domingo, 7 de agosto de 2016

Going Wild and on Fire


Fazer uma refeição completa ao jantar é algo quase impensável, mas perante o convite para experimentar o benjamim da “familia” Parrilla, o Wild Fire na Vila Sol (Quarteira-Vilamoura), esqueci o impensável  e tornei-me WILD num dia quente como FIRE .




Quem aqui vem com a ideia de que é mais um “restaurante de bifes” – no sentido lato da palavra, isto é, carne! – está redondamente enganado.  Sim, os bifes estão no menu e são parte importante do mesmo, mas não estão sozinhos pois há pratos para os mais variados paladares – não tendo sido os vegetarianos esquecidos (o risotto de arroz selvagem fumado é, simplesmente, divinal!).
Ao analisarmos o menu percebemos que grande parte dos pratos aqui servidos ou é grelhado, ou fumado ou assado e fumado. Sim, assado e fumado! Esta é uma – entre várias – característica que afasta o Wild Fire das habituais steakhouses e o torna ainda mais especial. Tudo pode ser fumado: carne, peixe, legumes, frutas (a que é que vos soa “morangos fumados”? pode parecer estranho mas é mesmo muito bom!).



Além deste factor, digamos, “exótico”, há outros que marcam a diferença:

- no que diz respeito aos alimentos, quer a carne bovina vinda do Uruguai é de produção biológica certificada (“never ever” é o lema deste grupo o que significa que carne provém de animais criados ao ar livre que nunca receberam hormonas, factores de crescimento ou antibióticos). Quanto aos restantes alimentos - do mar e da terra tenta-se que seja tudo o mais natural possível.

- por muito que procurem há algo que aqui não vão encontrar; algo tão comum no nosso dia-a-dia que até causa estranhamento: microondas! (pensavam que ía falar da Bimby? Wrong!!!)

- há uma zona exclusiva para crianças, onde estão sempre presentes duas animadoras que olham por elas e as mantêm ocupadas com desenhos, filmes, pinturas faciais, … Familias são bem-vindas e não precisam de vir com iPads e afins para ocupar os filhos, uma vez que estão previstos entretenimentos muito mais criativos.


- o serviço de excelência, que começa ainda antes da chegada ao restaurante (durante a tarde, a central de reservas telefona aos clientes para confirmar a presença nesse dia), passa pelo acolhimento na recepção e prolonga-se até à despedida. Previsão e antecipação são duas palavras que fazem parte desta equipa para que qualquer cliente, a qualquer hora, em qualquer mesa tenha sempre o melhor serviço. Todos primam pela simpatia e cordialidade e posso até dizer que os sorrisos fazem parte do menu de uma forma muito natural.


A noite estava quente, por isso tinha uma mesa reservada no terraço e olhando à volta este é um espaço que faz jus à expressão  al fresco fine dining . O ambiente é smart casual (por favor, não apareçam lá de chinelos de praia…) e a música ao vivo dá-lhe um ar ainda mais agradável. Existe uma zona lounge onde se pode estar antes ou depois do jantar e saborear um dos deliciosos cocktails preparados no bar. Recomendo o Mojito Apasionado ou um Martini Cocktail.

Já com a carta na mão as minhas  papilas gustativas entraram em acção. Escolhi peito de pato. Para acompanhar um delicioso arroz selvagem e uns legumes  - tudo isto, directamente do josper para o prato. Fiquei tentada pelas batatas fritas, mas achei melhor esquecê-las - afinal tinha de ter barriga para uma sobremesa (Baked Alaska foi a minha escolha: gelado de baunilha caseiro, compota de morango e pão de ló, tudo assado no forno com suspiro...e quem suspira sou eu!)
Quando os pratos começaram a chegar à mesa fotografei-os, não só para os recordar, mas também para vos mostrar que não estou a mentir.




