quinta-feira, 23 de julho de 2015

Home is where the lighthouse is


Desde que me lembro da minha existência, me recordo deste lugar na minha vida. E volto sempre lá. Todos os anos, nem que seja por um dia ou dois, e hoje foi a estreia deste Verão. A companhia foi a melhor que podia ter escolhido neste momento e venho de lá cansada, mas cheia de uma energia que não existe em mais nenhum lugar.
Tirei algumas fotos, preparei-as para o Instagram, mas achei por bem que as devia colocar aqui e não no outro lado. A única edição de que foram alvo tem a ver com o "endireitar do horizonte" - o azul do céu e a transparência do mar são mesmo assim!
Enjoy it!






Esta última foto foi uma espécie de piada às fotos que imperam no Instagram de pernas salsicha e barrigas tábuas de engomar. Lamento...as minhas são mais parecidas com uns presuntos de Chaves!

Pano p'ra Mangas
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segunda-feira, 20 de julho de 2015

Do silêncio das últimas semanas


Duas semanas de ausência e parece que o blog morreu. Não, não morreu. Eu é que estou com alguma dificuldade em organizar as coisas por aqui. Neste momento não sei a quantas ando: se é segunda, quarta ou sábado e nem é por excesso de trabalho, mas sim por falta de rotina.
Eu a sentir falta de rotina? Sim, é verdade! Apesar de não gostar de actividades rotineiras sinto a falta daquela parte da vida em que "sou obrigada" a sair de casa a horas certas e só regressar não sei quanto tempo depois. Se estou parada? Também não, entre mil e uma coisas que me dão mais que pensar do que fazer, ando a trabalhar afincadamente no meu futuro. Pelo meio e, infelizmente, tive de lidar com algumas coisas menos boas, mas que com a frieza, o desprendimento e a razão que, em certos momentos me são característicos, a falarem mais alto já estão quase ultrapassadas - quase, porque ainda está por aqui uma pequena ferida por sarar. A parte pior já passou. A do choque. Agora é dar tempo ao tempo e ver como as coisas se resolvem. Como diz a Catarina: "a vida resolve-se sozinha". E não, não é nada comigo nem com "os meus".

O Instagram tem sido o meu maior aliado nesta "vida online" e quem me segue por lá mais ou menos percebe por onde tenho andado e o que tenho estado a fazer. Pode não parecer, mas alguns dos momentos com vista para o mar ou para a Ria Formosa são mesmo de trabalho - daquele que ainda não se vê, mas que sei, virá a dar frutos. Em casa tenho-me dedicado aos gelados da Rita e há dias, a convite da Lifecooler e da Quinta do Lago estive a jantar na mais recente coqueluche do resort - o Bovino, uma experiência que terá direito a um post daqui a uns dias.

Agora que já vim aqui dar um ar da minha graça - e porque ontem quase me obrigaram a isso :-) - pode ser que a escrita e as fotos entrem nos eixos e os posts retomem a regularidade. Até já!

Pano p'ra Mangas
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segunda-feira, 6 de julho de 2015

Gelado de Alecrim com Mel


Quem me conhece sabe que eu vivo numa guerra constante com os ponteiros da balança, mas quem me conhece melhor sabe também que eu não resisto a meter a mão na massa e a cozinhar o que me der na real gana. Este triângulo amoroso entre balança, cozinha e gostar de comer é, muitas vezes difícil de gerir, mas com jeitinho a coisa vai lá e nos últimos tempos até está a correr bem.
Desde que comprei o livro da Rita que durmo com ele debaixo da almofada - ali fica escondido e eu não o vejo! - mas de vez em quando sonho com um belo de um gelado... Há dias experimentei o de noz com doce de figo que acabou por ser de amêndoa com o dito doce. Anteontem optei por um sabor mais estranho, ou pelo menos fora do comum: alecrim e mel (página 54). Mais fácil, impossível: o alecrim fresco tenho-o no quintal e mel nunca falta na despensa.
O resultado final? De comer e chorar por mais, embora eu apenas tenha lambido a colher. Servi com framboesas e mirtilos, pois o ácido destes frutos contrasta na perfeição com a doçura do gelado.
Qual será o próximo? Eu ando tentada com o de banoffee... O que vos parece?


