terça-feira, 31 de julho de 2018

Ilha Deserta: Se o paraíso existe, é aqui!

Até há bem poucos dias a minha praia favorita de sempre era a Ilha do Farol, não só porque a praia é realmente fantástica, mas também por muitos bons momentos que lá vivi. Este ano fui lá uma vez e soube-me um pouco a fel... Lamento. A praia está igual ao que era há uns anos, mas as pessoas... as pessoas estão diferentes. Não sei o que aconteceu, mas a ilha não me soube a ilha 😞

Assim sendo andei a percorrer algumas praias que não têm merecido tanto a minha atenção, ou porque não são "à porta de casa" ou porque os acessos não são assim tão fáceis. Quer dizer... não eram, pois estão muito melhores! E quais foram as minhas escolhidas? Praia da Fuzeta e Ilha Deserta.  Que maravilha!

A Ilha Deserta é praticamente ... deserta! - tal como o nome indica. Durante o dia recebe a visita de umas poucas centenas de pessoas que se dispersam de tal modo que nem damos pela sua existência - ou fazem praia no extenso areal virado para o oceano ou mergulham nas pequenas enseadas que se formam no lado da Ria Formosa, ou então deleitam-se com um magnífico almoço no restaurante Estaminé - o único da ilha (que além desta só tem mais uma pequena barraca onde vive um único pescador).

A viagem foi feita no barco da carreira, com partida de Faro. Só pelo passeio na Ria vale a pena - a paisagem, a cor da água, a tranquilidade... Leva cerca de 40 minutos, mas para os mais apressados - não vá alguém chegar primeiro e ocupar a praia toda 😆- há os speed boats que fazem o percurso em 15 minutos. O trajecto do barco até ao areal é num abrir e fechar de olhos. 

A primeira coisa que se nota é o cheiro. O cheiro maravilhoso da vegetação nativa. E o céu azul. E a água transparente. Enche-se os pulmões daquele ar limpo e os problemas evaporam-se como que por magia. Não, não estou a brincar...foi num ambiente semelhante que há muitos anos curei um "quase-esgotamento" sem recorrer a medicação.

Parei para um café e só depois me fui " lagostar", que é como quem diz, apanhar sol! Tinha uma palhota  cheia de conchinhas à minha espera 💓 que, abanadas pela aragem, faziam uma espécie de música do fundo do mar. Ohhh paraíso! Se o paraíso é assim, fico já ali, pois nem tenho de andar muito.

Protector solar. Obrigatório. Muito protector solar, pois esta é daquelas praias que dá direio a escaldão se não tivermos cuidado - apanhei um há uns anos na Ilha do Farol (que fica mesmo ao lado) e desde então que tenho imenso cuidado.

Mas a realidade é que não estive muito tempo deitada ao sol. Fui fazer uma caminhada à beira-mar. Apanhei pedras, conchas e uns búzios muito especiais - dizem que dão sorte... Pelo que me foi dito, devo ter andado mais de 10km - o step counter do meu telemóvel acusava os 10.000 passos a meio da tarde. Não sei. Sei que foram mais de duas horas sempre à beira mar.


Pergunta: onde é que estariam todas as pessoas que vinham no barco? É que não se via vivalma. Só se se enfiaram debaixo da areia e estavam camufladas... Nem o omnipresente "homem das bolas de Berlim" lá existe!!!!

O ponto mais a Sul  de Portugal, o cabo de Santa Maria, está assinalado por uma espécie "monumento tribal" - confesso que não sei que nome lhe hei-de dar... - giro à brava para tirar umas fotos. A caminhada não termina aqui.

Cheguei à ponta do V da ilha e voltei para trás. Espreguiçadeira à vista, e agora sim, aterrei! À sombra! Não houve mergulhos, pois a água estava gelada e levantou-se um ventinho fresco que fazia com que a música das conchas fosse ainda mais bonita.

O regresso foi já ao final da tarde. Adormeci no barco e quase não dei pela viagem. Já tive vários dias bons de praia, este ano, mas este foi - indubitavelmente - o melhor. Que venha o próximo melhor dia de praia de 2018!


Pano p'ra Mangas

1 comentário:

  1. É cada vez mais difícil encontrar locais que possamos chamar 'desertos' e nossos.

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