Hei-de lá voltar no Inverno, num dia frio e chuvoso pois o interior é altamente apetecível. A decoração é moderna e acolhedora - as cores, os materiais, as formas, a luz - e quero fotografar a lareira acesa (parece-me uma boa desculpa…).
Só para terminar este já longo post, quero agradecer ao Wildfire pelo convite, por toda a amabilidade e carinho com que fui tratada. Gostei. Gostei imenso! E quem me conhece sabe que se eu não tivesse gostado não teria escrito nem metade - sendo que fica muito mais por dizer. Para ficarem a saber mais terão de lá ir e viver esta experiência.

...e porque as fotos são mesmo muitas, compilei mais "meia dúzia" no slideshow abaixo. Se ainda estiverem por aí e tiverem paciência, deliciem-se!


O grupo na web:

Créditos das imagens: umas são minhas e outras da minha partner in crime - a minha irmã, pois estando cá de férias, acompanhou-me nesta experiência, pois se não fosse ela e com ela o PpM não existiria. Obrigada, mana 



Pano p'ra Mangas
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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Carregar baterias


Por muitas pessoas que me rodeiem, este é aquele lugar do mundo que foi feito para mim, onde me encontro e também onde gosto de me perder - nas horas, no olhar, nos grãos de areia onde enterro os pés. 
Procuro vir aqui, pelo menos, uma vez por ano para carregar baterias - acreditem que um dia desta ilha vale por mil noutro lugar qualquer. Se por um lado tenho sempre a sensação de ser uma estreia, por outro sinto-me em casa e era capaz de percorrer todas as ruas de olhos fechados sem perder o norte - e se sou desorientada...ai sou, sou!
As mesmas coisas que fotografo são sempre diferentes, são sempre novas - apesar de as conhecer desde tenra idade. Não se cansam. Não me cansam. Não se deixam cansar, apesar do desgaste.


A água é mais salgada. 
A areia é mais fina. 
O céu, ainda que com nuvens, é mais azul e mais iluminado. 
Tudo isto são coisas que não se explicam por palavras nem por imagens. 
Porquê? Porque se sentem. Simplesmente porque se sentem!



Prova deste apego é o facto de todos, ou quase todos, os anos por esta altura escrever um post sobre a Ilha do Farol. Quase sempre digo o mesmo: que é o meu paraíso perdido, que as horas se contam pelo sol - e pela barriga!, que o ar que se respira é revigorante e que os banhos de mar são quase tão infinitos com a distância que o separa do horizonte, ...
E para não fugir à regra tenho uma dificuldade gigante em seleccionar apenas meia dúzia de fotos para partilhar. 


Embora, fotografar pessoas esteja completamente fora da minha zona de conforto, não pude evitar captar (à socapa) este senhor, que reflecte em tudo o espirito da ilha: ter todo o tempo do mundo!


domingo, 31 de julho de 2016

Swan Lake ou " a aventura de uma vida"


Foi há quase um mês que realizei um sonho de menina que, até há poucos meses, nem eu sabia bem onde o tinha guardado... 

Quem me acompanha aqui no blog está a par desta aventura que tem sido o ballet. Quando comecei as aulas em Outubro estava longe de imaginar no que isto iria dar: participação no espectáculo de final de ano do Atelier do Movimento

A informação foi chegando aos poucos, assim de mansinho para não assustar ninguém, mas foi caindo certeira e em momentos chave. Primeiro surgiram uns passos fora do habitual e com ar de coreografia, depois veio a bomba de que era mesmo uma coreografia a ser apresentada no Teatro Lethes. Em Fevereiro, o workshop de pontas - cisne que é cisne, por muito ganso desengonçado que seja, tem de dançar em pontas. A novidade seguinte foi a que provocou mais excitação: teríamos de vestir um tutu!!! E por fim, a tiara de penas. Pelo meio a coreografia foi sendo apurada: "só mais uma vez!" - nunca é só mais uma vez... - até que ficou pronta.

A sala esgotou num ápice o que teve um peso ainda maior. Até os lugares, normalmente reservados às entidades, tiveram de ser vendidos. Conseguem imaginar?

