domingo, 26 de junho de 2016

O "Dia B" está a chegar!


...e um nervoso miudinho já está aqui instalado.

Parece que sou acompanhada por dois pequenos "bonecos": um em cada ombro! Um deles diz-me que vai correr tudo bem, o outro sopra-me ao ouvido anúncios de medo que vão desde "não te podes enganar" ao " e se te der uma cãibra?"

Dentro de uma semana, por esta hora já terá tudo passado, mas até lá...calma, muita calma.

Em Outubro, quando a balança acusou os "menos 15" achei que devia fazer algo para celebrar essa meta. Confesso que o primeiro impulso foi: vou comprar roupa nova!, mas pensei e melhor e em vez de me dirigir a uma qualquer loja para adquirir um vestido ou umas calças optei por levar os meus passos até ao Atelier do Movimento para me inscrever nas aulas de Ballet de Adultos. Carregava no pensamento a dúvida de se iria conseguir horário para ir às aulas - numa espécie de tentativa de me escapar a este compromisso, contudo..." Ora bolas, se sou eu a estabelecer o meu horário, por que me hei-de eu esquivar?" E assim foi: semana após semana, mês após mês, período após período. Se faltei a três aulas foi muito. Tomei-lhe o gosto a sério! Esperei ansiosamente por cada segunda-feira para ir à aula e depois à quarta, sexta ou sábado.

Já Dezembro ía adiantado quando nos foi comunicado que a coreografia - que na altura nem música tinha e era composta por dois ou três passos em meias pontas - iria ser apresentada em público no espectáculo de encerramento do ano lectivo, em Julho. Parecia tão longe e tão impossível...

Mais tarde veio o workshop de pontas porque, afinal, iríamos dançar em pontas... Socorro! Em pontas? A excitação superou o medo. Que venham as pontas!

O pico da excitação chegou com a informação de "Vamos encomendar os tutus e as tiaras." Aiiiiii... um tutu com esta idade? Que venha ele, também!

Junho chegou. O espectáculo está a chegar. E a coreografia de 2 minutos e 44 segundos está em modo "vamos repetir!", "só mais uma vez!", "última!" - nunca é só mais uma vez, e até chegar a última há muitas repetições: pés, mãos, cabeças...tudo tem de estar coordenado. Tenho a sensação que irão ser os minutos mais longos da minha vida e, em simultâneo, os mais curtos.

Os últimos dias têm sido para compor o kit para o "Dia B": tutu, tiara, pontas, meias, protecções, rede para o cabelo, ganchos e mais ganchos, laca, pestanas postiças...uma parafernália de pequenas coisas que não tem fim.


Este é um sonho de criança. 
Um sonho que, afinal, não tem prazo de validade. 
Um sonho que me faz sentir mais completa a cada pliê, attitude ou arabesque - ainda que mal feitos -, a cada bolha no pé ou dor de pernas e braços.
Um sonho assinado por baixo com as palavras "prova superada" - mesmo que no dia do espectáculo me espalhe em palco :-D 
Um sonho que desperta a vontade de concretizar outros, de superar medos e ultrapassar barreiras.


Nota: Ao mesmo tempo que acabo de escrever este post digo sim a mais um desafio - a algo que até há dois dias (sim, dois dias!!!) eu dizia: "Numa dessas não me apanham!" O quê? Uma aula de surf!!! É caso para exclamar: "Os deuses devem estar loucos!" Internem-me, por favor eheheh

Pano p'ra Mangas
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terça-feira, 14 de junho de 2016

Sorvete de melancia


Os dias quentes pedem coisas frescas e nada melhor que um delicioso sorvete ou gelado caseiros para nos matar o desejo de frio. O último número da revista da Bimby ostenta na capa umas apetitosas bolas de sorvete de melancia e sendo esta uma fruta que há, agora, em abundância e já a bom preço resolvi experimentar. Para não fugir à regra, tive de fazer uma pequena alteração: diminuí a quantidade de açúcar... E desta vez não fiquei só a olhar: Lambuzei-me, literalmente com uma taça deste maravilhoso sorvete.
É super simples de fazer. Apenas requer tempo, uma vez que a melancia tem de ser congelada com, pelo menos 24 horas de antecedência.
Para quem não tem Bimby, lamento...não sei como hei-de fazer a receita, até porque não há muitos robots que tenham a capacidade de moer fruta congelada como a Bimby tem.