Pano p'ra Mangas
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segunda-feira, 29 de junho de 2015

Rocas de alfazema


Ontem, numa das minhas muitas passagens pelo Instagram, deparei-me com uma foto maravilhosa da Diane, na qual exibia um cesto repleto de rocas de alfazema. Ao expressar a minha vontade de saber fazê-las, ela respondeu-me que no blog tinha as instruções para o conseguir. Fui lá de imediato - se por um lado o Instagram é aquela coisa maravilhosa para quem, como eu, sou uma "papa-fotografias", por outro rouba-nos tempo e dedicação à leitura de blogs tão bons como é o caso Xuxudidi et plus encore.
Hoje de manhã, mal pus o pé fora da cama, peguei na tesoura e lá fui eu cortar mais uns pés de alfazema - de um arbusto que finalmente, após uns anos de plantado, está a dar flor como se não houvesse amanhã!
Segui à risca as instruções da Diane, achando que aquilo iria ser easy peasy lemon squeezy. Ai era, era! Para completar a primeira roca levei cerca de quatro horas!!!! Desmanchei tantas, mas tantas vezes...o entrançar das fitas nunca dava certo - e ainda assim ficou alguns enganos, mas como já estava a entrar em estado de ebulição deixei passar... 
Já mais calma e como ainda tinha alguns pés cortados, fui buscar os que me faltavam para completar o número indicado e aventurei-me, novamente, na hercúlea tarefa de fazer mais uma roca. Optei por fazer sem o recurso ao copo e, confesso, correu um pouco melhor, embora ainda tenha alguns enganos pelo caminho. Desta vez copletei-a em muito menos tempo - cerca de uma hora! Como ainda tenho alfazema no arbusto hei-de fazer uma terceira, que espero saia perfeita.
Obrigada querida Diane pela inspiração e pelas tuas instruções tão claras.


Pano p'ra Mangas
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quarta-feira, 24 de junho de 2015

Seek - Oficinas Criativas by BrancoPrata


Em dia de São João eu tinha de continuar no Porto, certo? É que a verdadeira razão (na realidade foi mais uma desculpa...) para a minha última ida lá foi a primeira Oficina Criativa BrancoPrata.
Durante a manhã de Sábado, que se estendeu até à tarde, a Sofia, com a sua enorme paciência explicou, demonstrou, ensinou e também "ralhou" (foi a veia de professora a vir à superfície!!!) com um grupo de miúdas (hummm, sim, miúdas excepto eu que era a mais velha na turma) bem dispostas, talentosas e cheias de vontade de aprender truques e dicas para fazer os arranjos florais mais bonitos que possamos imaginar para ter em casa. Obviamente, ajudou imenso a panóplia de flores escolhidas a dedo que tínhamos à espera e que ela preparou de véspera. Havia rosas, cravos, crisantemos (sabiam que esta é a flor nacional do Japão?), margaridas, peónias e mais não sei quantas cujo nome já não me recordo.

Não houve um arranjo que tivesse ficado igual ao outro. Cada um reflexo da personalidade da sua autora. E ficaram todos lindos! Mesmo lindos!


Como bónus - quer dizer, foi mais parecido a um primeiro prémio da lotaria ou do euromilhões - tivemos o André a fotografar tudo e a dar-nos dicas de como poderíamos tirar as nossas próprias fotos.

Se quiserem ver fotos com os pozinhos de perlimpimpim que o André lá coloca, podem vê-las neste post. Aqui, ficam as minhas singelas imagens mas que me saíram dos olhos, da máquina e do coração.
O meu centro passou por várias fases, formas e algumas indecisões, pois eu queria trazê-lo para baixo e tive de pensar, especialmente, na logística do transporte de forma a que chegasse (quase) intacto.


Foi um dia em cheio, que para mim acabou já ao nascer do sol do dia seguinte! Ooppss, isto não era para dizer..
Como sempre, o melhor foi estar com "as minhas pessoas". Além da Sofia e do André, estive também com a Maria João (que foi minha guia no dia anterior) e com a queridíssima e talentosa Tânia. Ficaram a faltar algumas (cujos nomes não preciso dizer, pois sabem quem são), é verdade...mas em plena época alta, os horários andam trocados e os fins-de-semana é que são de trabalho. Fica a saudade e um até breve!

Pano p'ra Mangas
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terça-feira, 23 de junho de 2015

O Porto - a cidade que sinto mais minha a cada vez que lá vou...

O Porto colou-se-me à pele. Não o explico. Não o quero explicar. Quero apenas senti-lo.
A cidade. O rio. As pessoas. Os lugares que, sem os conhecer, me são familiares e onde me sinto em casa. As pessoas, sim, as pessoas - eu sei que me estou a repetir. As minhas pessoas, amigos que são como familia desde o primeiro momento, e que aumenta a cada visita.
Na minha última escapadinha de fim-de-semana tive como guia uma destas minhas pessoas - a querida Maria João ... e os seus adoráveis índios.