A excitação e o sonho superaram as dores, as cãimbras e as bolhas nos pés. Superaram também o cansaço de uns meses complicados. Superaram o medo: o medo de cair, o medo do ridículo, o medo de me enganar, o medo do que poderiam dizer. Superaram tudo! 

Levei um mês a comer bananas como um macaco e a tomar magnésio não fossem as pernas atraiçoar-me. Levei um mês a fazer mais aulas que o habitual para conseguir fazer o melhor possível. Levei um mês a ter cuidado redobrado com os pés: unhas bem cortadas, hidratação ao máximo...

Chegou o dia, que começou bem cedo com os preparativos: o cabelo, a maquilhagem, o tutu, um derradeiro ensaio e a eterna espera que chegasse a nossa vez.  Quando pisei o palco, completamente escuro, e ocupei o meu lugar pensei: "Estou feita! Agora já não posso fugir!" O pano abriu, a música começou e foram os dois minutos e quarenta segundos mais rápidos de que tenho memória. Foi tão, tão, mas tão emocionante. Passou depressa demais...






Ainda hoje me questiono sobre quem cometeu a maior loucura: nós - e digo "nós", porque somos 17 mulheres adultas - que embarcámos nesta aventura ou a professora que teve a coragem de nos colocar em palco. Independentemente disso, aquilo que guardo na memória não cabe em nada que possa escrever, fotografar, desenhar... 



Créditos das imagens do espectáculo (no post e no IG):
Familia e amigas - mas já não sei quem fotografou o quê!
Paulo Côrte-Real

Pano p'ra Mangas
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domingo, 24 de julho de 2016

Depois dos 40 deu-me para isto...

Eu sei que ainda estou a dever um post sobre o espectáculo de final de ano do Atelier do Movimento, no qual thanks God, não me espalhei em palco e foi muito, muito emocionante, contudo ainda não tenho fotos que sejam totalmente do meu agrado, por isso terão de esperar mais um pouco.


Hoje foi dia de mais uma experiência. E daquelas!
Posso não transparecer, mas o mar é algo que me causa medo - isto para não dizer algum pânico. Sim, sei nadar, mas não me afasto muito da costa e a perspectiva de ficar sem pé assusta-me. A juntar a isto, sonho vezes sem conta que me estou a afogar - sempre no mar e nas circunstâncias mais estranhas - e acordo numa aflição horrível. Não tenho medo de andar de barco, mas não me desafiem para fazer um cruzeiro, pois só de pensar em estar dias a fio sem ver terra...enfim! Sou medricas, assumo!

Com tudo isto, a ideia de me colocar em cima de uma prancha era - ainda é! - aterradora. Aliás, dois dias antes de me ter sido colocado o desafio de ir fazer uma aula de surf eu tinha dito à minha irmã que nunca me apanhariam em cima de uma prancha, qualquer que ela fosse. Ora, nem tarde nem cedo... Devo ter sido das primeiras a dizer "Ok, eu vou experimentar a aula de surf!" -  e como diz o ditado: Pela boca, morre o peixe!

A experiência foi feita com o Clube de Surf de Faro e agradeço, de coração ao André e à Inês - os monitores - por toda a atenção e apoio que nos deram. Foram incansáveis!





Agora, quanto à minha performance:
Se tivesse de a classificar de 0 a 10, acho que lhe daria um 3 - apenas pelo facto de ter conseguido vestir o fato, carregar a prancha e não ter desistido antes de entrar dentro de água. Sim, eu entrei dentro de água, mas não passei da berma - não tive força para levar a prancha mais além, pois aquilo não é nada fácil, e acabei por andar a deslizar na espuma, estendida ao comprido numa prancha que era não sei quantas vezes maior que eu, o que não é muito difícil. A corrente estava forte e, felizmente, a empurrar para fora, mas eu entrava na água no ponto A e minutos depois estava a sair não sei quantos metros à frente. Saía da água, carregava a prancha e lá ía eu ao ponto de partida. Fiquei estoirada e amanhã não sei se me mexo - tenho de me mexer, pois não posso faltar ao ballet!!!! Uma hora a levar uma sova de mar com prancha não é pêra doce...
Se gostei? Não fiz nada de jeito, mas adorei!E diverti-me tanto :-)
Se é coisa para repetir? Claro que sim! Só não sei quando...

