domingo, 22 de janeiro de 2017

Como ganhar dinheiro com o blog?

Boa pergunta, não é? Melhor seria se eu tivesse a resposta 😉Pois é, não tenho a resposta objectiva, mas tenho algumas ideias - que não são minhas, mas sim fruto do que vou lendo  e observando por aqui e por aí - as quais colocadas em prática dão, de certeza, bons resultados.
No final do texto falo-vos um pouco da minha experiência, por isso  a partir daqui têm duas opções:
1) ou saltam para o final e matam a curiosidade, ou
2) lêem o texto todo e, quiçá têm algum insight

Eu tenho a teoria de que a Pipoca Mais Doce está para a blogosfera portuguesa como o Cristiano Ronaldo está para o futebol: ou se ama, ou se odeia, ganham dinheiro mas também têm contas para pagar, são coerentes naquilo que fazem e sabem bem o que estão a fazer. Verdade ou mentira? E também tenho a teoria que qualquer blogger em início de carreira quer ser uma Pipoca, tal como qualquer miúdo sonha em ser o próximo Cristiano. 

Ninguém é insubstituível, como tal um dia destes aparecerá alguém que destronará os reis, pondo fim à sua dinastia e iniciando outra. Querem o trono? Aqui ficam algumas dicas para lá chegar.

Escrever bem, sem erros ("Elementar, meu caro Watson!", diria Sherlock Holmes) e encontrar o seu próprio tom - nem sempre isto é fácil, mas se se escrever numa linguagem que a maioria entenda já é um bom princípio. Para quê fazer uso de vocabulário rebuscado, frases que de tão eruditas se tornam vazias só para se parecer culto? É que entre o "parecer culto" e o "ser-se ridículo" existe apenas uma vírgula de distância. O mesmo se aplica a uma linguagem brejeira e vulgar - não há necessidade! Deixem lá os palavrões para despejar durante os engarrafamentos, ou aquando de uma manobra esperta no meio do trânsito. No que diz respeito aos erros, aconselho a leitura deste post da Elsa Fernandes. E atenção, não confundir erro com gralha - são duas coisas completamente diferentes (quem é que nunca detectou um erro e foi, de imediato, ver a proximidade das letras no teclado para verificar a gravidade do mesmo?)

Ilustrar os textos com imagens (fotografias e/ou ilustrações ou até vídeos) bonitas, adequadas e, de preferência próprias - vejam isto como uma oportunidade de melhorar os vossos dotes fotográficos, de educar o sentido de estética, de arriscar, fazer mal e melhorar. Não têm uma máquina que considerem XPTO? Não faz mal... façam o melhor que puderem com a que tiverem - que o material não seja um pretexto para a inércia. Se não tiverem mesmo jeito nenhum e usem fotografias de outras pessoas, por favor, dêem nome aos fotógrafos, pois as imagens não cairam do céu e alguém mais ou menos especializado teve de trabalhar para as conseguir.

Ser coerente naquilo que se diz - se eu hoje digo que adoro amarelo, amanhã não posso escrever um post a dizer que odeio, certo? Pode não parecer, mas há quem esteja atento a estes detalhes e há - ainda - quem se dê ao trabalho de revirar o histórico dos blogs à procura de falhas destas apenas para apontar o dedo. Podem não acreditar, mas no meio de muita gente boa, ainda há quem não tenha vida própria e passe a pente fino a vida alheia só para falar mal.

Deixar a alma falar e não lavar roupa suja (a não ser que consigam uma parceria com alguma marca de detergente) - independentemente do tema, ou temas, abordados no blog, escrevam com a alma: toda a gente sabe escrever, e se ao início as dificuldades podem ser grandes, com o fluir do tempo o processo torna-se natural e, garanto-vos, serve muitas vezes como catalisador de um dia difícil - é como se todo o mal saísse pelas pontas dos dedos.

Construir uma comunidade - hoje em dia, além das plataformas onde podemos ter um blog, há uma vasta quantidade de redes sociais onde marcar presença, contudo será que vale a pena ter conta aberta em cada uma delas? Há quem diga que sim. Eu acho que não. Alimentar o blog e as redes é um trabalho exaustivo, time consuming,... até porque não basta atirar para o ar posts e "já está!"; é necessário responder a comentários, interagir com os leitores que vão chegando. Temos de estar presentes, não basta enviar o link através de um daqueles sites que fazem postagens automáticas... isso não é criar uma comunidade, isso é o mesmo que pegar num megafone e ir para a rua gritar - correndo o risco de alguém chamar a emergência psiquiátrica. Escolham as que vos façam mais sentido de acordo com o público que querem alcançar e estejam, verdadeiramente, presentes.

