domingo, 12 de novembro de 2017

Quem nunca morreu de amor?

De quando em vez tenho entre mãos a leitura de Frei Luís de Sousa, de Amor de Perdição ou até das Viagens na Minha Terra. Clássicos. E como todos os clássicos, intemporais. Em comum? O morrer de amor! Mais ou menos trágico - como se morrer de amor não fosse o trágico suficiente...

E talvez tenha sido este amor (que não me mata!) pelos autores do Romantismo que me tenha chamado a atenção para o título do mais recente livro de Eduardo Sá, Quem Nunca Morreu de Amor, editado pela Lua de Papel. Não me lembro bem onde - algures no FB, com certeza, apanhei também duas ou três frases que me deixaram alerta e fizeram com que o acrescentasse à minha wish list na Wook

Ontem, como estava completamente virada do avesso, isto é, em DIA NÃO!, achei que não podia esperar pela entrega de uma encomenda online e fui à Bertrand para comprar o livro. Primeiro folheei-o para ter a certeza, contudo não foi necessário muito tempo para decidir adquiri-lo.

Comecei a lê-lo enquanto saboreava um café e quando dei por isso já estava de lápis na mão a sublinhar, rabiscar, escrever notas - é por isto que não empresto livros. Os livros são só meus. Além do que é escrito pelo autor, ponho muito de mim em cada um deles e, confesso, que tenho algum pudor em partilhar o que me vai na alma e que sentimentos me desperta cada linha ou cada página. no momento da leitura. Gosto sim, de tempos mais tarde voltar àquelas anotações e tentar perceber o que esteve por trás delas. Manias, sei lá. É como cheirar os livros antes de os começar a ler...


Quem Nunca Morreu de Amor lê-se num acto quase compulsivo. Termina-se. E depois volta-se atrás para saborear cada bocadinho que ficou antes da última página. Sim, fica-se com vontade de mais. E não, não é necessário lê-lo de seguida. É daqueles livros que nos permite saltitar, abrir ao acaso e ler, como que em busca de alguma mensagem. E sim, foi escrito para mim! - tenho a certeza de que todos os leitores dirão o mesmo, provavelmente não pelas mesmas razões, mas sim, o livro foi escrito para cada um deles (ou cada um de nós, como quiserem).

Se acham que só fala de coisas boas, bonitas, românticas, apaixonadas... desenganem-se. Também toca em feridas que podem ser mais ou menos profundas, que nos deixam a pensar, que nos fazem questionar a forma como vivemos (passado ou presente) ou queremos viver o amor.


E porque não quero que achem que digo estas coisas em vão, partilho convosco algumas das minhas citações favoritas: 

..."sempre que não se abre uma história de amor alguma coisa em nós, de forma misteriosa, se desencoraja e desencanta!" (p.13)

"As minhas histórias felizes não têm final. Talvez por serem felizes..." (p.13)

"o contrário de tristeza não é felicidade, e é bom que se lembre. Mas a vivacidade. Essa ideia de que estamos felizes quando não estamos tristes não é verdade. O paraíso não é um sítio sem dor. É um lugar onde a dor nunca nos leva senão à sabedoria." (p. 90)

..."os amores de perdição são uma paixão em nada diferente das outras. Aquilo que as distingue é que a eternidade não tem prazo de validade." (p. 116)

"Só quando dois corações trocam de peito, e um bate pelo outro, estamos prontos a amar." (p. 174)

"O amor para ser amor, precisa de gestos. Necessita de surpresas. Mas precisa, sobretudo, de palavras." (p. 15)

"Andas à procura de alguém perfeito? Não! - devia ser a resposta. Ando à procura de ter a certeza de quem mereça o meu amor!" (p. 16)

Pano p'ra Mangas

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