Ahhh, a receita. Quase me esquecia...aqui está ela:

500gr de melancia previamente congelada em bocados pequenos
1 clara de ovo
1 limão sem casca nem caroços
80gr de açúcar
30gr de água

No copo colocar a água e o açúcar e programar 10mn/varoma/vel 1. No final do tempo, colocar a calda num pequeno recipiente e deixar arrefecer por aproximadamente 15 minutos.
No copo colocar a melancia, a clara e o limão e programar 40seg/vel 9. Importante: nesta fase deverão colocar a espátula pelo bocal e mexer de forma a que entre ar, pois se não o fizerem (experiência própria...) a melancia cria uma espécie de tampa e as lâminas ficam a trabalhar no vazio. Por fim, programa-se 15seg/vel 7 e  verte-se a calda de açúcar já morna pela tampa.

Et voilá


Podem servir de imediato ou colocar no congelador para servir mais tarde.
Eu deixei para mais tarde, pois ficou demasiado mole. Tentei, nessa altura, fazer umas bolas bonitas como as que aparecem na revista mas não consegui. Who cares? A bola não iria ficar inteira! Além da cor maravilhosa o sabor e a frescura são divinais. Experimentem que não se arrependem!

Pano p'ra Mangas
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terça-feira, 7 de junho de 2016

Onze anos e um dia

Ontem não consegui ter tempo para escrever um post de aniversário, contudo não posso deixar passar esta data em branco, afinal são 11 anos o que equivale a ter um blog pré-adolescente - espero que seja uma adolescência pacífica!
Onze anos... o que é que eu vou dizer sobre estes onze anos? São muitos anos de mim - alguns a meias com a minha irmã, são muitas horas em frente a um computador e outras tantas de nariz no ar ou na terra sempre na meca da melhor imagem para partilhar. São onze anos de amigos novos - poucos, mas bons - daqueles que vieram para ficar. São onze anos de dedicação e outros tantos a puxar pela cabeça, muitas vezes com um "sobre o que é que vou escrever?" - como agora.

Dado o bloqueio criativo, resolvi partilhar convosco 11 factos sobre mim, pois "contra esses não há argumentos". Onze factos que nunca tenha revelado aqui, pelo menos que eu me lembre... Vou tentar, e desafio-vos a fazerem o mesmo: nos comentários escrevam 11 coisas sobre vós, sobre o que vos (ainda) traz aqui, sobre qualquer coisa excepto desgraças, pois se as quisesse saber ligava a televisão às 8 da noite.


Tenho o Sol em Virgem, a Lua em Balança e quase todos os outros planetas na casa 12 (o que quer que isto queira dizer!)

Sou tímida e tenho a mania que "não tenho assunto", às vezes sinto-me "bicho do mato" e um grupo de cinco pessoas é para mim uma multidão - quase por norma remeto-me ao silêncio e observo quem me rodeia.

Tenho uma veia de Inspector Varatojo, que me leva muitas vezes a respostas sem eu ter de perguntar nada (cuidado...muito cuidado!) 

Sinto o cheiro da mentira a milhas de distância.

Não consigo decorar um grande número de coisas, por exemplo se me perguntarem onde fica Budapeste nunca sei a resposta...

Sou dura de ouvido: não fixo letras de canções (eu cantarolo-as, mas invento à brava! o que interessa é que rime)

Quando andava no colégio tirava sempre negativa a Desenho e a Educação Física.  

Invariavelmente troco a direita com a esquerda e fico muitas vezes a olhar para as mãos a pensar qual é qual.

Uma das maiores vergonhas por que já passei foi ter dito em público, a uma conceituada produtora de vinhos, que não gostava dos vinhos dela...obviamente não sabia com quem estava a falar!!! - bebi água durante todo esse jantar.

Tenho pavor de caminhos e pontes estreitas - mas ainda quero ir fazer os Passadiços do Paiva.

Nutro um pequeno ódio de estimação com o uso de diminutivos e a culpa é do Eusébiozinho.
 