Registar os números - esta é a parte mais chata, mas para quem quer ser a full time blogger é essencial 👀, pois as empresas ou agências (ex: Blog Agency,  Blogs Portugal, WeCanFly ou a Milenar),  que abordarem, ou por quem forem abordados, vão estar de olho nisto: número de seguidores, número de visitas, taxa de crescimento, etc e tal ... é que no fundo o que conta são os números, que é como quem diz, os cifrões! Como diz João César das Neves: "Não há almoços grátis!"

Ter à mão cartões de visita - um cartão bonito pode ser uma porta aberta para um mundo maior e não requer assim um investimento tão grande como tudo isso. Há sites como o moo onde podem criar os cartões a partir de imagens vossas, frases ou o que vos apetecer. Quanto a isto apenas tenho duas recomendações: a) que o cartão seja coerente com o conteúdo do blog e b) escolham um tamanho que caiba facilmente numa carteira standard.

Construir um press kit - construir um quê? Isso mesmo, um press kit, isto é um documento que contenha informações essenciais sobre vós e sobre o vosso blog. Não sabem como fazê-lo? No Pinterest há dezenas, para não dizer centenas, de ideias - mas não as copiem, criem-no à vossa imagem, sejam originais.

Por último, ir à luta neste circo de feras: estabelecer parcerias, contactar as marcas, ser tão bom que se dá nas vistas, chamar a atenção de quem interessa, ouvir muitos nãos e ter sempre esperança no sim. A sorte também se constrói! 

At last but not the least:
Quanto é que eu ganho com o blog? Em cifrões? Mais ou menos zero (mais ou menos, porque de cada vez que alguém faz compras na Wook através do meu blog eu acumulo uns cêntimos na minha conta de afiliada e de muitos em muitos meses dou-me ao luxo de encomendar um livro sem ter de o pagar) Em presentes? Contam-se pelos dedos de uma mão os presentes recebidos ao longo dos anos. Em notoriedade? Não faço a mínima ideia. Em reconhecimento? Também não, embora às vezes sinta alguns olhos em cima de mim - e eu acho sempre que tenho alguma peça de roupa pelo avesso ou que está algo errado comigo. E porquê? Porque na realidade nunca me dei ao trabalho e porque gosto de escrever sobre o que me apetece quando me apetece, muitas vezes pelo puro prazer de escrever - também o faço em papel! Por outro lado o blog levou-me a outros mundos, deu-me a conhecer pessoas que hoje fazem parte do meu restrito grupo de amigos e tenho a certeza que ainda colherei daqui muitos e bons frutos - nem tudo na vida se traduz numa conta bancária recheada.

Pano p'ra Mangas
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domingo, 8 de janeiro de 2017

Bolachas de chocolate negro com pistácios e flor de sal


A primeira vez que fiz estas bolachas foi logo a seguir ao Natal para oferecer a uns amigos. Não duraram muito tempo... Na sexta feira voltei a repeti-las, com uma pequena variação, e também desapareceram num ápice 😉 

O que é que têm de especial? O facto de serem salpicadas com sal antes de irem ao forno confere-lhes um sabor único que, em primeiro lugar pode causar estranhamento, mas que misturado com o doce do chocolate é simplesmente divinal!

Já não sei de onde tirei a receita para partilhar o link aqui, mas como não a segui à risca aqui fica a minha versão. Bom apetite!

2 chávenas de chocolate negro em pepitas ou cortado aos bocadinhos (eu optei por comprar em barra e cortá-lo com uma faca)
2 colheres de sopa de manteiga sem sal
2 ovos
1/2 chávena de açúcar
1/3 de chávena de farinha (optei por fazer com maizena de forma a que não tivessem glúten)
1 colher de chá de fermento
1/2 chávena de pistácios sem casca picados
flor de sal q.b.