Obrigada, Ricardo pelo desafio :-)



Depois disto só me ocorre: no que é que me vou meter a seguir? Sugestões...alguém tem?

Pano p'ra Mangas
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terça-feira, 12 de julho de 2016

Quebrar as regras e falar sobre futebol...

...algo sobre o qual eu não percebo nada, mas mesmo sem saber há sempre uma primeira vez e este Euro 2016 foi motivo para dar corda aos dedos e escrever um pouco sobre o assunto para espanto e gáudio de quem me conhece. Escrevi o que o coração e a alma me ditaram, por isso não me julguem pela ausência de assertividade no que diz respeito à técnica de jogo.


7 de Julho de 2016



DE BESTA A BESTIAL podia ser o título de uma qualquer crónica num qualquer jornal e que reflecte, na minha modesta e ignorante opinião, o que se tem passado nos últimos dias, até ontem.
Pelo menos desde que começou o Euro 2016 a vontade de afundar Ronaldo na lama tem sido extraordinária, não só na imprensa nacional como na internacional. Tem sido acusado de tudo: vaidoso, arrogante, egoísta, mal educado...e por aí fora - coisas que os mais atentos e fãs de futebol saberão. Atirou um microfone a um lago e, ai Jesus!, foi crucificado!Mas que grande BESTA!!!!
É hoje!!
Dezasseis anos depois de termos enfrentado a França na semi-final, temo-la - outra vez - do outro lado do campo, na final. 
Não há Figo nem Zidane, mas há outros - tão bons ou melhores - sem mencionar nomes.
E há a alma sonhadora de vencedores que nos une nestes momentos - e me faz quebrar as regras do "não falo de política, religião e futebol", e me faz "saltar para dentro das quatro linhas", e me faz desesperar por não ter um cachecol da Selecção. 
Vem ao de cima o sentimento do "não são 11, são 11 milhões", quando sei que isso é mentira pois eu não ando a correr atrás da bola, mas é como se andasse mesmo sem perceber NADA (mesmo NADA!) de futebol.
Prometo não roer as unhas. Prometo não arrancar cabelos. Só não prometo ver o jogo, porque apesar de tudo não tenho nervos de aço.
'Bora lá trazer a taça p'ra casa, sim?
Quis escrever este texto ontem à noite, mas confesso que não fui capaz - tinha as emoções à flor da pele. Não percebo nada de futebol. Não sou apreciadora da modalidade, nem nutro simpatia por nenhum clube - aliás, costumo dizer que "sou do que ganha" 😊 - mas ontem tive de ver o jogo.
O jogo continuou. Irritei-me com o comentador que não parava de dizer que Cristiano Ronaldo tinha saído. Bolas, e a restante equipa? Não estava em campo? Continuei em sofrimento - não tinha ideia de que isto me viesse alguma vez a acontecer - mas cá dentro uma voz dizia-me "Vamos ganhar isto 1 a 0".
Vibrei a cada defesa de Rui Patrício, fechei os olhos a cada ataque dos franceses e dei saltos de alegria quando vi Cristiano Ronaldo fora das quatro linhas a incentivar a equipa - mesmo fora ele é equipa. Provou, para quem quis ver, que não é só dentro das quatro linhas que ele é o melhor. Foi, simplesmente, fantástico!!!