Pano p'ra Mangas
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quinta-feira, 19 de maio de 2016

A vida depois dos 40 - Operação Tutu

 

Há quem almeje um "bikini body", o que quer que isso seja, eu apenas quis ganhar mais saúde e gostar mais de mim - um acto que muitos consideram de narcisista, mas se o que eu fizer pelo meu bem não interferir com os demais...qual é o problema? Por isso, o biquini não tem sido, de todo, o mote para todo este processo, contudo desde que soube que o ballet não se ía ficar pelo estudio - onde visto umas leggings e uma t-shirt - e ía passar para o palco do Lethes, a conversa passou a ser outra e tem um nome: #operaçãotutu :-)

Já aqui disse de todos os benefícios que esta mudança tem trazido, de quase todos os desafios que tenho enfrentado e do muito que tenho aprendido comigo mesma, mas há algo que tem andado escondido por baixo da roupa,  e que umas collants brancas e um tutu igualmente branco não vão deixar esconder: a flacidez e a pele a mais, especialmente na zona das coxas e na parte superior dos braços.

SOCORRO! Uma bailarina a cair de flácida? NÃO!

O que é que tenho feito? 
As aulas de ballet, obviamente! - e que faço por tudo para não perder nenhuma. E se pensam que aquilo é para meninas, estão enganadas...há dias que saio de lá toda dorida! Tenho vindo a descobrir músculos, inexistentes até agora...
Treinos - mais ou menos regulares - com um PT num pequeno grupo, ao ar livre e com vista para a Ria Formosa. Que privilégio, não? Deixo aqui a nota, que quem se quiser juntar a este grupo poderá fazê-lo: Sábados, às 15h, no Passeio Ribeirinho, em Faro (para mais detalher podem enviar-me um e-mail)

Parece impossível, mas o exercício passou a ser um prazer! (eu não acabei de escrever isto...)

Para completar, dou-me ao luxo de uns pozinhos de perlim-pim-pim que podem ser traduzidos por: [comfort zone] - uma marca de excelência de produtos e tratamentos de rosto e corpo disponíveis nos melhores spas e centros de estética - e um ciclo de LPG - que recomendo, pois em 7 sessões já noto a pele mais lisa e os tecidos mais firmes.


E tal como a Fada Sininho espalhava os seus pozinhos, também eu tenho uns para vós. A [comfort zone] teve a gentileza de me oferecer uns mimos para quem segue o PpM. Juro que não fiquei com nada! além disso o que uso da marca também não é oferta - é que apesar de eu andar "nisto dos blogues" há muitos anos, não tenho relevância para as marcas - nem quero, confesso: gosto de escrever livremente sem a pressão de ter de falar deste ou daquele produto só porque sim! É óbvio que sabe bem, e é uma forma de reconhecimento, receber uns presentes de vez em quando, mas tornar disso uma rotina? Não, obrigada!


Ahhhhm, os presentes. O que têm de fazer para os ganhar? Basta ir à página do Pano pra Mangas no facebook e ficarão a saber como.

Boa sorte!

Post em colaboração com a [comfort zone] Portugal.
Pano p'ra Mangas
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quarta-feira, 11 de maio de 2016

Lifecooler: Semana dos Museus

 (deus Oceanus ...mas os pezinhos são meus eheheh)

Nem imaginam o quão feliz me deixou escrever este artigo. Meio mundo já ouviu falar de Serralves, no Porto, no Museu do Oriente em Lisboa, neste ou naquele palácio por aqui e acolá. E Faro? Apesar de ser capital de distrito fala-se muito nela ou no que cá existe? Às vezes...especialmente entre Junho e Agosto, pois no resto do ano cai quase no esquecimento nacional, a não ser que ocorra alguma tragédia - o que não é comum, TG! Ahhh, esperam, se calhar até se fala: eu é que não vejo notícias nem leio jornais - sou uma desinformada, portanto!

Para escrever este artigo fui visitar os dois principais museus da cidade - não é que nunca lá tenha ido, mas de camera na mão para os poder fotografar, foi a primeira vez. Estive lá na sexta-feira e chovia copiosamente, daí algumas imagens serem tão...molhadas! Acreditam que as imagens de exterior, tiradas sob um céu azul são qualquer coisa de bonito.
A minha ligação a estes dois espaços é quase afectiva e leva-me à infância e aos meus tempos de estudante - quando ainda não havia computadores e as pesquisas para os trabalhos eram feitas em livros " a sério", daqueles que cheiram, que se sentem e quase se vivem. 


Querem saber um pouco mais? Aqui fica um pequeno excerto seguido do link para a Lifecooler.

