terça-feira, 10 de novembro de 2015

Um rosto. Uma vida. Muitas marcas.


É sabido que não gosto de fotografar pessoas. Não me sinto à vontade. É algo completamente fora da minha zona de conforto. Mas às vezes vejo rostos que são totalmente irresistíveis e, nem sei bem como, dou o salto para fora do meu pequeno circulo e, quando dou por mim, já estou a pedir autorização para tirar uma fotografia. 
Foi o que aconteceu com esta senhora. Vi-a ao longe e não lhe resisti. Primeiro a sua postura quieta e serena, atenta a quem passava e ao mesmo tempo sem dar grande importância. Aproximei-me e quando vi que tinha uns olhos azuis lindíssimos (eu tenho uma adoração por olhos azuis e se há coisa que tenho pena de não ter  - fisicamente - herdado são os olhos das minhas avós: os de uma eram verdes azulados e os da outra do azul mais transparente...) e aí soube mesmo que tinha de lhe tirar uma foto. Depois as rugas - marcas de um tempo que se perde no próprio tempo.
Como retrato - tecnicamente falando - a imagem até pode estar um desastre (isto quem é pró é que poderá constatar ou não) mas tenho a certeza que irá ficar gravado na minha memória por muito tempo. E é isso que interessa. Apenas quis prolongar esta memória numa imagem...


Pano p'ra Mangas
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