá de canela em pó

Ligar o forno à temperatura de 200ºC. Forrar uma tarteira com papel vegetal, untar e reservar.
Lavar e cortar ao meio cerca de 12 figos e reservar.

Método tradicional:
Misturar a amêndoa com o açúcar. Juntar o ovo e bater. Adicionar o ovo e o leite e bater até ficar bem misturado com o preparado anterior. Juntar a farinha com o fermento e envolver. No fim adicionar o gengibre e a canela e mexer até ficar tudo bem incorporado.
Deitar a massa na tarteira e dispor os figos por cima. Levar ao forno por 30 minutos ou até a massa estar cozida.

Na Bimby:
Pesar e picar a amêndoa: 6seg/vel5
Juntar o açúcar e o ovo e ligar a velocidade 3. Ir deitanto os restantes ingredientes pela seguinte ordem: manteiga derretida, leite, farinha com fermento, gengibre e canela. Não calculei o tempo total, mas deve rondar os dois minutos, aproximadamente.
 


Dica: normalmente tenho gengibre no congelador, pois não só se conserva durante mais tempo, mas também é mais fácil de ralar.

Curiosidades: as tacinhas de cerâmica da segunda foto foram compradas na Anthropologie, em Londres, mas são feitas em Portugal - por acaso alguém sabe onde posso comprar iguais? E a espátula da NordicWare foi a última aquisição que fiz, também em Londres, desta vez no Selfridges. (Hummmm isto soa-me a saudades. Vou ter de arranjar modo de lá voltar um dia destes!)

Pano p'ra Mangas
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Blogging tips