Derreter 1 chávena e 1/2 de chocolate com a manteiga e reservar. 
Bater os ovos com o açúcar até obter uma massa esbranquiçada e fofa.
Sem parar de bater adicionar a mistura de chocolate e manteiga  e por fim envolver a farinha e o fermento.
Sem bater, juntar o restante chocolate e os pistácios e envolver bem, de forma a que fiquem bem distribuídos na massa.
Com uma colher de sopa formar pequenas bolas sobre um tabuleiro forrado com papel vegetal. Salpicar com flor de sal.
Levar ao forno pré-aquecido a 180º. Assim que a superfície começar a ficar com um aspecto de cozida, retirar do forno - este processo pode levar entre 7 a 10 minutos consoante o forno.

At last but not the least: lembrem-se de juntar aquele ingrediente especial e que não pode ser medido em quantidades - pozinhos de perlim-pim-pim 💓

Pano p'ra Mangas
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Leite dourado


Os dias frios chegaram ao Sul e apesar dos termómetros marcarem temperaturas "altas", o ventinho gélido que se faz sentir, especialmente pela manhã e depois de escurecer, relembram-nos que afinal... é Inverno! Assim, nada melhor para aquecer que praticar os verbos "sofazar"e "pijamar", de preferência com uma bebida quente entre as mãos. Não tenho grande hipótese de colocar em prática os verbos, mas a bebida quente não dispenso.

Vou variando entre o chá e o "leite" de aveia, contudo há umas semanas a minha irmã recomendou-me que fizesse Leite Dourado. Leite Dourado? O que é isso? Segui o link que ela me enviou e fui parar ao blog da Vânia, Made by Choices. Lá estava ele: o leite dourado com uma cor de fazer inveja e a adivinhar um cheirinho irresistível. 

Depois de reunidos os ingredientes, fiz-me a ele! Pelo meio ainda surgiu a discussão sobre a diferença entre açafrão e curcuma , mas nada que o google não tivesse ajudado a descobrir. Confesso que ainda não acertei bem com as quantidades dos ingredientes, pois só faço uma chávena desta deliciosa bebida e nem sempre metade de dois é um eh eh eh (pelo menos no que respeita a temperos!). Continuarei a tentar até acertar totalmente no meu paladar de uma dose só.


Receita (retirada do blog Made by Choices)


Pano p'ra Mangas
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sábado, 31 de dezembro de 2016

Desejo para 2017


(um*) AMOR!



*há dias perguntaram-me se ainda acreditava e se ainda tinha esperança "nisto". É óbvio que sim - mesmo sem o ter, mesmo sem o sentir - porque se deixar de acreditar, aquilo a que eu chamo vida perde sentido 💓

(Para a foto segui o tutorial do blog How to Photograph Your Life)

Pano p'ra Mangas
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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Era uma vez um cabelo comprido,,,

... comprido demais para quem está habituada a tê-lo pelos ombros, ou um pouco mais acima, ou um pouco mais abaixo 😊


No início de 2015 assumi o compromisso de que iria deixar crescer o cabelo para o doar. Pensei que o conseguia fazer no final desse ano, mas com o processo de perda de peso, não só perdi muito cabelo - que voltou a nascer! - como também o ritmo de crescimento diminuiu bastante. Assim, só agora é que atingiu o comprimento necessário para:
a) cortar para doar
b) cortar de modo a que não tivesse de ficar de cabelo curto

Na altura pensei doá-lo ao IPO ou à Liga Portuguesa Contra o Cancro, por isso , uns meses mais tarde, telefonei para lá para me informar sobre todo o processo. Confesso que fiquei triste, para não dizer revoltada, quando do outro lado da linha me disseram: " A campanha já terminou. Nós não precisamos de mais cabelo. Na altura escrevi este e este post no facebook em modo de desabafo.

Assim, há uns dias,  ao final do dia fui falar com a minha pessoa de confiança e zás! Foi-se! Num ápice e sem tempo para arrependimento, até porque...ele volta a crescer!
Nas últimas semanas, de cada vez que falava neste corte, tentaram demover-me, mas a verdade é que o cabelo demasiado comprido também dá muito trabalho: no Inverno é o frio, no Verão é a praia... Assim está melhor e eu fico com o sentimento de missão cumprida.
Agora tenho uma trança linda para doar. Só me resta escolher a instituição para onde a enviar. Aceito sugestões - todas serão bem vindas.