Ontem foram precisos apenas 90 minutos, dos quais confesso só vi os últimos 5 e a "besta" passou a BESTIAL - e não foi preciso ver o jogo, bastou ver os títulos da imprensa online, a mesma imprensa que o tem tentado afundar.
Esta relação amor-ódio é desconcertante. Este diz-que-faz-que-disse é de uma falta de coerência gritante. Não sei se hei-de rir ou chorar ou, simplesmente, ignorar.
E aqueles que o querem colocar no lodo deviam gravar na memória as suas declarações à RTP no final do jogo de ontem. Mostraram o quão GRANDE ele é e que não precisa de uma manhã de nevoeiro, nem de um cavalo branco para colocar PORTUGAL nas bocas do mundo.
Se o sonho é a final, que se concretize então!

10 de Julho de 2016


É hoje!!
Dezasseis anos depois de termos enfrentado a França na semi-final, temo-la - outra vez - do outro lado do campo, na final. 
Não há Figo nem Zidane, mas há outros - tão bons ou melhores - sem mencionar nomes.
E há a alma sonhadora de vencedores que nos une nestes momentos - e me faz quebrar as regras do "não falo de política, religião e futebol", e me faz "saltar para dentro das quatro linhas", e me faz desesperar por não ter um cachecol da Selecção. 
Vem ao de cima o sentimento do "não são 11, são 11 milhões", quando sei que isso é mentira pois eu não ando a correr atrás da bola, mas é como se andasse mesmo sem perceber NADA (mesmo NADA!) de futebol.
Prometo não roer as unhas. Prometo não arrancar cabelos. Só não prometo ver o jogo, porque apesar de tudo não tenho nervos de aço.
'Bora lá trazer a taça p'ra casa, sim?

11 de Julho de 2016

Desde o início dei comigo a chamar nomes ao árbitro, a seguir todos os movimentos da bola, a torcer a t-shirt que tinha vestida...Teria ficado sem unhas, se tivesse o vício de as roer. Vieram-me as lágrimas aos olhos quando vi o nosso Capitão no chão e regojizei de orgulho quando o vi regressar ao campo. Na minha ignorância achei que se aguentaria mais tempo em jogo e partiu-me o coração vê-lo pedir a substituição e passar a braçadeira de capitão (nem sei se é assim que se chama aquela faixa à volta do braço...). Chamei tantos nomes ao tipo que o atirou ao chão. Indecente. Sujo. Com contornos de malvadez. De seguida mais uma tentativa de aniquilar mais um elemento chave. Aaagghhhhh!!!! Que nervos!!!!
E quando Eder marcou? (confesso que até então nunca tinha ouvido falar dele) Cum caneco! Nem queria acreditar! A partir daí contei os minutos para o final do jogo. Tapei a cara. Virei-me de costas para o ecrã. Continuei a insultar os franceses. Aquando do apito final gritei por Portugal, bati palmas, saltei de alegria - hoje acho que não era eu quem ali estava...
Fora do campo as imagens de Fernando Santos eram de quem estava à beira de um ataque cardíaco. O que o pobre do homem sofreu! Foi a FÉ que o manteve vivo e a crença que só voltaria a casa no dia 11. Adorei as declarações/entrevista pós jogo.
Fez-se justiça às meias-finais do Euro2000! ...ok, e à final de 2004 com a Grécia.

(Podia terminar este texto com umas quantas citações de Fernando Pessoa, mas não me apetece)

Quem segue o PpM no Facebook reconhecerá estes textos. Lá perdem-se com a maior felicidade e aqui poderei encontrá-los quando os quiser reler. Porquê? Porque foi a inha estreia num mundo que me é alheio e vou querer voltar aqui, nem que seja para ter a certeza que fui eu que escrevi.

Quantos às fotos, não lhes sei dar créditos - shame on me! - pois tirei-as da net, de jornais... O meu pedido de desculpas.

Pano p'ra Mangas
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domingo, 26 de junho de 2016

O "Dia B" está a chegar!


...e um nervoso miudinho já está aqui instalado.

Parece que sou acompanhada por dois pequenos "bonecos": um em cada ombro! Um deles diz-me que vai correr tudo bem, o outro sopra-me ao ouvido anúncios de medo que vão desde "não te podes enganar" ao " e se te der uma cãibra?"

Dentro de uma semana, por esta hora já terá tudo passado, mas até lá...calma, muita calma.