"Muitos de nós, quer vivendo em vilas ou cidades, raramente nos lembramos que uma ida a um museu ou núcleo museológico local é um bom programa para o fim-de-semana, no entanto se viajamos para o estrangeiro há sempre “aquele” que não nos falha"... (continua aqui)

 
(a mulher do bioco)
 
(sapatos de ourelo)

Pano p'ra Mangas
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terça-feira, 3 de maio de 2016

A vida depois dos 40 - Parte 2

 

Faz hoje precisamente um ano que decidi "fechar a boca" - passou tão depressa que o único pensamento que me ocorre é: "mas por que é que levei tanto tempo até decidir mudar?". Ao longo dos meses tenho partilhado com quem ainda aqui vem as vitórias que tenho alcançado: quilo a quilo, tamanho a tamanho. Não posso dizer que tenha sido fácil, aliás não posso dizer que é fácil, pois ainda não acabou - não irá acabar - e a fase da manutenção vai ser, realmente, a mais difícil. O metabolismo é lento e há dias em que a "fome" é muita... É a lentidão dos 40...

Neste tempo aprendi muitas coisas sobre mim, sobre a minha forma de olhar para a comida, sobre aquilo que me faz bem e faz mal. Eu gosto de comer, é verdade. E gosto de comer coisas saborosas, que me dêem prazer e que se veja e se saiba o que é - não contem comigo para experimentar aquelas papas de proteínas ou para comer sardinhas ao pequeno-almoço só porque são ricas em não sei o quê... (escrevo sardinhas, como poderia escrever outra coisa qualquer - é que às vezes deparo-me com cada pequeno-almoço "saudável" no Instagram que penso: "como é que alguém pode dizer que aquilo é bom?, mas gostos não se discutem!). Não fosse, muitas vezes a minha fome emocional - comer sem pensar no que se está a comer, só porque sim, só porque está à mão, só porque... porque nada, na verdade - e teria sido um ano muito fácil.
Para completar o gostar de comer, eu gosto de cozinhar - especialmente coisas doces. Levei o Verão passado a fazer os geladosda Rita e só eu sei o que me custava fazer sem sequer lamber a espátula ou raspar a tigela.

A questão do controlo sobre o que vai para a boca e quando - a tal fome emocional - foi e há dias que ainda é, sem dúvida, a minha grande guerra. De imediato caio em mim e penso: tu não tens fome, tu não precisas disso - é que estas coisas que, de repente, caem na boca, eufemisticamente falando, nunca são coisas boas como uma peça de fruta ou uma fatia de queijo. É o chocolate, a bolacha, a fatia de pão... Ganhar consciência sobre estes actos involuntários é difícil, mas consegue-se e assim que se consegue passa a ser tudo mais fácil: o pão está no saco mas não chama por mim, o bolo acabado de fazer está sobre a bancada e é lá que fica, e tantas outras coisas boas... É que a fatia de bolo ou de pão nunca vêm sozinhos: "mal por mal, posso comer mais um bocadinho", e depois outro e outro ainda. Como diz o ditado "perdido por 100, perdido por 1000"

A redução do peso foi maior e mais rápida nos primeiros meses. Depois disso entrou em banho-maria, mas sempre com pequenas descidas. Com isto veio outra aprendizagem: olhar para mim ao espelho. As roupas começaram a ficar largas, outras deixaram de servir (as cuecas!!! até as cuecas me começaram a cair pelo corpo abaixo!!!) e os números foram diminuindo. Os números na balança também não deixavam margem para dúvidas, mas...o espelho! esse bicho papão que teima em mostrar que nada está diferente. Até as fotos: mesmo com uma diferença já notória eu tinha dificuldade em ver as mudanças. Tive de aprender. Como? Com pequenas grandes coisas: entrar nas lojas e só levar para os provadores números menores que anteriormente; fazer colagens de fotos por datas e vê-las vezes sem conta; sentar-me nas cadeiras e observar que em algumas já sobrava espaço aos lados;  sair do banho, enrolar a toalha no corpo e senti-lo todo coberto e sobrar toalha; colocar o avental e atá-lo duas e três vezes só para constatar que conseguia fazer um laço com as pontas em vez de um nó. 
Também tive de aprender a ouvir piropos. Credo! Isto parece coisa de adolescente, mas é verdade. Especialmente das pessoas que me são queridas. Ouvir, aceitar, acreditar e não "dar um coice" a quem o proferiu. Quem me conhece e vive perto de mim sabe que sou muitas vezes ríspida e respondo torto.