...e não, isto não é um acto heróico nem de desapego. Heróis são aqueles que abdicam de partes de si próprios para doar a quem precisa e sob pena de um dia virem, também a precisar. Esses, sim, são verdadeiros heróis! Um bem haja a quem tem a coragem de o fazer.

Pano p'ra Mangas
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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Às 9 no meu livro - ou num qualquer outro ponto de encontro


Ler o blog da Sofia sempre foi como ter um encontro marcado à moda antiga, daqueles que eram selados com um "Então até amanhã, no sitio do costume!" - foi assim que me habituei a ele, desde o início, ainda a Sofia "não existia" e quem o assinava era uma tal de "Miss Glittering". Já nessa altura ela brilhava... Ainda me recordo de, com outra amiga comentarmos: "Já leste o post de hoje?" (ou de ontem, ou anteontem, ...). Fazia-me rir nos dias mais cinzentos, sorrir de uma saudade nem sei de quê e lia-a com o mesmo entusiasmo que aos nove anos devorava a colecção d'O Colégio das Quatro Torres - e digo devorava porque a li vezes sem conta e vivi cada uma daquelas aventuras como se fosse minha.

Passaram dois ou três anos, talvez - isto de anos na blogosfera parece algo eterno... -,  pelo caminho encontrei novas rotinas e o encontro matinal com a Miss Glittering deu lugar a outros encontros, até que um dia a procurei e lá estava o blog e da Miss G tinha nascido a Sofia. Nunca mais lhe perdi o rasto - leio-a, releio-a, partilho-a com quem me é importante, por isso não podia ter ficado mais feliz quando soube que não precisaria mais de wifi, passwords ou qualquer outro gadget, uma vez que iria estar sempre acessível, até no lugar mais remoto - desculpem-me os mais techies, mas não há nada que substitua um livro de papel que se pode folhear e, até, desfolhar (não é que eu o faça, mas...), cheirar, sentir, anotar, rabiscar...sei lá.

O às 9 no me livro anda, desde a semana passada, na minha mala, graças à generosidade da Sofia que teve a amabilidade de mo oferecer - com direito a uma dedicatória e a uma página "só" minha. Não o quero ler de uma só vez. Quero saborear cada bocadinho, pois sei que cada vez que o abro tem uma mensagem especial para o dia ou para o momento em que o estou a ler. É isto que o torna tão especial, além do especial que já é: é um livro para todos os dias, uma vez que aberto "ao acaso" (como se houvesse acasos...) o texto certo aparece. E o que é que sinto quando o estou a ler? Sinto as palavras de Alexandre O' Neill num dos meus poemas preferidos de sempre:

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança, 
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Latra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)

Palavras qque nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.

Pano p'ra Mangas
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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

No mundo encantado da Rosa Chock

Passo à montra da Rosa Chock vezes sem conta, especialmente quando vou para as aulas de ballet, mas nunca lá tinha entrado até há uns meses, depois de a Inês - o rosto simpático à frente deste mundo de encantar - me ter enviado uma mensagem. Fui e, nessa altura, troquei meia dúzia de palavras com ela - nesse dia estava a decorrer um workshop - , e no ar ficou a promessa de lá voltar com mais tempo. Os meses foram passando e agora que o Natal se aproxima, pensei: "É a altura ideal para lá voltar!!!" E assim foi 😁

Aquela sensação de "nem sei por onde começar", invadiu-me assim que os meus olhos iniciaram a viagem pelo que está exposto. Fiquei encantada com um avião vermelho que lá está, com uma mesa antiga de escola, com um mini-cesto de pic-nic, com as bonecas de trapos, com os cavalinhos de pau, com um unicórnio, com as tendas, com as luzes envolvidas em bolas de algodão da Luminart ...e com um biombo ao fundo da loja que está um mimo.

Se eu tivesse filhos ou sobrinhos estava feita ao bife! Completamente. Mas não tenho, e os filhos e filhas das amigas já estão crescidinhos para este mundo de fantasia... snif! snif! Por isso, se ainda têm presentes de Natal, aniversário ou o que quer que seja passem por lá - e se se sentirem confusos, como eu, peçam ajuda à Inês, pois é a pessoa ideal para vos aconselhar.

Obrigada, Inês por este passeio ao teu mundo de encantar onde não há princesas de plástico nem príncipes loiros de sorriso sonso.

Este não é um post patrocinado.

Pano p'ra Mangas
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