Em Outubro, quando a balança acusou os "menos 15" achei que devia fazer algo para celebrar essa meta. Confesso que o primeiro impulso foi: vou comprar roupa nova!, mas pensei e melhor e em vez de me dirigir a uma qualquer loja para adquirir um vestido ou umas calças optei por levar os meus passos até ao Atelier do Movimento para me inscrever nas aulas de Ballet de Adultos. Carregava no pensamento a dúvida de se iria conseguir horário para ir às aulas - numa espécie de tentativa de me escapar a este compromisso, contudo..." Ora bolas, se sou eu a estabelecer o meu horário, por que me hei-de eu esquivar?" E assim foi: semana após semana, mês após mês, período após período. Se faltei a três aulas foi muito. Tomei-lhe o gosto a sério! Esperei ansiosamente por cada segunda-feira para ir à aula e depois à quarta, sexta ou sábado.

Já Dezembro ía adiantado quando nos foi comunicado que a coreografia - que na altura nem música tinha e era composta por dois ou três passos em meias pontas - iria ser apresentada em público no espectáculo de encerramento do ano lectivo, em Julho. Parecia tão longe e tão impossível...

Mais tarde veio o workshop de pontas porque, afinal, iríamos dançar em pontas... Socorro! Em pontas? A excitação superou o medo. Que venham as pontas!

O pico da excitação chegou com a informação de "Vamos encomendar os tutus e as tiaras." Aiiiiii... um tutu com esta idade? Que venha ele, também!

Junho chegou. O espectáculo está a chegar. E a coreografia de 2 minutos e 44 segundos está em modo "vamos repetir!", "só mais uma vez!", "última!" - nunca é só mais uma vez, e até chegar a última há muitas repetições: pés, mãos, cabeças...tudo tem de estar coordenado. Tenho a sensação que irão ser os minutos mais longos da minha vida e, em simultâneo, os mais curtos.

Os últimos dias têm sido para compor o kit para o "Dia B": tutu, tiara, pontas, meias, protecções, rede para o cabelo, ganchos e mais ganchos, laca, pestanas postiças...uma parafernália de pequenas coisas que não tem fim.


Este é um sonho de criança. 
Um sonho que, afinal, não tem prazo de validade. 
Um sonho que me faz sentir mais completa a cada pliê, attitude ou arabesque - ainda que mal feitos -, a cada bolha no pé ou dor de pernas e braços.
Um sonho assinado por baixo com as palavras "prova superada" - mesmo que no dia do espectáculo me espalhe em palco :-D 
Um sonho que desperta a vontade de concretizar outros, de superar medos e ultrapassar barreiras.


Nota: Ao mesmo tempo que acabo de escrever este post digo sim a mais um desafio - a algo que até há dois dias (sim, dois dias!!!) eu dizia: "Numa dessas não me apanham!" O quê? Uma aula de surf!!! É caso para exclamar: "Os deuses devem estar loucos!" Internem-me, por favor eheheh

Pano p'ra Mangas
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terça-feira, 14 de junho de 2016

Sorvete de melancia


Os dias quentes pedem coisas frescas e nada melhor que um delicioso sorvete ou gelado caseiros para nos matar o desejo de frio. O último número da revista da Bimby ostenta na capa umas apetitosas bolas de sorvete de melancia e sendo esta uma fruta que há, agora, em abundância e já a bom preço resolvi experimentar. Para não fugir à regra, tive de fazer uma pequena alteração: diminuí a quantidade de açúcar... E desta vez não fiquei só a olhar: Lambuzei-me, literalmente com uma taça deste maravilhoso sorvete.
É super simples de fazer. Apenas requer tempo, uma vez que a melancia tem de ser congelada com, pelo menos 24 horas de antecedência.
Para quem não tem Bimby, lamento...não sei como hei-de fazer a receita, até porque não há muitos robots que tenham a capacidade de moer fruta congelada como a Bimby tem.