Depois veio o mais incrível: aprendi a gostar de fazer exercício físico, na verdadeira acepção da palavra. Alto: não me peçam para ir correr, nem para me enfiar num ginásio – ainda não cheguei aí! Primeiro o ballet, depois os treinos ao ar livre ... Na verdade o ballet conquistou a minha alma e o meu coração e só isso vale mais que mil agachamentos e outras tantas flexões.
Aprendi, também, a cuidar mais de mim: os cuidados de rosto e de corpo começaram a fazer parte da normalidade é que a fórmula [idade – peso] é igual a [flacidez], pois os espaços outrora preenchidos e maciços estão agora mais vazios. 

Por quem fiz e faço tudo isto? Por mim! E não, não é para parecer mais nova, que as rugas e os cabelos brancos ninguém mos tira.



Balanço até à data:
Peso: - 17kg (ahhh achavam que eu ía dizer o meu peso actual? só algumas pessoas o sabem e é com essas que o "segredo" fica)
IMC: 26,6 Excesso de Peso (ainda...mas não por muito tempo)


Obrigada por todos os comentários, mensagens e e-mails que me têm enviado neste último ano. Obrigada pelas vossas palavras de incentivo. E obrigada, também, por terem lido aquele que eu acho ser o post mais longo do Ppm!


Apesar destes números ainda não serem os ideais, armei-me em vaidosa-pirosa e achei que merecia umas fotos giras e com pinta, por isso desafiei a Ana para uma sessão fotográfica  daquelas "para mais tarde recordar" e cujas fotos são as que acompanham este post. Obrigada, Ana! Adorei os resultados <3

Pano p'ra Mangas
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sábado, 30 de abril de 2016

A vida depois dos 40 - Parte 1


Muito se diz por aí que os 40 são os novos 20 ou 30 ... sei lá! Para mim são 40 sem qualquer pudor e quando alguém me pergunta a idade não tenho por hábito revirar os olhos nem guardar segredo de algo que é visível. Quando chegar aos 50 se calhar já não é bem assim, mas agora? Para quê? Há outros assuntos que me causam mais constrangimento do que o ano do meu nascimento, e mesmo esses contam-se pelos dedos de uma mão e ainda ficam dedos de sobra...
Pelos outros não posso falar, mas esta idade - que não são 40 mas quase 42 - trouxe-me coisas que nunca julguei vir a ter  nem a ser, e não estou a falar de dinheiro, nem de sucesso, nem de um amor (é melhor não pegar em nenhum dos três pois, como diz o ditado: "venha o diabo e escolha").
Os "entas" trouxeram-me uma determinação para não desistir dos meus sonhos que não tivera até então, a minha teimosia e obstinação transformaram-se em perserverança, mesmo que a cada caminho que percorra dê de caras com um beco sem saída. Tenho dado muitos tropeções, tenho caído algumas vezes e chorado outras tantas - em silêncio e no escuro, porque olhos inchados ninguém gosta de mostrar - e aprendi que o "não" é garantido, mas que em vez de um "não" posso ouvir muitos "sim". Aprendi, também, que se me atirar de cabeça bato mais facilmente com ela no chão por isso é preferível mergulhar e nadar à medida que o braço permite, parar para respirar e retomar o fôlego.
Os, ainda, 40 trouxeram-me também a vontade, o desejo e a necessidade de cuidar mais de mim: não pelos outros, mas por mim mesma! Tenho sorte de estar rodeada das melhores pessoas que a vida me poderia ter oferecido - família e amigos - que me incentivam, que me apoiam e que também me dizem coisas que eu às vezes não gosto de ouvir. Afinal quem gosta de nós também está lá para puxar as orelhas, certo? Não acho que isto faça de mim uma pessoa egocêntrica, porque mesmo em silêncio mantenho os que me são queridos "debaixo de olho"e os meus braços estão sempre disponíveis para estas pessoas.
Comecei, finalmente, a fazer menos fretes - afinal ninguém me paga por eles e já tenho idade para, de vez em quando, soltar um "não", que dependendo do meu estado anímico pode vir emoldurado num sorriso ou amplificado num rugido ( e ainda decorado com o dedo indicador espetado na frente do outro). 
Regresso à questão inicial: serão os 40 os novos 20 ou 30? Depois desta reflexão, tenho a certeza que não. Eu não voltaria aos 20 nem aos 30. Eu não gostaria de ter a "sabedoria" dos 40 aos 20 ou aos 30. Tudo acontece por uma razão no momento que tem de acontecer, mesmo que não a compreendamos na altura.
Pano p'ra Mangas
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