Sob um calor abrasador subimos à muralha, passámos a ponte para Gaia e fomos à Afurada - os estendais e o lavadouro (de louvar o trabalho árduo daquelas mulheres que, de barriga encostada ao tanque, esfregam e escovam tapetes e mantas à mão) -, atravessámos as ruas sombrias ladeadas pelas caves do Vinho do Porto, fiquei a admirar portas, janelas e fachadas várias sem as conseguir fotografar e terminámos a tarde num lugar mágico - mesmo mágico! - e que há muito queria conhecer: a praia de Miramar com a sua Capela do Senhor da Pedra.


Apesar do calor abafado que se sentia na cidade, chegámos à beira mar e estava uma ventania, que ao descalçar os sapatos ía ficando sem eles. A Maria João e os seus deliciosos índios ficaram mais perto da esplanada enquanto eu fui um pouco mais longe - sentir aquele lugar, o cheiro a mar, a areia a cortar-me a pele...como se estivesse a matar saudades de um lugar onde nunca tinnha estado, e tão diferente do que os meus sentidos se habituaram aqui pelo Sul.

Foi uma tarde inesquecível que espero repetir mais vezes - até porque um dos meus objectivos a curto/médio prazo é ir viver para o Porto. Só me falta encontrar trabalho e faço as malas. Até já!


Pano p'ra Mangas
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domingo, 21 de junho de 2015

Book review: A Vida Secreta dos Gelados Caseiros

Há uns anos prometi a mim mesma, e às pessoas à minha volta, que assim que tivesse o Livro de Pantagruel não compraria nem mais revistas nem livros de culinária. Promessa não cumprida! Tenho o dito livro e depois dele já cá chegaram muitos outros...quem me manda gostar de cozinhar? Devem ser os genes do bisavô, que era cozinheiro - ou chef, como se diz agora - que andam por aqui. 
Ontem comprei mais um. De "gordices", como lhes chamo, mas "gordices" das boas e mesmo a tempo de celebrar a chegada do Verão. De que livro se trata? A Vida Secreta dos GELADOS CASEIROS.


Acompanho a Rita há algum tempo, especialmente através do Instagram, e foi lá que fiquei a saber do seu livro de gelados. Fiquei logo com comichão nos dedos e as papilas gustativas a salivar. Agora que o tenho nas mãos deixem-me falar um pouco dele. Os videos, no seu canal  do Youtube, feitos em parceria com a Cristina (olha que duas que se juntaram!), são de babar e lá também podem ver um pouco da história deste "manual para gulosos"

As primeiras páginas contemplam, não só um pouco da história da Rita - relatadas com um bom humor desconcertante - mas também algumas técnicas base para se conseguir um bom gelado. Há dicas para todos os gostos e ninguém ficou esquecido - desde o uso da vara de arames ao robot de cozinha. Os textos são claros, as instruções são simples e as propostas de sabores apresentadas...yummiiii! E as fotos? Se o livro fosse comestível por esta hora já não o tinha.



É óbvio que antes de escrever este post eu tinha de experimentar uma receita. Foi difícil decidir-me apenas por uma, mas lá acabei por escolher a de Gelado de Nozes com Doce de Figo. Para variar as coisas comigo não correm como o previsto e quando me estava a preparar para fazer a pasta de nozes, vou ao armário e...a caixa das nozes estava repleta de formigas!!! Mas como diz o ditado "quem não tem cão caça com gato", não me atrapalhei nada e substituí as nozes por amêndoas (usei amêndoa com pele e sem pele). Mas há mais...Ao fim de duas horas, tinha o estaminé montado para as fotos, vou buscar o gelado já pronto e afinal não estava pronto, pois precisava de mais umas horas no congelador. Podia ter deixado as fotos para amanhã, pois podia, mas estar a armar o cenário novamente? Naaa, fica mesmo assim. Só neste momento o provei e está de comer e chorar por mais.
A Rita recomenda, mas não obriga,  o uso de uma máquina de gelados, que eu não tenho e que não foi impedimento para que não me aventurasse.

A pressa é mesmo inimiga da perfeição, e foi a pressa que e fez querer tirar as fotos todas ontem. Dormi mal a pensar no caso! Claro que repus mais ou menos o cenário e com o gelado já apresentável tirei novas fotografias que substituí pelas antigas. Valeu a pena!
Confesso que, por não ter usado a máquina de gelados, pensei que o gelado fosse formar cristais de gelo. E sabem que mais? Não! Nem um!!!!


 Nota: à hora a que escrevo este post o gelado já está no ponto e, quem já comeu, diz que está delicioso :-)

Caso queiram dar uma vista de olhos pelo interior do livro podem fazê-lo aqui.


Pano p'ra Mangas
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