Ahhh, a receita. Quase me esquecia...aqui está ela:

500gr de melancia previamente congelada em bocados pequenos
1 clara de ovo
1 limão sem casca nem caroços
80gr de açúcar
30gr de água

No copo colocar a água e o açúcar e programar 10mn/varoma/vel 1. No final do tempo, colocar a calda num pequeno recipiente e deixar arrefecer por aproximadamente 15 minutos.
No copo colocar a melancia, a clara e o limão e programar 40seg/vel 9. Importante: nesta fase deverão colocar a espátula pelo bocal e mexer de forma a que entre ar, pois se não o fizerem (experiência própria...) a melancia cria uma espécie de tampa e as lâminas ficam a trabalhar no vazio. Por fim, programa-se 15seg/vel 7 e  verte-se a calda de açúcar já morna pela tampa.

Et voilá


Podem servir de imediato ou colocar no congelador para servir mais tarde.
Eu deixei para mais tarde, pois ficou demasiado mole. Tentei, nessa altura, fazer umas bolas bonitas como as que aparecem na revista mas não consegui. Who cares? A bola não iria ficar inteira! Além da cor maravilhosa o sabor e a frescura são divinais. Experimentem que não se arrependem!

Pano p'ra Mangas
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terça-feira, 7 de junho de 2016

Onze anos e um dia

Ontem não consegui ter tempo para escrever um post de aniversário, contudo não posso deixar passar esta data em branco, afinal são 11 anos o que equivale a ter um blog pré-adolescente - espero que seja uma adolescência pacífica!
Onze anos... o que é que eu vou dizer sobre estes onze anos? São muitos anos de mim - alguns a meias com a minha irmã, são muitas horas em frente a um computador e outras tantas de nariz no ar ou na terra sempre na meca da melhor imagem para partilhar. São onze anos de amigos novos - poucos, mas bons - daqueles que vieram para ficar. São onze anos de dedicação e outros tantos a puxar pela cabeça, muitas vezes com um "sobre o que é que vou escrever?" - como agora.

Dado o bloqueio criativo, resolvi partilhar convosco 11 factos sobre mim, pois "contra esses não há argumentos". Onze factos que nunca tenha revelado aqui, pelo menos que eu me lembre... Vou tentar, e desafio-vos a fazerem o mesmo: nos comentários escrevam 11 coisas sobre vós, sobre o que vos (ainda) traz aqui, sobre qualquer coisa excepto desgraças, pois se as quisesse saber ligava a televisão às 8 da noite.


Tenho o Sol em Virgem, a Lua em Balança e quase todos os outros planetas na casa 12 (o que quer que isto queira dizer!)

Sou tímida e tenho a mania que "não tenho assunto", às vezes sinto-me "bicho do mato" e um grupo de cinco pessoas é para mim uma multidão - quase por norma remeto-me ao silêncio e observo quem me rodeia.

Tenho uma veia de Inspector Varatojo, que me leva muitas vezes a respostas sem eu ter de perguntar nada (cuidado...muito cuidado!) 

Sinto o cheiro da mentira a milhas de distância.

Não consigo decorar um grande número de coisas, por exemplo se me perguntarem onde fica Budapeste nunca sei a resposta...

Sou dura de ouvido: não fixo letras de canções (eu cantarolo-as, mas invento à brava! o que interessa é que rime)

Quando andava no colégio tirava sempre negativa a Desenho e a Educação Física.  

Invariavelmente troco a direita com a esquerda e fico muitas vezes a olhar para as mãos a pensar qual é qual.

Uma das maiores vergonhas por que já passei foi ter dito em público, a uma conceituada produtora de vinhos, que não gostava dos vinhos dela...obviamente não sabia com quem estava a falar!!! - bebi água durante todo esse jantar.

Tenho pavor de caminhos e pontes estreitas - mas ainda quero ir fazer os Passadiços do Paiva.

Nutro um pequeno ódio de estimação com o uso de diminutivos e a culpa é do Eusébiozinho.
 

Pano p'ra Mangas
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